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| É preciso sensibilidade para extrair pontos positivos de uma crítica | ||||||||
| por Carlos Hilsdorf | ||||||||
Quando desenvolvemos uma competência nos tornamos mais fortes diante da vida e de seus desafios. Dentro do rol das melhores competências que podemos e devemos desenvolver encontramos uma que nitidamente se destaca: a nossa competência em suportar a pressão das críticas. As críticas se dividem em dois grandes grupos: as construtivas e as destrutivas. Crítica construtiva Uma crítica é construtiva quando tem por finalidade contribuir com o nosso aperfeiçoamento. Por aperfeiçoamento devemos entender o foco em aprimorar nossas forças e diminuir nossas fraquezas. No caso da crítica construtiva, quem o está criticando vai sempre lhe apontar uma deficiência (fraqueza) ou falta de eficiência (uma força que não está sendo plenamente ou corretamente utilizada). Em ambos os casos essa pessoa está lhe fazendo um favor porque está lhe ajudando a ampliar suas percepções a respeito de si mesmo. Não é raro que alguém lhe faça uma crítica inesperada, daquelas que nem mesmo em seus dias de maior imaginação passariam pela sua cabeça. Nesses casos, nossa primeira reação é a surpresa seguida imediatamente do julgamento de que a crítica só pode ser absurda e improcedente. É comum julgarmos absurdo ou improcedente aquilo que não passa pela nossa cabeça. Mas isso não invalida a importância da crítica. “Quando todos pensam da mesma maneira, frequentemente, ninguém está pensando.” Crítica rara Quanto mais rara for uma crítica, tanto mais importante ela tende a ser, portanto, infinitamente maior a importância de a ouvirmos com atenção e refletirmos em profundidade sobre ela. Diante de críticas construtivas o procedimento é simples. Ouça com toda a atenção, independentemente de suas impressões e julgamentos com relação ao autor da crítica. Desenvolva um profundo respeito e gratidão pelas críticas construtivas, elas são sempre um convite ao aperfeiçoamento e um poderoso remédio contra a vaidade. Atente para uma questão muito importante: o fato da intenção da crítica ser construtiva não significa que a pessoa que a fez tenha habilidade em comunicá-la da melhor forma. Gentileza, boa educação e habilidade interpessoal não são características comuns a todos os bem intencionados. Isso significa que em muitas situações uma crítica construtiva, que muito pode contribuir com sua vida, poderá vir em péssima “embalagem”.
Críticas destrutivas Uma crítica é destrutiva quando tem por finalidade desestruturar, ferir, magoar ou desorientar. Observe que o fato de você ter se magoado não significa, necessariamente, que a crítica tenha sido destrutiva. Alguém pode se magoar por tendência em colocar-se no papel de vítima, baixa autoestima, falta de humildade ou excesso de vaidade, e nesses casos a responsabilidade pela mágoa é toda sua.
Sim, essas pessoas existem e em proporção bastante alta. São pessoas que ainda não se descobriram, ainda não descobriram a presença de Deus em si e no próximo. Mesmo nesses casos, ouça atentamente a crítica. Lembre-se que alguém na tentativa de magoá-lo pode, ainda assim, dizer-lhe uma verdade. Seus oponentes podem ser pessoas inteligentes e a crítica apesar de maldosa, pode conter elementos verdadeiros. Neste caso esse “oponente”, por ironia do destino, estará lhe fazendo um bem, desde que você possua a humildade de analisar e refletir sobre o conteúdo da crítica. Caso a crítica esteja fundamentada em conteúdo falso, maledicente ou preconceituoso, considere este texto a seguir que escrevi em meu livro Atitudes Vencedoras: Pedras e frutos
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