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Cresce número de fumantes que buscam ajuda para deixar o vício |
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Com as restrições feitas aos fumantes, a proibição do fumo em locais fechados de uso coletivo, fez com que muitos adeptos do cigarro procurassem ajuda para largar a dependência e poder conviver sem grandes problemas com os demais indivíduos que não fumam. "A procura pelo serviço cresceu 30% desde que a lei começou a vigorar. A lei de modo geral, não só aqui, mas em outros lugares do mundo, incentivam aquele fumante indeciso a buscar tratamento", afirma a psicóloga e responsável pelo Programa da Instituição Silvia Cury Ismael. O Serviço de Psicologia do HCor - Hospital do Coração em São Paulo, há 15 anos atua forte com palestras educativas e lúdicas para adolescentes, bem como o atendimento interno na Instituição. Por esse programa já passaram mais de 800 pessoas nos últimos anos. Segundo a psicóloga, além do cigarro ser considerado uma droga, ele provoca dependência e causa graves transtornos à saúde. O tabagismo se relaciona a mais de 50 tipos de doenças, como câncer de pulmão, de boca e de faringe, cardiopatias e até impotência sexual. "O cigarro é fator de risco para diversas doenças. Isso significa que uma pessoa que fuma tem mais chances de contrair uma série de males. Alguns estão diretamente ligados ao tabaco. De cada dez casos de câncer de pulmão, por exemplo, nove são consequência do fumo, assim como 85% das mortes por enfisemas. Outras substâncias fazem parte da própria composição do tabaco ou são produzidas durante sua queima. O monóxido de carbono - o mesmo gás venenoso que sai do escapamento de automóveis -, por exemplo, dificulta a oxigenação do sangue e causa doenças como a arteriosclerose. Já, o alcatrão é na verdade um composto de mais de 40 substâncias comprovadamente cancerígenas. Assim, 30% das mortes por câncer se devem ao fumo", explica a especialista. No Brasil, estima-se que 200 mil pessoas morram precocemente a cada ano
devido ao tabagismo. SERVIÇO Sobre o Programa de Assistência Integral ao Fumante do HCor Formado por grupos de cinco a 10 pessoas que se reúnem uma vez por semana, durante dois meses, o programa tem obtido êxitos inéditos. Logo após o tratamento, por exemplo, cerca de 80% dos pacientes permanecem em abstinência. Após um ano, 60% deles resiste ao cigarro, diminuindo consideravelmente os riscos de doenças cardiovasculares, hipertensão, câncer de diversos tipos, diabetes, entre outros males. Artigos relacionados - clique no título >>> Tabagismo passivo é 3ª maior causa de morte evitável no mundo >>> Dez mitos relacionados ao abandono do tabagismo >>> Tratamento naturopático para largar o cigarro >>> Cigarro e contraceptivo elevam em 20 vezes risco de infarto
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