| Descrita
pela primeira vez em 1939, a andropausa, mais apropriadamente "hipogonadismo
masculino tardio", manifesta-se no homem de forma sutil e paulatina,
por volta dos 50 anos, com sintomas diferentes daqueles que ocorrem na
mulher, na menopausa. A idade produz mudanças na vida do homem
de forma diversa da mulher.
Criados
por analogia à menopausa, os termos andropausa e menopausa masculina
são considerados por diversos especialistas impróprios,
por não apresentarem uma significação fisiológica
precisa; não obstante, o termo andropausa já está
popularizado.
O hipogonadismo masculino tardio corresponde a um período da vida
em que os homens apresentam sinais e sintomas decorrentes da diminuição
do tamanho dos testículos e, conseqüentemente, da queda da
produção de testosterona (principal hormônio sexual
masculino secretado pelas células intersticiais dos testículos).
A testosterona controla a formação do esperma, o desenvolvimento
dos órgãos genitais e das características sexuais
secundárias. Do ponto de vista metabólico, estimula o anabolismo
protéico, em particular no tecido ósseo e no muscular.
Principais sintomas e sinais clínicos
-
apatia;
- aumento do tecido adiposo (acúmulo de gordura visceral);
-depressão;
- dificuldade de concentração;
- diminuição da libido (desejo ou impulso sexual), da massa
muscular e de sua força e do volume testicular;
- disfunção erétil;
- osteopenia = diminuição da densidade mineral dos ossos;
o agravamento desse mal pode ocasionar uma desmineralização
acentuada e generalizada do esqueleto (osteoporose);
- osteoporose;
- tendência à anemia.
Possíveis
conseqüências
-
alterações no humor;
- câncer de próstata;
- diminuição da capacidade reprodutora, da função
testicular (hipogonadismo) e da diminuição da massa muscular;
- doenças cardiovasculares;
- ejaculação precoce;
- impotência sexual;
- insônia
- mudanças na ação de urinar (micção):
é comum no período da andropausa ocorrerem mudanças
na micção devido ao próprio envelhecimento e ao aumento
do tamanho da próstata, o que provoca a obstrução
do canal de saída da bexiga, a uretra;
- nervosismo;
- osteoporose;
- perda de cabelo e da memória;
- e queda da libido.
O diagnóstico baseia-se em sinais e sintomas clínicos de
hipogonadismo. Alguns exames ajudam a detectar o problema: testes de sangue
que medem o índice de testosterona, espermograma, exame urológico
(toque), densitometria óssea, ecografia da próstata e do
abdômen.
O ideal é que as pessoas aprendam a cuidar da saúde e a
preservar a juventude desde a infância, abolindo os hábitos
nada saudáveis de vida como, por exemplo, a exposição
à intensa e prolongada luz e radiação solar, que
provoca o envelhecimento precoce e câncer de pele (o hábito
de se usar sempre o filtro de proteção solar é indispensável).
E mais: a conscientização dos hábitos alimentares
saudáveis (devem ser evitados os que não são); o
combate ao sedentarismo; a prática de esportes - a atividade física
adequada e regular, como o Yoga, faz muito bem à saúde física
e à mental; o não tabagismo; a não ingestão
de bebidas alcoólicas; o não uso de quaisquer drogas, etc.
A partir dos 40 anos, os homens devem redobrar a atenção
em relação à saúde, para a prevenção
de problemas conseqüentes da queda de hormônio, a impotência
dentre outros males.
O tratamento naturopático e ortomolecular, a prática diária
de yoga, uma alimentação saudável e balanceada podem
muito retardar o envelhecimento, combater os sintomas e sinais da andropausa
e auxiliar no combate de diversas doenças subjacentes.
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