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Dieta para conseguir ter um consumo
diário e regular de fibras - clique aqui
| "O consumo de alimentos
pobres em fibras vegetais leva a constipação intestinal,
que aumenta a pressão dentro do intestino grosso, levando à
formação de pequenas dilatações ou bolsas
(chamadas divertículos). A diverticulose caracteriza-se pela
presença desses divertículos que se projetam para fora
da parede intestinal. A inflamação dessas “bolsas”
é chamada de diverticulite e ocorre com frequência semelhante
em homens e mulheres" |
| "Pessoas
que têm grandes quantidades de fibra na dieta são menos
prováveis de desenvolver a doença diverticular. O ideal
recomendado é o consumo regular de 25 a 30g de fibras ao dia,
ingestão de aproximadamente 2 litros de água para aumentar
o “bolo fecal” e com isso reduzir a pressão dentro
do intestino" |
A diverticulose é uma doença
típica de países desenvolvidos ou industrializados,
onde as dietas com baixo conteúdo de fibras vegetais são
mais comuns. A doença é menos comum em países
da Ásia ou África, onde os hábitos alimentares
são mais baseados em alimentos naturais e ricos em fibras. |
As fibras estão na composição
de frutas, vegetais e grãos, e não podem ser digeridas pelo
trato gastrintestinal. Algumas fibras se dissolvem facilmente na água
(fibras solúveis), assumindo uma textura gelatinosa no intestino,
ao passo que outras passam praticamente inalteradas pela digestão
(fibras insolúveis). Ambos os tipos de fibras ajudam a formar um
bolo fecal mais macio e fácil de ser eliminado, além de
ajudar a evitar a constipação intestinal (intestino preso).
Cada tipo de fibra tem um papel diferente na digestão. As fibras
insolúveis (pão integral, cereais, arroz integral, aveia,
farelo de trigo) aumentam o volume e a umidade das fezes. Elas previnem
e aliviam a constipação ao reter água no intestino.
O maior volume reduz a pressão no intestino que, consequentemente
ajuda a prevenir a diverticulite. Já as fibras solúveis
(feijão, lentilha, ervilha, aveia, laranja, maçã)
têm pequeno efeito na evacuação, mas atuam na prevenção
da reabsorção do colesterol encontrado na bile, que é
usualmente reabsorvido pelo corpo. Essas fibras também atuam estimulando
a atividade e/ou o crescimento de bactérias benéficas, como
as bifidobacterium e os lactobacillus, e inibem o crescimento
de bactérias patogênicas no intestino.
Causas da diverticulose e diverticulite
Por outro lado o consumo de alimentos pobres em fibras vegetais leva a
constipação intestinal, que aumenta a pressão dentro
do intestino grosso, levando à formação de pequenas
dilatações ou bolsas (chamadas divertículos). A diverticulose
caracteriza-se pela presença desses divertículos que se
projetam para fora da parede intestinal. A inflamação dessas
“bolsas” é chamada de diverticulite e ocorre com frequência
semelhante em homens e mulheres, aumentando sua incidência conforme
mais avançada é a idade do indivíduo. Essa inflamação
ocorre em cerca de 10-20% dos indivíduos que apresentam diverticulose
e pode ocasionar fortes dores na parte inferior esquerda do abdômen,
acompanhada de febre e, geralmente, constipação.
Quando a inflamação apresenta-se demasiadamente avançada,
podem ocorrer também náuseas, vômitos e diarreia com
muco, pus ou sangue. Nesses casos o primeiro passo é considerar
a possibilidade de diverticulose a partir dos sintomas – o que nem
sempre é uma etapa fácil, uma vez que muitas manifestações
da diverticulose são exatamente as mesmas de inúmeros outros
distúrbios do trato gastrintestinal. Surgida a hipótese,
deve-se consultar o médico que poderá solicitar alguns exames,
para verificar a presença e a extensão da diverticulose.
A diverticulose e a diverticulite são doenças bastante comuns
em pessoas idosas, afetando até metade das pessoas com idade entre
com 60-80 anos. A diverticulite é menos frequente em pessoas com
menos de 40 anos do que nas que têm mais de 40.
No entanto, pode ser grave em pessoas de qualquer idade. Pesquisas mostram
que homens abaixo dos 50 anos com uma diverticulite necessitam de ser
operados com uma frequência três vezes maior do que as mulheres.
Quando a idade ultrapassa os 70 anos, então são as mulheres
que necessitam de cirurgia três vezes mais em relação
aos homens.
Pessoas que têm grandes quantidades de fibra na dieta são
menos prováveis de desenvolver a doença diverticular. O
ideal recomendado é o consumo regular de 25 a 30g de fibras ao
dia, ingestão de aproximadamente 2 litros de água para aumentar
o “bolo fecal” e com isso reduzir a pressão dentro
do intestino.
Um terço das pessoas com mais de 50 anos e 2/3 daquelas com mais
de 80 anos tem divertículos no cólon, porém a grande
maioria é assintomática. Esses pacientes assintomáticos
devem levar vida saudável através do controle da obesidade,
prática de atividades físicas regulares, ingesta de água
e líquidos e, sobretudo de fibras. É importante ressaltar
que as fibras não são capazes de curar a diverticulose existente,
mas pode impedir que outros divertículos venham a se formar.
Dieta para consumo ideal de fibras
Pode parecer fácil consumir a dose certa
de fibras por dia, mas não é. Um total de apenas 10g por
dia, por exemplo, equivale a uma concha de feijão cozido (cerca
de 4g), um pãozinho francês (cerca de 3g), um pires de acelga
cozida (2g) e uma fatia média de abacaxi (1,1g).
A dificuldade desse consumo está nas práticas e hábitos
alimentares que mudaram muito nas últimas décadas. Vários
autores sugerem cardápios que somariam uma quantidade de fibras
adequada. Cito abaixo um deles, o do “Dicionário de Medicina
Natural”, da edição Reader´s Digest, que sugere
uma dieta de 28g diárias:
1 tigela de granola ou de flocos de cereais integrais (3,5g);
1 torrada integral (2,5g);
1 sanduíche de pão integral (5g);
1 fruta ou um punhado de frutas secas ou passas (2g);
1 porção de massa de trigo integral, de lentilha, feijões
ou ervilhas (7g);
2 porções de legumes (4g);
1 porção de salada de frutas frescas (4g).
Total = 28 gramas de fibras.O ideal, no entanto, é que você
mesmo faça as suas combinações, montando um cardápio
a seu gosto.
Para finalizar é importante enfatizar que cada um de nós
se conscientize que em qualquer tipo de doença o ideal, é
a prevenção. É possível evitar ou reduzir
riscos de diverticulite com algumas medidas práticas. Aumente o
consumo de alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras, legumes,
aveia e farelo de aveia; controle a obesidade e o estresse; e faça
exercícios físicos pelo menos três vezes por semana.
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