| Roberto Shinyashiki | |||
| Dicas para seu desenvolvimento humano | |||
| Amar é praticar o companheirismo e a compreensão | |||
| por Roberto Shinyashiki |
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O fato é que, se queremos viver um relacionamento gostoso, porém verdadeiro, seja no casamento, namoro, ou em poucas horas, devemos aprender a nos aceitar como somos e olhar para o companheiro como um caminho para o crescimento. Estar com alguém plenamente é a possibilidade de vencer o medo da entrega e de se conhecer no íntimo. Conviver com alguém que amamos é o mesmo que comprar um imenso espelho da alma, no qual, cada um de nossos movimentos é mostrado, sem a mínima piedade. E, é aí que começa o inferno... Ao invés de encarar a verdade e de ver a imagem temida do verdadeiro “eu”, tenta-se quebrar o “espelho”. Como? Fugindo da intimidade, culpando o outro, não assumindo as próprias responsabilidades e desacreditando o amor. Viver com quem se ama não é apenas uma oportunidade de conhecer o outro, mas é a maior chance de entrar em contato consigo mesmo. Apenas quando nos vemos é que percebemos o medo de nós mesmos e nos aceitamos como realmente somos. Começamos, então, a nos capacitar para o amor. O único jeito de amar é buscando a sinceridade. Infelizmente, com o passar dos anos o amor tem sido muito mais estratégico do que espontâneo. Nas revistas femininas via-se muito esse tipo de atitude: “se ele fizer isso, faça aquilo”, o que foi minando a espontaneidade do amor. Nós temos que redescobrir a forma de amar, a naturalidade do relacionamento amoroso. As pessoas precisam ter interesse genuíno no outro.Todas as maneiras de amar devem ser naturais. Quem fica estudando demais o outro, “mata” a possibilidade de amar alguém. O mundo é feito de absurdos e encontros, os absurdos fazem parte, porém, devemos entender que é possível ser feliz, acreditando dia a dia na naturalidade dos sentimentos. Um dia, perguntaram a um grande mestre quem o havia ajudado a atingir
a iluminação; e ele respondeu: “Um cachorro”.
Os discípulos, surpresos, quiseram saber o que havia acontecido,
e o mestre contou: “Certa vez, eu estava olhando um cachorro, que
parecia sedento e se dirigia a uma poça d’água. Quando
ele foi beber, viu sua imagem refletida. O cachorro, então, fez
cara de assustado, e a imagem o imitou. Ele fez cara de bravo e a imagem
o arremedou. Então, ele fugiu de medo e ficou observando, durante
longo tempo, a água. Quando a sede aumentou, ele voltou, repetiu
todo o ritual e fugiu novamente. Em um dado momento, a sede era tanta
que o cachorro não resistiu e correu em direção à
água, atirou-se nela e saciou sua sede.
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