Cyber Vida a Dois
Seção dedicada a responder e-mails relacionados à vida a dois

Crise no casamento, será que dá pra driblar?

por Anette Lewin

Somos opostos no nosso modo de pensar

Resposta: Pensar e agir são coisas totalmente diferentes. Você se atribui um poder de mudanças ou preservações pessoais que talvez não tenha de fato. O pensamento, por si só, não é suficiente para resolver tudo. É necessário um senso de realidade para exercê-lo. Talvez esteja aí o medo que seu esposo tem. Talvez ele tema que você viaje nas suas crenças e esqueça a realidade. Se vocês são opostos no modo de pensar, nada impede que se esforcem para agir em conjunto, pensando no bem-estar comum. Aliás, casais ligados pelas diferenças às vezes podem funcionar melhor do que os ligados pelas semelhanças. Explico: quando o casal é diferente no seu modo de pensar, essas diferenças podem gerar um casal em que um completa o outro. Quando o casal é muito semelhante no seu modo de pensar pode acabar entrando numa competição, pois ambos querem a mesma coisa. Então, pense menos, viva mais e tente encontrar um ponto de equilíbrio que certamente existe nesse casamento. Principalmente porque você está em movimento.

Penso em me separar, mas não consigo
Estou casado há 18 anos, tenho uma filha linda de 10 anos que tem forte ligação comigo. Há dois anos penso em me separar. Cheguei a sair de casa por uma semana, mas não agüentei ficar longe de minha filha. Atualmente faço terapia

Resposta: Qualquer separação implica em perdas. Sua maior dificuldade, a meu ver, está na fantasia, construída por você, de que você pode encontrar um modo de sair desse casamento sem perder nada. Impossível. Encare as perdas, que certamente virão, com mais naturalidade e trabalhe em sua terapia sua capacidade de reconstruir, refazer o vínculo com sua filha de modo diferente e iniciar novos relacionamentos. A bola está com você!

Meus casamentos acabaram porque meus maridos trabalhavam demais

Resposta: Você reparou que ao falar de seus maridos, o ex e o atual, seu enfoque está no trabalho deles? Tanto o primeiro que você diz ser competente profissionalmente quanto o segundo, são tratados por você da mesma forma, com críticas e ameaças de separação. Talvez o que realmente falte a você, é fazer um vínculo afetivo, trabalhar junto com alguém pela relação e não julgar a relação o tempo todo.

Ameaças não seguram ninguém, muito pelo contrário, afastam. E se você já levou tombos na vida tente aprender com eles. Você é uma mulher que faz vínculos e os mantêm por bastante tempo, portanto devem existir características interessantes em você. Tente olhar para elas ao invés de criticar quem está ao seu lado; tente gostar de você para entender o que realmente é importante para se gostar de alguém. Se não conseguir fazer isso sozinha, procure ajuda profissional.

ATENÇÃO: As respostas do profissional desta coluna não substituem uma consulta ou acompanhamento de um profissional de psicologia e não se caracterizam como sendo um atendimento


Colunas relacionadas:
Cyber Vida SexualSexoLuiz Alberto PyAmor
para ler as respostas
este artigo para um amigo
Anette Lewin
é psicóloga
>> Mais informações >>
Clique aqui para falar com Anette Lewin
para a página principal