| Mulheres sentem mais do que homens
a deficiência de colágeno |
O colágeno representa cerca de 25% de toda
proteína do organismo humano. Sua função é
primordialmente estrutural, ou seja, proporciona sustentação
às células, mantendo-as unidas, sendo o principal componente
protéico de órgãos como a pele, ossos, cartilagens,
ligamentos e tendões. |
O colágeno é produzido normalmente no nosso
organismo desde que nascemos. Contudo, quando entramos na fase da maturidade,
sua deficiência começa a ser notada, com a diminuição
da elasticidade da pele, o aparecimento de rugas e o aumento da fragilidade
articular e óssea.
Estudos mostram que a partir dos 30 anos, o corpo sofre
uma perda de colágeno por volta de 1% por ano, e aos 50, passa
a produzir apenas uma média 35% do colágeno necessário
para os órgãos de sustentação.
Supõe-se que esta seja uma das principais causas do envelhecimento,
uma vez que com a diminuição do colágeno os músculos
ficam flácidos, a densidade dos ossos diminui, as articulações
e ligamentos perdem sua elasticidade e força, e a cartilagem que
envolve as articulações fica frágil e porosa. A deficiência
de colágeno está também associada com a diminuição
da espessura do fio capilar e com a desidratação e perda
de elasticidade da pele, culminando em flacidez e no aparecimento de rugas
e estrias.
Menopausa X perda de colágeno
As mulheres são as que mais sofrem com a perda
de colágeno, pois apresentam uma quantidade menor desta proteína
no corpo, comparativamente aos homens. Além disso, a deficiência
de estrogênio que ocorre no sexo feminino por volta dos 45-50 anos
faz com que haja uma diminuição da quantidade de fibroblastos,
células responsáveis pela produção do colágeno,
que junto com outra proteína, a elastina, compõem a trama
de sustentação da pele.
Toda essa mudança provoca a redução do fluxo de sangue
pelos vasos e leva a uma menor capacidade de retenção de
água pelas células, além de desacelerar a atividade
das glândulas sebáceas e sudoríparas, que produzem
a oleosidade que protege a pele como um filtro natural. Sem a mesma irrigação
e hidratação a pele fica seca, enrugada e flácida,
quebradiça e fina e muito mais sensível a escoriações
e aos efeitos da exposição solar. Pequenos cortes levarão
tempo para cicatrizar e as manchas irão proliferar com rapidez.
Estima-se que com a menopausa haja uma perda média anual de 2%
de colágeno. A velocidade do processo vai depender da presença
de fatores de risco como o tempo que a pele foi exposta ao sol ao longo
da vida e o hábito do tabagismo. Estudos mostram que o cigarro
pode aumentar de duas a três vezes o número de rugas em mulheres
de cor branca de meia-idade, ao reduzir muito a irrigação
sanguínea das camadas que formam a pele.
É possível repor o colágeno perdido?
O colágeno é reposto em nosso organismo
por meio da alimentação equilibrada. Os alimentos de origem
animal, tais como as carnes, principalmente as vermelhas, são excelentes
fontes de proteínas e colágeno. Entretanto, somente a alimentação
não é capaz de fornecer a quantidade ideal dessa proteína
que nosso organismo necessita a partir dos 30-40 anos. É aí
que entra a suplementação.
Estudos conduzidos em renomadas instituições de pesquisa
estão mostrando que o uso diário de colágeno extraído
industrialmente dos ossos, peles e tendões de animais não
tem contra-indicação e é capaz de estimular a produção
do colágeno natural, que perdemos com o passar do tempo. A reposição
de colágeno alimentício, está surgindo como uma nova
ferramenta para tratamentos de osteoartrites e manutenção
da estética e beleza.
As pesquisas mostram que o colágeno hidrolisado em pó contém
uma série de fragmentos de proteínas que quando ingeridos
são parcialmente digeridos e absorvidos, fornecendo aminoácidos
fundamentais para a manutenção de ossos e a reconstituição
ou regeneração de algumas articulações.
De acordo com pesquisadores da Unicamp, como o prof. Jaime Farfan, o colágeno
em pó permite que o nosso organismo mantenha uma quantidade de
massa muscular adequada, ajudando o organismo a utilizar eficientemente
suas reservas lipídicas e de açúcar. Além
disso, o colágeno em pó é um eficiente aliado contra
processos de flacidez tecidual e quando aliado a atividade física
torna-se uma excelente fonte protéica capaz que sintetizar massa
magra, mantendo assim o aspecto jovial do nosso corpo.
Reposição de colágeno x saúde
da pele
Uma investigação clínica do Medcin
Instituto da Pele avaliou a firmeza, elasticidade e hidratação
da pele, como conseqüência da ingestão de colágeno
hidrolisado. O estudo contou com a participação de três
grupos de 20 voluntárias cada, com idade entre 35 e 60 anos, que
tomaram uma dose diária de uma bebida contendo ou 2g ou 5g de colágeno
hidrolisado. O terceiro grupo recebeu amostra placebo, ou seja, uma bebida
contendo carboidrato no lugar do colágeno hidrolisado.
As avaliações foram conduzidas em dois períodos:
no início do estudo e após 60 dias, durante os quais o produto
foi ingerido uma vez ao dia. Os resultados mostraram que as mulheres que
consumiram 2g de colágeno/dia tiveram um aumento de 4,2% na firmeza
e 8,5% na elasticidade da pele, enquanto que aquelas que consumiram 5g/dia
tiveram um aumento de 17% na hidratação, 5,5% na firmeza
e 10% na elasticidade da pele.
Reposição de colágeno x saúde
dos ossos e articulações
Estudos recentes mostram evidências de que a administração
de colágeno hidrolisado na dieta diária ajuda na prevenção
e no tratamento de doenças degenerativas dos ossos e articulações
como as osteoartrites e osteoporose, além de ser um suplemento
alimentar importante na dieta de pessoas que expõem suas articulações
a grandes esforços como atletas ou pessoas obesas.
Os cientistas vêm investigando o efeito dessa proteína no
metabolismo dos ossos e cartilagens durante décadas. Em estudos
clínicos em vários países, os pacientes reportam
uma redução significativa da dor depois de haverem ingerido
em média 10g de colágeno hidrolisado ao dia. Além
disso, pode-se evitar muitas vezes o uso de analgésicos e outros
anti-inflamatórios, e em alguns casos a mobilidade articular até
chegou a aumentar.
De acordo com o Dr. Steffen Oesser da Universidade de Kiel, na Alemanha,
o colágeno hidrolisado, quando tomado como suplemento da dieta
alimentar normal, pode ativar a síntese do colágeno na cartilagem.
Ele ressalta também que em casos onde a cartilagem está
sob tensão massiva, a administração do colágeno
hidrolisado pode ser altamente significativa medicinalmente e reduzir
modificações degenerativas.
Um estudo recente publicado na revista Cell Tissue Research mostrou que
o enriquecimento de um meio de cultura celular com colágeno hidrolisado
conduziu a uma estimulação significativa da síntese
de colágeno em células da cartilagem.
Alimentos à base de colágeno
O colágeno hidrolisado é reconhecido como
um ingrediente alimentício pelo Ministério da Saúde
e pelo FDA, órgão que regulamenta alimentos e bebidas nos
EUA, e, atualmente, já é possível observar no mercado
alguns alimentos enriquecidos com essa proteína.
Eu, particularmente, tive a oportunidade de trabalhar com o colágeno
hidrolisado em um alimento à base de soja, conhecido como Previna
Mais. O alimento foi desenvolvido especialmente para mulheres que já
passaram dos 40 anos e estão começando a enfrentar a deficiência
estrogênica, que chega geralmente com a menopausa após os
50 anos. Além de proteínas de soja, isoflavonas e cálcio,
o alimento foi enriquecido com o colágeno hidrolisado, visando
proporcionar às mulheres uma suplementação dessa
proteína tão importante para a preservação
da saúde óssea, articular e da pele.
Mais informações: www.jocelemsalgado.com.br
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