Especialista afirmam: não
existe nenhuma técnica que possa aumentar o tamanho do pênis
Tamanho
do pênis do homem brasileiro: 5% tem pênis pequeno;
90% = 12 a 16 cm; média 14,1 cm em ereção -
Fonte: Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) |
Todos têm algum nível
de insegurança, mas alguns sofrem em excesso, buscam uma
perfeição idealizada e às vezes irreal. Isso
pode trazer sofrimento ou atitudes questionáveis.
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Embora dados da Sociedade Brasileira de Urologia indiquem
que menos de 5% dos homens brasileiros tenham pênis pequeno, é
grande o número de homens que sofre por insegurança em relação
ao tamanho do pênis. O pênis é considerado pequeno
quando possui menos de 7cm.
A maioria desses homens carrega conflitos desnecessários. Segundo
a urologista e terapeuta sexual Dra. Sylvia Marzano, o tamanho do pênis
do homem brasileiro varia de 12 a 16 cm com média de 14,1cm, e
largura de 12 a 14 cm.
Muitos homens desejam um tamanho maior, como se fosse isso fosse garantia
de masculinidade ou virilidade.
O que fazer se o pênis for realmente pequeno?
Segundo Sylvia, desde menino deve se ter o acompanhamento de um urologista,
para acompanhar o desenvolvimento peniano. Nessa fase pode ser usada uma
pomada com testosterona que pode estimular o crescimento do pênis,
fase em que os testículos aumentam de tamanho, produzindo mais
hormônios (androgênios – testosterona. Isso não
se aplica aos homens após a puberdade, pois o jovem passa a produzir
a própria testosterona. No entanto, não há como prever
se esse pênis de fato irá crescer e o quanto irá crescer.
Isso é um modo de fazer com que a criança que tenha um pênis
pequeno na infância e pré-adolescência entenda que,
quando chegar a hora e seus hormônios estiverem sendo produzidos
pelos testículos e suprarrenais, o pênis irá crescer
ou não, de acordo com a genética de cada um. Cada caso deve
ser avaliado individualmente.
Outra fator que pode fazer com que o pênis pareça pequeno
é a obesidade. O excesso de gordura oculta o tamanho do pênis,
que poderá mostrar seu real tamanho, caso o homem emagreça
e consequentemente perca gordura nessa região.
Mas se o pênis é um pouco mais grosso ou mais fino, se têm
11, 14, 16 ou 17 cm, não é isso que garantirá a esse
homem que ele seja desejável e bom parceiro sexual. Mas muitos
ainda buscam alternativas e acabam correndo riscos desnecessários.
Vão atrás de ‘aparelhos mágicos’ que
prometem fazer crescer o pênis, ou ainda buscam cirurgias que soltam
o nervo peniano e fazem o pênis parecer um ou dois cm maior, mas
em contrapartida perdem a enervação de ereção.
Ou seja, perde o ângulo de 90º, em geral, esperado numa ereção:
o pênis fica rígido mas não completa a ereção.
Mas essa cirurgia só seria indicada para casos específicos
de micropênis. Fora essa cirurgia, não existe nenhuma outra
técnica que possa aumentar o tamanho do pênis.
Outros tentam engrossar o pênis com injeção de gordura
e outros recursos nem sempre saudáveis.
Mas se esse pênis for um pouco menor que a média
do brasileiro, isso interfere no prazer?
Pode até prejudicar o prazer do homem, mas não pelo físico,
mas pela angústia de pensar que possui um pênis menor do
que ele imagina ideal, diz a urologista.
Já o prazer da parceira não ficará comprometido,
pois o prazer do sexo envolve vários fatores: preliminares, desejo,
entrega, interesse pelo parceiro e a própria vivência dela
de conhecer os caminhos do prazer de seu corpo e do sexo.
Por outro lado, homens com pênis maiores podem ter a vaidade por
conta de um falo grande, mas também vivem algumas dificuldades,
pois muitas parceiras reclamam de dor ou desconforto na penetração.
Uma dica importante para homens que têm pênis grandes não
machucarem a parceira: é só penetrar devagar quando a mulher
estiver bastante excitada e lubrificada.
Mas, existem mulheres que têm o intróito vaginal (entrada
da vagina) que não está de acordo com a espessura do pênis
do parceiro, e aí, a adaptação é realmente
difícil, segundo Sylvia.
Os homens precisam acordar para a sexualidade como uma vivência
emocional e de prazer no corpo como um todo. Explorar as sensações
do seu corpo e aprender a promover prazer nas inúmeras áreas
do corpo de sua parceira, pois o pênis não é o único
ou necessariamente o melhor foco de sensibilidade de um encontro sexual,
acredite nisso.
Outra preocupação é com a ereção...
mas essa fica para o próximo artigo, ok?
Colaborou Sylvia Marzano: Urologia e Terapia Sexual - Diretora do Instituto
ISEXP
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