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| "Os estudos gerontológicos mostram
que a companhia na velhice atua como fator protetor para uma vida
saudável no âmbito emocional. O aumento de laços
afetivos através de companheiros, redes de amigos, convívio
com irmãos e parentes ajudam a proteger da solidão" |
As relações humanas alcançam
sucesso na medida em que as pessoas compartilham interesses comuns,
seja afetivo, propósitos de vida, metas, sexual, vivências
íntimas, etc... O motivo principal que levam as pessoas buscarem
companhia e casarem é o fato de constituírem uma família,
praticar a geratividade, ou seja, o desejo de terem filhos, não
ser sozinho. |
É interessante exploramos as relações humanas que
existe na velhice e a vivência dessas relações intimas
de afeto e convivência.
O casamento é uma instituição que está constantemente
sofrendo transformações nos tempos atuais, assim como os
arranjos familiares, a organização da família, estando
sempre em pleno processo de reestruturação. Isso nos faz
refletir e estudar os novos modos das pessoas idosas casadas pensarem
e agirem sobre o casamento, vivenciarem a sua vida a dois, participando
e aceitando ou não as mudanças.
Uma das características da nossa cultura é o casamento monogâmico
heterossexual formal e ritual com a finalidade, entre outras, de regrar
o sexo, a moral e, eticamente, a vida do casal, estabelecendo um relacionamento
recíproco. Assim, o termo casamento é definido como uma
união entre duas pessoas de sexos diferentes, legalizada ou não,
as quais dispuseram a construir uma existência conjunta. O casamento
implica em uma transmissão não só do patrimônio
material, mas principalmente valorativo, através da educação
e da convivência.
Nesse contexto passam-se as regras comportamentais, as preferências
estéticas, os conceitos e preconceitos, as relações
de poder, enfim, toda a produção da sociedade através
das normas e valores a cada grupo ou camada social.
Alguns estudos gerontológicos mostram que as taxas de mortalidade
variam segundo o estado civil. Os homens casados e as mulheres casadas
ou com companheiras/os possuem taxas menores de mortalidade, enquanto
os homens divorciados e as mulheres divorciadas possuem taxas mais altas
do que os/as que estão viúvos/as e solteiros/as. Veras (1994),
um dos poucos estudos gerontológicos existentes no Brasil, mostrou
que a companhia é uma fator positivo para o prolongamento da vida
na velhice. Os estudos gerontológicos mostram que a companhia na
velhice atua como fator protetor para uma vida saudável no âmbito
emocional. O aumento de laços afetivos através de companheiros,
redes de amigos, convívio com irmãos e parentes ajudam a
proteger da solidão.
Outras pesquisas com pessoas idosas demonstram que há uma dificuldade
em responder às questões sobre a sexualidade. Uma pesquisa
realizada pela PUCRS mostrou que tanto os homens como as mulheres não
assinalaram o sexo como elemento importante no casamento. A resposta mais
comum foi que com o passar dos anos tanto os homens como as mulheres ficavam
mais companheiros e gostavam das mesmas coisas. A amizade foi pontuado
como o mais importante. A preocupação com a manutenção
da saúde da saúde foi mais apontada pelas mulheres, embora
estando saudáveis. Atualmente, na velhice, muitos casais buscam
uma afeição mais atualizada de uma vida íntima. Mas
sexo nessa fase ainda é um tema muito encoberto.
Quanto à sexualidade, o envelhecimento pode ocasionar a diminuição
da potência sexual no homem e na mulher mudanças fisiológicas
com relação ao climatério-menopausa, mas não
o desaparecimento do desejo.
A sexualidade é uma função do ser humano que está
sempre presente. A sexualidade é uma linguagem, uma forma de comunicação;
tem a ver com amor, com a ternura e com os afetos. A sexualidade deve
ser mantida na velhice e pode ser mantida.
O casal idoso une-se na expectativa de manter uma vida a dois de forma
saudável, mantendo sua autonomia, enriquecendo cada vez mais suas
relações íntimas, reconstruindo suas identidades.
Casais que mantêm suas relações saudáveis ao
longo da vida tem na companhia uma do outro a longevidade, a satisfação
na velhice.
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