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Coluna Amor - Dicas
para seu relacionamento amoroso
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Minha mulher ganha mais do que eu; que situação!
Por Grupo de
Aprimoramento Junguiano sobre Questões Amorosas - Clínica Psicológica
PUC/SP
A palavra provedor quer dizer aquele que provê, que toma
as providências, que atende às necessidades.
Por muitas décadas, foi delegado ao homem esse papel de prover, de atender
as necessidades. O homem decidia tudo, sua palavra era sempre a última.
No entanto, o que observamos hoje em dia é que esta situação
vem se modificando.
Com a chegada do feminismo e com a entrada da mulher no mercado de trabalho,
o homem pareceu perder este papel de provedor. Com isto, acho que aqui cabe
a pergunta: Será mesmo que o homem saiu deste papel, será que
estas necessidades seriam somente financeiras e de delegação de
ordens e funções?" Acredito que não.
Quando estamos em um relacionamento, as necessidades vão muito além
dos bens materiais, nós precisamos também de amor, compreensão,
dedicação e amizade e tudo isto independe do quanto se ganha e
qual o nosso papel no mercado de trabalho.
O que necessita ser ressaltado é que, embora o homem possa se encontrar
em posição inferiorizada em termos financeiros, dentro de um relacionamento
conjugal, não significa que seu papel como companheiro, parceiro amoroso
e suporte emocional deva ser minimizado, pois as necessidades financeiras precisam
ser atendidas. Porém, o sucesso de um relacionamento amoroso depende
também de outros fatores tão ou mais importantes do que elas.
Assim, há de se disitinguir da sociedade atual o papel do homem como
ainda provedor, no sentido de ser aquele que, por estar profissionalmente e
financeiramente melhor colocado que a mulher, representa não só
o parceiro amoroso, o suporte emocional, mas também o que arcará
com todas as decisões e responsabilidades financeiras, daquele que não
podendo exercer o papel de provedor financeiro, é o que divide a responsabilidade
pelo equilíbrio emocional do relacionamento.
Para atender esse novo papel, a postura do homem deve passar por uma profunda
reformulação. Ele deve se conscientizar de que seu valor como
pessoa vai muito além de sua capacidade de acumular bens materiais. Para
se sentir pleno como individuo e capaz de ser um bom parceiro amoroso, deve
cuidar de outros aspectos de sua individualidade: desenvolver suas habilidades,
ter interesses diversificados, buscar o que lhe dá prazer, expandir a
criatividade e a sensibilidade. Enfim, tornar-se um ser humano pleno.
Portanto, o fato de não ter seu papel restrito ao de provedor, longe
de diminuir a condição masculina, é um fator de liberação
para o homem e lhe oferece a oportunidade de se tornar um ser melhor.
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Autores e integrantes do Grupo de Aprimoramento
Junguianao PUC-SP : Carla Regino, Fernanda Menin, Helena Girardo de Brito, João
Paiva, Lilian Loureiro, Luiz André Martins, Mariana Leite, Marina Winkler,
Priscila Parro e Thiago Pimenta - sob a coordenação da profa.
Dra. Noely Montes Moraes