Atitudes
Dicas e insights para seu aprimoramento pessoal
Você foi vítima de calúnia? Saiba lidar com a situação
por Carlos Hilsdorf

Pessoas que vivem na ausência do bem e do amor utilizam uma das práticas mais antigas e constantes na história da humanidade para tentar ferir aos outros: a prática da calúnia e difamação.

Quem ama não calunia, como bem propunha o apóstolo Paulo em seu consagrado texto aos Coríntios sobre o amor. Esse texto não trata apenas do amor romântico, como muitas vezes se supõe, é muito mais abrangente e deveria fazer parte do código de conduta de todos nós, independentemente da escola religiosa a que pertençamos. O fato é que o amor não calunia, nem difama. Calúnia e difamação são frutos de mentes e corações distantes do amor.

A calúnia e difamação são da família da inveja, do ódio, do egoísmo e do orgulho. São as armas prediletas para atacar as pessoas de bem; afinal, não se pode caluniar uma má pessoa, isso não seria calunia, apenas constatação.

Na impossibilidade de ferir as pessoas corretas através da verdade, uma vez que sua conduta não permite, essas pessoas “doentes” utilizam-se da mentira sob o formato de calúnia e difamação (crimes constantes em nosso código penal). Criam, inventam, aumentam, distorcem e fazem tudo o que seja necessário para tentar sujar a imagem de seus desafetos.

Essa prática é muito mais comum do que gostaríamos, circula em suas formas mais populares e cotidianas, através da fofoca, por exemplo. - raramente uma fofoca é fiel à realidade, vem sempre associada ao fel da maldade e ao sabor da inveja... - circula também em suas formas mais elaboradas, onde verdadeiros planos e complôs são armados para atingir pessoas-alvo.

Se você for vítima de calúnia e difamação, o que fazer?

Sua reação deve ser proporcional ao dano causado pela calúnia e/ou difamação:

1) Se as pessoas para as quais forem ditas calúnias a seu respeito, conhecem você suficientemente bem, não faça nada. O caluniador está passado seu próprio atestado de mau caráter.

2) Quanto às pessoas que não conhecem você tão bem, explique-se somente àquelas que merecem sua consideração, respeito e estão diretamente envolvidas com você.

3) Nos ambientes de trabalho, justifique-se somente com as pessoas às quais você responde hierarquicamente e colegas verdadeiros. Esclareça as calúnias que podem prejudicar você profissionalmente. Mantenha tudo na esfera profissional, trate dos fatos, não das pessoas caluniadoras.

4) Se os prejuízos atingem sua liberdade ou prejudica gravemente o desenvolvimento normal e saudável de sua vida pessoal e profissional, contrate um bom advogado e aja judicialmente.

5) Nos demais caso e, para as demais pessoas, não faça nada! Não se justifique, explique... - nada, absolutamente nada. Pessoas que não te conhecem, à medida que te conhecerem, saberão que o que ouviram era calúnia. Caluniadores são sempre desmascarados com o passar do tempo, são prisioneiros de sua deformação de caráter. Eles repetirão o erro e por repeti-lo várias vezes serão descobertos, como ocorre com todos os tipos de mentirosos.

Lembre-se de quatro questões muito importantes:

1) Ninguém e nada do que disserem a seu respeito poderá diminuir o seu real valor.

2) Nada nem ninguém podem fazer você se sentir inferior, magoado ou depressivo sem que você permita.

3) O tempo é o maior aliado da verdade. Nenhuma mentira, calúnia ou difamação resistem à ação do tempo!

4) Sua melhor resposta é sua história de vida. Viva como alguém moralmente superior, pratique a virtude, ame e faça o bem e nada poderá destruir esse patrimônio espiritual!

Na vida encontramos dois grupos de pessoas:

1) As interessantes, que fazem as coisas acontecerem;

2) As desinteressantes que tentam impedir o sucesso do primeiro grupo.

Essas pessoas que estão ocupadas demais inventando coisas sobre sua vida são muito pobres, não possuem nada de interessante em suas próprias vidas, por isso estão tão interessadas na sua!

Na sequência reproduzo para você o texto Pedras e Frutos que escrevi para meu livro Atitudes Vencedoras. Ele sintetiza nossa reflexão de hoje.

Pedras e frutos

Não se atiram pedras em árvores sem fruto; toda tentativa de apedrejamento visa sempre derrubar os frutos.
Inocente ignorância dos apedrejadores, porque, mesmo conseguindo o feito, se esquecem de que os frutos caídos no chão experimentarão o tempo e a decomposição e voltarão a frutificar, de uma ou de outra maneira, pois cada semente dá origem à essência interior que carrega.
Já as pedras caídas no chão permanecerão pedras, e as mãos que as atiraram terminarão vazias, tão vazias quanto o coração e a alma que lhes ativaram o movimento.

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Carlos Hilsdorf
Pesquisador do comportamento humano, pós-graduado em Marketing pela FGV
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