| "Quando enfim surgem
a autoconfiança (produto final da concentração!),
a autodisciplina e a determinação, ele atinge um ótimo
controle mental que lhe permite transformar situações
desagradáveis em oportunidades para transformar as mesmas em
situações satisfatórias" |
Não é muito raro escutarmos em conversas
sobre esporte, que os atletas profissionais nos dias atuais não
demonstram prazer pela atividade que fazem e parecem se importar apenas
com seus próprios salários e outros benefícios
quaisquer. |
Eu não concordo muito com esse tipo de comentário, visto
que quando tratamos de esporte profissional avalio não só
o futebol, mas, um rol de esportes que vai do surfe ao automobilismo,
passando pelo vôlei e o iatismo.
Não obstante aceito que independentemente do esporte, existem vários
casos em que sou obrigado a concordar, ao menos parcialmente, com o comentário
acima. Mas, afinal se desenvolver atividades profissionais com prazer
é fundamental, como podemos sugerir uma diretriz para que isso
aconteça?
O caso do esporte é bastante peculiar, no entanto podemos estender
nossa orientação para qualquer atividade profissional.
Nesse sentido proponho:
1º) Estabelecer metas
Significa que o atleta precisa aprender a fazer escolhas oportunas e aceitar
os eventuais limites que suas escolhas impõem sobre sua vida, no
que se refere à disciplina de comportamento, dedicação,
comprometimento, persistência e outros. Além de reconhecer
seus limites próprios perante a realidade. Muitos atletas que chegam
a virar profissionais querem viver socialmente como amadores e assim mesmo
lograr grandes êxitos. Isto é simplesmente paradoxal (veja
textos anteriores sobre o atleta autotélico (clique
aqui) e liberdade e limites no esporte (clique
aqui).
2º) Envolvimento com a atividade
Envolver-se com a atividade de maneira profunda só é possível
se a pessoa dedicar-se a melhorar sua capacidade de concentração
(veja em artigos anteriores textos sobre o tema concentração
- clique aqui). Tal estratégia
é para evitar que a energia psíquica do atleta seja desperdiçada
com ações improdutivas (preocupação excessiva
com a mídia, vida social intensa e por vezes conturbada, sucesso
pessoal em detrimento à dedicação diária e
outros). Se o atleta desprezar o desenvolvimento da concentração
com o esporte correrá o risco de não se envolver com sua
atividade e automaticamente se distanciará de seus próprios
objetivos.
3º) Afastar-se do egocentrismo e aprender a sentir satisfação
com a profissão
A qualidade e intensidade do envolvimento do atleta com seu esporte é
a base que sustenta seu afastamento do egocentrismo. O atleta que se envolve
profundamente com suas tarefas não perde tempo e energia com questões
individuais.
Mesmo que em algumas situações as tensões excessivas,
preocupações e situações desagradáveis
permeiem o caminho do atleta que se dedica e é concentrado em suas
atividades, ele terá assim mesmo, grandes chances de sentir satisfação
com aquilo que faz.
Quando enfim surgem a autoconfiança (produto final da concentração!),
a autodisciplina e a determinação, ele atinge um ótimo
controle mental que lhe permite transformar situações desagradáveis
em oportunidades para transformar as mesmas em situações
satisfatórias.
Para finalizar, ao resgatarmos na memória os (realmente) grandes
atletas da história, nós encontraremos pessoas que fizeram
de suas profissões suas fontes de prazer!
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