Fisioterapia
Dicas para seu bem-estar corporal
Cirurgia plástica: Pós-operatório requer apoio fisioterapêutico
por Juliana Prestes Mancuso

A fisioterapia através do emprego de diversas técnicas atua na prevenção de disfunções ou recuperação de funções do corpo.

Os principais casos em que o fisioterapeuta tem grande participação na recuperação do paciente são: disfunções respiratórias, posturais, ortopédicas, desportivas, neurológicas, reumatológicas, sistema cardiovascular e dermatofuncional (estética). Esse último é o tema deste texto.

Fisioterapia e cirurgia plástica

Todo tecido (muscular, nervoso, pele, etc.) submetido a uma cirurgia sofre algum tipo de lesão e essa precisa ser restaurada.

Esse processo de restauração recebe o nome de reparação tecidual e ocorre imediatamente após a agressão ao tecido.

As alterações mais recorrentes na pele são: edema (inchaço), equimoses (manchas roxas na pele) e formação de tecido cicatricial (fibrose ou tecido lesado já em fase de recuperação).

A fisioterapia atua prevenindo e tratando tais alterações, possibilitando uma recuperação mais rápida e evitando períodos longos de limitações até mesmo em função da própria cirurgia.

A pele após a cirurgia

A partir da agressão cirúrgica, se inicia um complexo sistema de respostas defensivas que visam manter o equilíbrio do organismo. Todo o processo tem como objetivo restaurar o tecido lesado. A restauração se inicia com o sangramento causado pela ruptura dos vasos sanguíneos. Plaquetas - substâncias presentes no sangue - formam um coágulo inicial, que atrairá células inflamatórias e outras substâncias responsáveis pelo restante do processo de reparo.

O processo continua com a deposição (no sentido de depositar substâncias na ferida ), de um novo tecido para preencher os espaços (tecidos lesados em fase de recuperação). Ou seja, são depositadas células colágenas ou cálcio para “tampar” o buraco. Esse tecido vai "engrossando" com o tempo, ficando cada vez mais rígido, sem elasticidade, tornando o aspecto da pele irregular e sem estética. Sua limitação de maleabilidade provoca consequentemente, dor e limitação. O processo de inflamação e reparo dura em torno de 25 a 40 dias.

Tipos de cirurgia plástica e apoio fisioterapêutico

As cirurgias plásticas que exigem com mais frequência os cuidados fisioterapêuticos são a cirurgia de face e/ou do pescoço (ou lifting), a cirurgia das pálpebras, a lipoaspiração e abdominoplastia - cirurgia que visa a correção funcional e estética da parede abdominal.

É de extrema importância também a atuação fisioterápica nas cirurgias reparadoras como em queimados e demais reconstruções.

Em um tratamento preventivo, onde se atua no inicio da formação da fibrose, o tratamento se dá durante o período de cicatrização (25 - 40 dias) numa média de 6 a 8 sessões.

A drenagem linfática é utilizada para acelerar a absorção do edema, o calor é um recurso usado para aumentar a extensibilidade do tecido lesado, a crioterapia auxilia na redução do edema na fase inicial do reparo e o ultrassom também é utilizado para melhorar a elasticidade do tecido lesado em fase de recuperação.

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Juliana Prestes Mancuso
é fisioterapeuta
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