| Conheça
os 12 princípios da docilidade ambiental - clique aqui
"Ambientes amigáveis resulta na oferta de recursos
físicos e psicossociais de natureza compensatória para favorecer
a saúde física, a funcionalidade e o bem-estar psicológico
de pessoas idosas"
Neste sábado, 27 de setembro, comemora-se o Dia Nacional do
Idoso e 1º de outubro o Dia Internacional do Idoso.
Esse texto é uma homenagem a eles e a essas duas datas.
Todas as pessoas desejam envelhecer no próprio lar. A importância
do lar para as pessoas idosas tem sido muito discutida na literatura gerontológica.
A maioria das pessoas gostariam de continuar vivendo em sua própria
casa, mesmo durante as alterações que possam surgir com
uma velhice frágil.
É importante lembrar que, o que caracteriza um lar não é
somente o ambiente físico, mas também as preferências
colocadas em cada espaço na forma de objetos, do design, das atividades
desenvolvidas, dos relacionamentos e da funcionalidade. Diz respeito aos
artefatos físicos, sensoriais, climáticos e funcionais que
nos circundam no dia-a-dia. O que se entende por lar aqui também
se estende à residência, incluindo comunidade, bairro, vizinhança,
amigos, etc...
Morar na casa que sempre morou ou com uma história de toda uma
vida, pode ser uma estratégia de otimização de competências
para o processo de adaptação à velhice.
Isso nos dá um senso de normalidade diante da descontinuidade experimentada
por múltiplas perdas pessoais associadas a disfunções
relacionadas ao avanço da idade. Todo lar e seus pertences são
dotados de significação ao longo da vida que contribui para
o bem-estar percebido e para a qualidade de vida. Ambientes favoráveis
são aqueles capazes de ajustar às capacidades e preferências
dos idosos, fornecendo a eles um melhor controle do ambiente, autonomia,
independência, eficácia, privacidade, dignidade e familiaridade.
Docilidade ambiental
O pesquisador e gerontólogo Lawton fala em ambientes amigáveis
para os idosos e criou o conceito de docilidade ambiental. Ambientes amigáveis
resulta na oferta de recursos físicos e psicossociais de natureza
compensatória para favorecer a saúde física, a funcionalidade
e o bem-estar psicológico de pessoas idosas. O conceito de docilidade
ambiental significa que, à medida que as competências da
pessoa declinam e o comportamento depende de fatores externos, torna-se
necessário criar programas para melhorar o ambiente dos idosos
para que possam viver mais dignamente e com mais segurança e bem-estar.
São doze os princípios da docilidade
ambiental:
1. Assegurar a privacidade.
2. Dar oportunidades para interação social.
3. Dar oportunidades para exercício de controle
pessoal, liberdade de escolha e autonomia.
4. Personalização do tratamento, de objetos
e locais.
5. Facilitar a orientação espacial.
6. Assegurar a segurança física.
7. Facilitar o acesso a equipamentos e o funcionamento
na vida do dia-a-dia.
8. Propiciar um ambiente estimulador e desafiador.
9. Facilitar a discriminação de estímulos
visuais, tácteis e olfativos.
10. Planejar ambientes na medida do possível bonitos
e agradáveis.
11. Tornar o ambiente flexível para o atendimento
de novas necessidades.
12. Tornar o ambiente mais familiar através de
referências históricas, objetos familiares, arranjos tradicionais
de mobiliário e contato com a natureza.
Dicas para compensar perdas sensoriais:
- Aumentar a iluminação e o contraste, especialmente quando
os estímulos forem sutilmente detalhados e apresentados com pouco
contraste de luz e sombra.
- Evitar ofuscamento e exposição a raios ultravioletas.
- Utilizar mais contrastes de cor em situações que envolvem
discriminação sutil.
- Evitar apresentação simultânea de estímulos
muito parecidos em situações que exijam discriminação
refinada.
- Fornecer correção ótica e condições
especiais de iluminação, em situações que
envolverem visualização à curta distância.
- Evitar tarefas concorrentes, para prevenir distração,
uma vez que os mais velhos têm uma diminuição em sua
capacidade de inibir informação irrelevante.
- Evitar exposições prolongadas a ruídos.
- Diminuir ruídos de fundo
- Oferecer estímulos claros, redundantes, ricos em contexto, como
por exemplo com desenhos, pistas, adesivos, etiquetas.
- Usar óculos e lupas para tarefas que exigem enxergar bem de perto;
cuidar da iluminação, quer acomodando bem a cabeça
e os ombros, quer providenciando lâmpadas de leitura (em casa) ou
lanternas (fora).
- Ao atravessar uma rua, usar o comportamento dos outros como guia.
- Usar aparelhos para surdez, fones de ouvido, amplificadores de campainha
e de telefone.
- Olhar de frente para as pessoas enquanto conversa, avisá-las
que não ouve bem; perguntar imediatamente quando não escutar
ou não entender o que foi dito.
- Andar mais devagar, usar bengala, calçar sapatos confortáveis,
de solado mais grosso e com sola antiderrapante, evitar chinelos (com
e sem meias).
- Usar capachos e tapetes com a parte inferior emborrachadas.
- Usar cadeiras e sofás dos quais seja fácil se levantar.
- Usar grades protetoras na cama, barras de apoio no box do banheiro,
elevadores de vaso sanitário e corrimões em todas as escadas;
instalar travas e alarmes para ficar mais tranqüilo dentro de casa
(mas deixar uma chave com alguém para casos de emergência).
- Usar protetores de ouvido se o entorno for muito barulhento, tais como
condicionadores e aquecedores de ar.
- Andar em ruas bem iluminadas e pouco acidentadas.
Artigos relacionados - clique no título
Por que envelhecer para o
homem e a mulher é tão diferente
Procedimentos seguros para o idoso no trânsito
Entenda a doença
de Alzheimer
Como manter o bem-estar e a qualidade do
cuidado ao idoso
|