| Comportamento | |||||||
| Oriente-se pela psicologia e cultive sua auto-estima | |||||||
Dia dos Pais: Eles deveriam 'presentear' os filhos |
|||||||
| por Rosemeire Zago | |||||||
Mas e hoje, quando ambos fazem de tudo um pouco? Sim, ainda temos homens
(ainda bem que cada vez menos) machistas e autoritários, indiferentes
às necessidades da esposa e, pior ainda, dos próprios filhos.
Este artigo é dedicado a você que é pai, seja você
presente, ausente, distante, companheiro mas, sobretudo, pai. Também
é para você mãe, para que possa refletir um pouco
e quem sabe entender e conversar com aquele que você escolheu para
ser pai de seus filhos. Pais que, quando crianças foram humilhados, envergonhados, não receberam atenção, carinho, amor, conseguem agir de maneira oposta com o filho, mas nem sempre se consegue isso facilmente, pois não é nada fácil mudar padrões de comportamentos, principalmente quando os sentimentos gerados foram reprimidos. E porque reprimimos, fugimos, negamos? Em geral, para evitar sentir a dor que provocam. E quanto mais se reprime, nega, foge, mais esses sentimentos se fazem presentes através de padrões que se repetem. Os pais de hoje, em sua maioria, tiveram pais rígidos, autoritários,
ausentes, e sem perceber, podem estar repetindo esses comportamentos.
Quem viveu a ausência da figura paterna sabe a dor que isso causa.
A ausência não acontece apenas quando o pai morre, vai embora,
se separa da mãe, ela muitas vezes se dá com o pai morando
na mesma casa, porém não se divide nada além do teto.
Medos, dúvidas, escolhas, sentimentos, nada é dividido nem
compartilhado. É preciso, às vezes, exercitar a empatia e se colocar no lugar do outro. Muitas crianças e adolescentes buscam desesperadamente o limite, a demonstração do quanto se é importante, do quanto se é amado, e isso não se encontra quando se tem um pai ausente, distante, frio. Muitos pais se queixam da falta de diálogo com os filhos. E sempre peço que pensem o quanto eles próprios conversam com seus filhos, demonstrando que confiam neles, que se interessam pelo que fazem, convivem e, principalmente, se demonstram interesse pelo que sentem. Quantas vezes você perguntou a seus filhos o que eles estão sentindo? Filhos rebeldes Cada vez mais temos filhos rebeldes, que não respeitam os pais, irmãos, colegas, professores, enfim, não respeitam nada, nem ninguém. Na verdade, a falta de respeito com o outro, em geral é um reflexo do quanto não respeitam a si próprios. Mas qual é a referência que esses filhos receberam do que seja respeito? Será que foram respeitados em suas vontades, desejos, sua essência e seu jeito singular de ser? Qual o respeito que se teve com seus sentimentos desde muito pequenino? Ou quantas vezes você não cobrou comportamentos que sequer ensinou? Como pedir respeito a um filho se o que ele presenciou por anos foi a falta de respeito em forma de mentira, traição, indiferença, desprezo, com a mãe? Qual a referência de respeito que pode ter se formado em seus filhos na maneira, de você pai, tratar sua esposa? Outra fonte de conflitos é a ausência de reconhecimento pelo que fazem, sendo facilmente substituídos pelos pais pela cobrança constante. Pais perfeccionistas, que sempre esperam que seus filhos façam mais e melhor, acreditando que assim estão estimulando-os, podem conseguir exatamente o resultado oposto, fazendo com que se sintam sempre devedores, nunca atingindo o que esperam deles. Crianças fazem de tudo para obter o reconhecimento de seus pais, e quando não o conseguem, sentem-se como se todo o esforço fosse em vão, chegando a desistirem no meio do caminho. Os filhos fazem de tudo para obter atenção, se não conseguem por meio de situações saudáveis, podem inconscientemente, chegar a provocar machucados, acidentes, como se fosse a única maneira que encontram para obter a atenção tanto desejada. Há crianças que chegam a colocar o termômetro próximo de uma lâmpada para provar sua febre elevada, outras ainda adoecem, pois de outra forma não recebem a atenção. Parece loucura, mas é verdade. Quando não recebemos carinho, atenção, amor de nossos pais, inconscientemente, podemos provocar situações para receber o que não vem de outra forma. Reflita sobre tudo isso, mas não fique triste se percebe não
ter sido o pai que você gostaria, ainda há tempo, sempre
há tempo para mudar atitudes para nos aproximar de quem amamos.
Independente da idade de seu filho você será sempre o pai,
portanto, se aproxime, brinque, fale sério, compartilhe os momentos
e acima de tudo, dê aquilo que o dinheiro não compra: carinho,
atenção, afeto, companheirismo, apoio, compreensão,
amizade e muito amor! Afinal, a maior herança que um pai pode deixar
a seu filho é uma só: amor! Maternidade e paternidade são uma aventura Pais também aprendem com os filhos Como deve ser a participação dos pais na vida esportiva dos filhos? Pais deixam filho se drogar em casa por
que acham mais 'seguro' |
|||||||
| Colunas relacionadas: | |||||||
| Luiz Alberto Py | Diálogos | Atitudes | Eu | ||||
| |||||||
|
| ||||||
| Clique aqui para falar com Rosemeire Zago | |||||||
| |||||||