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90% dos brasileiros não têm nenhum tipo de informação sobre AVC; indica pesquisa |
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Da Redação
Uma
pesquisa da Universidade de Western Ontario (Canadá) publicada neste
mês no periódico Neurology mostrou que um em cada oito AVCs
(Acidentes Vasculares Cerebrais) do tipo isquêmico (em que há obstrução
dos vasos) é precedido por uma espécie de alerta, que pode ser classificado
como acidente isquêmico transitório.
A situação brasileira é ainda mais grave do que a média mundial porque a maioria dos pacientes procura muito tarde o atendimento médico por desconhecimento da doença e de seus sintomas iniciais, o que dificulta o reconhecimento e encaminhamento rápido para um hospital adequado. Segundo a cardilogista Lise Bocchino, o acidente vascular isquêmico é o tipo mais comum de derrame, com 80% dos casos. Os demais são do tipo hemorrágico, em que o vaso se rompe e que raramente tem sinais prévios. Os ataques transitórios, também chamados quase-derrames, costumam ser mais comuns em idosos e em portadores de problemas cardiovasculares, diabetes ou hipertensão. Lise
explica que os sintomas dos acidentes isquêmicos transitórios são
similares aos do AVC, mas têm intensidade menor e costumam durar menos de
24 horas. "O paciente pode apresentar, principalmente, dormência ou
fraqueza no rosto, no braço ou na perna, geralmente em um lado do corpo,
além de dificuldades na fala ou esquecimentos. A maioria dos casos se resolve
em uma ou duas horas e desaparece espontaneamente", explica a médica.
Lise lembra que, nesses casos, a pessoa deve procurar um médico imediatamente para identificar as causas do evento e saber se há uma obstrução vascular e onde ela está localizada. Para evitar e tratar o derrame é necessário buscar ajuda de médicos em centros especializados. Nesses locais são usados anticoagulantes e podem ser realizados procedimentos para colocação de stents para desobstruir o vaso comprometido. O AVC é a principal causa de incapacidade funcional no mundo e, no Brasil, de morte por causas cardiovasculares. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que mais de 5 milhões de pessoas morram a cada ano por causa de acidentes cardiovasculares. Segundo a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, o AVC é responsável por 30% dos óbitos registrados no País. Mesmo os pacientes que sobreviveram a um AVC correm riscos: cerca de 50% morrem após um ano, 30% necessitam de auxílio para caminhar e 20% ficam com sequelas graves. Fraqueza de um lado do corpo; Dormência de um lado do corpo; Dificuldade visual; Dificuldade para falar; Dor de cabeça muito forte e sem motivo aparente; Incapacidade de se manter em pé ou forte tontura. Para evitar o AVC Praticar exercícios regulares; Controlar o peso; Alimentação balanceada, evitando o consumo de alimentos com gorduras saturadas e trans; Não fumar; Evitar o excesso de álcool; Controlar o estresse; Se tiver mais de 40 anos, realizar pelo menos uma vez por ano check-ups, com controles de pressão arterial, dosagem de glicose e colesterol no sangue; Se tiver diagnóstico de hipertensão arterial, diabetes, colesterol alto ou qualquer doença do coração, fazer acompanhamento médico para controle dessas patologias.
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