| "Muitos
estudos epidemiológicos têm mostrado que o exercício
físico, a atividade intelectual, relações sociais
e uma dieta saudável induzem a um menor risco de demência." |
Em texto recente (veja
aqui), comentamos os resultados de um estudo recente publicado
numa revista de geriatria (International Journal of Geriatric
Psychiatry) que avaliou as atitudes e motivações
de pessoas com idades entre 50-65 anos em relação a
“manter um cérebro ativo” (1). |
Os autores enfatizaram que dançar pode ajudar na prevenção
de demência. Um trabalho publicado no mês de julho numa das
revistas de maior impacto científico – Nature –
confirma esses achados (2).
A dança pode não ser o primeiro tratamento preventivo para
a doença de Alzheimer, mas pode ser uma alternativa para aqueles
preocupados com a sua memória em declínio. Perminder Sachdev,
neuropsiquiatra da Universidade de New South Wales, em Sydney
– Austrália comenta que a dança inclui uma associação
de estímulos que ajudam a prevenir a demência. A dança
pode envolver uma associação de atividade cognitiva, atividade
física e interação social.
Muitos estudos epidemiológicos têm mostrado que o exercício
físico, a atividade intelectual, relações sociais
e uma dieta saudável induzem a um menor risco de demência.
Apesar de resultados animadores sobre este assunto, é importante
avaliar a quantidade de exercício, qual o melhor tipo de atividade
intelectual e em que estágio cada um desses fatores poderia influenciar
o curso da doença.
De uma forma bem simplista, podemos sugerir quais são os mecanismos
que porvocam essa melhora. Estudos com roedores mostram pelo menos dois
mecanismos diferentes. Primeiro, a atividade física reduz a formação
de ß-amiloide - uma proteína que compõe as placas
características da doença de Alzheimer. A atividade física
também está associada à produção e
liberação de substâncias no cérebro, como fatores
de crescimento neuronal que promovem a formação de neurônios
e conexões entre eles. Isso pode fazer com que o cérebro
seja capaz de lidar melhor com as alterações patológicas
da doença de Alzheimer. A o texto anterior apresenta com mais detalhes,
o assunto e os trabalhos que reforçam esses achados.
Se conseguirmos pelo menos prevenir alguns dos fatores que provocam esses
declínios relacionadas com a idade, poderemos fazer com que nossa
qualidade de vida seja melhor com o avançar da idade.
1- Bowes A, McCabe L, Wilson M, Craig D. 'Keeping your brain active':
the activities of people aged 50-65 years. Int J Geriatr Psychiatry. 2011
May 2.
2- Prevention: activity is the best medicine. Nature. 2011;475(7355):S16-7.
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