| Atitudes | |||||||
| Dicas e insights para seu aprimoramento pessoal | |||||||
| Diante da maldade | |||||||
| por Carlos Hilsdorf | |||||||
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A realidade supera as mais criativas formas de ficção. Nenhum vilão criado até hoje pela indústria cinematográfica pode superar as maldades cotidianas cometidas por pessoas que podem estar muito próximas a nós. Por entendermos que a essência do Homem é boa, distraímo-nos acreditando que todas as pessoas agem baseadas na bondade. Não é sempre assim. É fato que existem mentes perigosas, dispostas a destruir pelo prazer de destruir; ardilosas, inteligentes e completamente desvinculadas da lógica, da racionalidade, da moral e da ética. Essas pessoas estão conosco nas ruas e no trabalho, no lar e no encontro casual em um shopping center. Elas procuram “vítimas” e, frequentemente, as encontram entre as pessoas mais frágeis, bondosas e afetivas. Elas têm predileção por pessoas que demonstram lacunas emocionais doloridas - pessoas fragilizadas que acreditam em tudo o que possa parecer uma possibilidade de curá-las dessas dores. Na Era Cristã, já se falava daqueles que devoravam a casa das viúvas, aproveitando-se de sua solidão e carência. As coisas não mudaram, apenas sofisticaram. Sim, há pessoas destituídas de sentimentos de compaixão,
amor e empatia. E elas, por aparente ironia, são as que mais acusam
as outras pessoas de serem assim. O disfarce perfeito: a mãe que
não age como mãe, mas finge preocupar-se ilimitadamente
com os filhos; o pai que não age como pai, não protege,
não provê, não se envolve, mas chora de saudade dos
filhos para os quais nunca liga ou visita; a irmã invejosa da beleza
da mais nova que chantageia a mãe para tornar a outra “borralheira”;
a terapeuta sexual, que sequer estuda o assunto, mas é excelente
para palpitar na vida dos outros com ares de especialista, enquanto em
casa possui vida íntima destruída e dedica-se a prejudicar
pessoas e afastar amizades que favoreçam o crescimento do marido,
que quer cativo. Há quem defenda que os vilões são apaixonantes, ao menos para o delírio dos que lhes querem servir de vítimas. O fato é que podemos estar tomando café da manhã com o inimigo, dormindo com a inimiga, trabalhando lado a lado com o traidor e até mesmo, nos tornarmos vilões de nós mesmos - sabotando nossa própria felicidade e agindo com crueldade com relação a nossa própria vida. Há muita maldade no mundo e a maldade é ausência de amor. Todo aquele que não ama e não recebe amor corre grave perigo. Trate o mal com o bem, amando o próximo, especialmente o mais próximo, mas cuidado para não levar o inimigo para dentro de casa e de não confundir inimigos com amigos. A patologia da maldade é perigosa, desestruturante e de consequências imprevisíveis. Se fizéssemos uma pesquisa nos manicômios sobre as origens que conduziram pessoas antes consideradas normais até aquele estado encontraríamos o egoísmo, a vaidade, o orgulho e o prazer em provocar deliberadamente a dor, na base da imensa maioria dos fenômenos a que convencionamos chamar loucura. Todo vilão é um “louco” em potencial, com
incrível capacidade de tornar-se um “louco” realizado! Vilões de verdade não param, não desistem e não obedecem a direção alguma. Estão doentes, precisam de ajuda. Se quiser ajudá-los, não se torne uma vítima, vítimas nem sempre têm uma segunda chance! Mesmo que seja para ajudar... Os bons sofrem demais porque esquecem que também é bondade denunciar e não aceitar a maldade. Ser conivente com a vilania é uma maneira de se aproximar da aquisição de seus hábitos. Saia desse âmbito de ação. Neutralize as possibilidades de que apliquem vilania à sua vida. Se você consentir ser prisioneiro ou refém de algo ou alguém, não faltarão candidatos à vaga de vilões e sequestradores do seu destino. A realidade supera, em muito, à ficção. Fique alerta, troque de canal, vire a página, abandone a história, esqueça a personagem... Liberte-se! Artigos relacionados - clique no título
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