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Sintomas de AVC são mais variados do que os de infarto e menos conhecidos
"Pesquisas recentes têm evidenciado que é pequeno o conhecimento sobre sinais e sintomas de AVC entre a população geral. Além disso, é reduzido o conhecimento leigo quanto aos principais fatores de risco de AVC, como é o caso da hipertensão arterial, tabagismo, diabetes, obesidade, entre outros" Quando uma pessoa tem uma forte dor no peito e suspeita que possa estar tendo um infarto, não pensa duas vezes e corre para o hospital mais próximo. Essa atitude salva muitas vidas, pois quanto mais precocemente o tratamento para o infarto for iniciado, maior a chance de sucesso.

No caso do derrame cerebral, acidente vascular cerebral, ou AVC, a rapidez no tratamento também salva vidas e reduz a chance de sequelas. Infelizmente os sintomas de AVC são mais variados do que o do infarto do coração e bem menos conhecidos pelo público leigo, e isto dificulta a rápida procura por assistência médica. É bom saber que o AVC é a principal causa de morte no país.

AVC: principais sinais e sintomas:

- Súbita perda de força de um lado do corpo;

- Súbita alteração de sensibilidade de um lado do corpo;

- Súbita tontura, desequilíbrio ou perda da coordenação motora;

- Súbita dor de cabeça de forte intensidade;

- Súbita dificuldade para falar.

Campanhas de conscientização da população para o reconhecimento dos principais sinais e sintomas de um AVC têm sido realizadas em diversas partes do mundo, algumas delas com resultados positivos. Campanhas dessa natureza podem ser especialmente relevantes em populações que apresentam maior risco de derrame cerebral, como é o caso de pacientes cardiológicos.

Pesquisas recentes têm evidenciado que é pequeno o conhecimento sobre sinais e sintomas de AVC entre a população geral. Além disso, é reduzido o conhecimento leigo quanto aos principais fatores de risco de AVC, como é o caso da hipertensão arterial, tabagismo, diabetes, obesidade, entre outros.

Campanhas visando aumentar o conhecimento sobre o AVC podem ter um grande impacto na saúde pública, especialmente entre grupos de alto risco para essa condição, como pacientes com doenças cardiovasculares. Nesse caso, o clínico geral e o cardiologista podem ser importantes atores multiplicadores desse conhecimento.

Fonte: Dr. Ricardo Teixeira é Doutor em Neurologia pela Unicamp

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