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Depois de vivermos tantos Natais, temos a sensação de que
não há nada de novo a dizer...
Independente de dizer algo novo, sempre podemos dizer as coisas de uma
maneira nova, como nunca havíamos dito antes!
Quando aprendemos a amar, dizemos “eu te amo”, como nunca
havíamos dito antes;
Quando aprendemos que falhamos em situações nas quais acreditávamos
ser infalíveis, passamos a compreender as falhas dos outros, como
nunca havíamos compreendido antes;
Quando vivenciamos dores intensas, passamos a respeitar a dor do próximo,
como nunca havíamos respeitado antes...
Quando aprendemos a sentir Jesus, no choro da criança que nasce;
no riso do palhaço no circo; na mão estendida por carinho;
na lágrima de arrependimento; no desabrochar de uma rosa ou em
uma folha que cai e é levada ao vento - neste ponto passamos a
viver o Natal...
Talvez digamos as mesmas coisas que já dissemos antes, mas jamais
as diremos da mesma maneira...
O menino Jesus não nasce em uma estrebaria, numa gruta ou galpão,
nasce dentro de nós quando vencemos a ilusão de que estamos
separados dos outros seres da criação.
Torne-se flor, criança, ancião, sinta-se como um raio de
Sol ou como a terna poesia das noites de luar, flua como as águas
de uma cachoeira, solidarize-se com a dor alheia, conserte um fragmento
que seja dos erros do mundo, e, neste instante... a mágica do Natal
acontecerá no seu universo interior; e nada, nada será como
antes...
Coloque essas atitudes em prática diante do próximo mais
próximo, lembrando, também, de buscar o mais distante...
Então você terá descoberto o que é um verdadeiro
presente de Natal e que o Ano Novo inicia a cada instante em que renascemos.
A única coisa urgente no universo é o Amor, tudo o mais
pode esperar...
Um Natal repleto de amor a você, a todos os que você ama e
que amam você e um Ano Novo eternizado em cada segundo que torne
a vida significativa e o momento inesquecível!
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