Holismo
Dicas para viver com saúde plena através de terapias naturais

Tratamento naturopático para cistite
por Gilberto Coutinho

Cistite, inflamação aguda ou crônica da bexiga, que se manifesta por micções freqüentes, pela dificuldade em urinar (a urina sai em pequenas quantidades), pela urgência de urinar à noite, pelo ardor e dor ao urinar, pela urina turva ou escura com odor ruim, pela dor na região inferior do abdome (bexiga) e, às vezes, pela eliminação de pus e/ou sangue junto com a urina.

A cistite pode ter diversas causas: cálculos na bexiga, infecções urinárias, doenças venéreas, traumatismos, friagem nos pés e no abdome, etc. Com maior freqüência, é causada por bactérias como a Escherichia coli (a mais comum) e germes provenientes dos intestinos e das fezes.

Em situações especiais, esses germes migram para o interior da vagina e, após um período de multiplicação, alcançam a uretra (canal que vai da bexiga ao canal urinário) e a bexiga, causando uma cistite infecciosa. A falta de higiene e a do hábito de se beber água em abundância durante o dia todo também muito predispõem a esse tipo de infecção.

A infecção urinária, ou da bexiga, é mais comum em mulheres, principalmente na fase adulta. O orifício externo da uretra encontra-se acima e muito próximo do orifício da vagina. A uretra feminina é muito curta (cerca de 3 cm); os germes que se desenvolvem na vagina podem penetrar na bexiga.

21% de todas as mulheres apresentam algum desconforto no trato urinário pelo menos uma vez ao ano; e 2 a 4% têm níveis elevados de bactérias na urina, revelando a presença de uma infecção no trato urinário.

A atividade sexual predispõe à infecção urinária (principalmente, quando o sexo vaginal é feito logo após o sexo anal). É muito importante realizar uma higiene da uretra após o ato sexual, para se evitar uma infecção. Para isso, basta urinar logo em seguida ao ato sexual, pois a urina carrega para fora toda secreção que possa ter entrado na uretra. Por isso é aconselhável beber água em abundância antes do intercurso sexual para estimular-se a produção de urina. O pH ácido ou alcalino da urina inibe a proliferação de muitas bactérias.

A urina, quando é secretada pelos rins, é estéril até alcançar a uretra. As bactérias podem infectar o trato urinário ascendente através da uretra ou, menos comum, pela corrente sangüínea e são introduzidas na uretra por contaminação fecal ou secreções.

No homem, a infecção urinária pode decorrer do aumento da próstata, o que dificulta o esvaziamento adequado da bexiga. A urina retida favorece a infecção. Já a uretra masculina é longa e ocupa todo o canal que liga a bexiga à extremidade do pênis.

Criança

Na criança, as infecções urinárias podem ocorrer também por um defeito qualquer no trato urinário e é de extrema importância que sua causa seja investigada. Em meninos, as infecções do trato urinário são raras (0,05%), enquanto 2% das meninas apresentam níveis elevados de bactérias na urina.

As mulheres com história de infecções recorrentes do trato urinário tendem a sofrer de inflamação da bexiga pelo menos uma vez ao ano. Tais infecções podem ser muito prejudiciais, pois 55% das inflamações acometem os rins. A infecção renal recorrente pode causar sérios problemas e danos progressivos, inclusive insuficiência renal.

O adulto, geralmente, não apresenta febre nos quadros de cistites; entretanto pode ocorrer febre de 38 graus ou mais. A febre moderada pode ocorrer em crianças.

Há quadros em que o paciente apresenta germes na urina e não desenvolve sintoma algum como, por exemplo, na bacteriúria (presença de bactérias em número excessivo na urina) assintomática. Há também casos de cistite não infecciosa cujos sintomas são os mesmos da infecciosa, com a única diferença da inexistência de germes nos exames de urina.

Cálculos urinários localizados na extremidade do ureter (cada um dos dois canais que conduzem a urina dos rins à bexiga) podem ocasionar sintomas semelhantes à cistite, assim como as doenças neurológicas que afetam a bexiga. A presença de febre, calafrios e lombalgia pode indicar comprometimento dos rins.
O fluxo livre, o grande volume de urina, o esvaziamento completo da bexiga e a função imunológica adequada são importantes para a prevenção da infecção da bexiga.

Alguns fatores associados ao maior risco de infecção da bexiga: gestação (duas vezes mais freqüentes), intercurso sexual, sexo entre dois homens, trauma mecânico e anomalias do trato urinário que dificultam o fluxo livre de urina.

Apenas 60% das mulheres com sintomas típicos de infecção na trato urinário têm níveis elevados de bactérias na urina.

O diagnóstico é realizado mediante os sinais, sintomas e resultado do exame clínico da urina. O exame microscópio da urina infectada revela elevados níveis de leucócitos (glóbulos brancos) e bactérias. A urocultura com antibiograma auxilia na identificação de uma cistite infecciosa ou não infecciosa.

Terapêutica

Somente se deve fazer uso de remédios e medicamentos sob a orientação e a prescrição terapêuticas. Deve-se combater a automedicação.

Ingerir grandes quantidades de líquidos (três litros de água por dia). Urinar após o intercurso sexual e realizar higiene íntima (dos lábios vaginais e do pênis) com água corrente.

Dieta: evitar açúcar simples, carboidratos refinados (açúcares e amidos), sucos de frutas concentrados (diluir o suco de fruta e não adicionar açúcar) e alimentos alergênicos. Restringir também as calorias e consumir alho e cebola.

Remédios botânicos: Hydrastis canadensis (Hidraste); Uncaria tomentosa (Unha-de-gato); Barosma betulina (Buchu); Taraxacum officinale (Dente-de-leão); Arctostaphylos uva-ursi (Uva-ursina); Allium sativum (Alho) e Clorela (ou Alga blue green).

Suplementação nutricional: Vitamina C; Zinco (picolinato); Bioflavonóides; Betacaroteno e Lactobacilos acidófilos.


Colunas relacionadas:
Medicina ComplementarMedicina Tradicional ChinesaYogaNuno Cobra
para ler artigos anteriores
este artigo para um amigo
Gilberto Coutinho
é terapeuta naturopata com formação em Medicina Tradicional Indiana
>> Mais informações >>
Clique aqui para falar com Gilberto Coutinho
para a página principal