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O que é alcoolismo? |
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| por Joel Rennó Jr. | |||||
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Qual é o melhor caminho para o tratamento do alcoolismo? Seria os Alcoólicos Anônimos? Como sei se já sou um alcoólatra? Resposta: Quando o assunto envolve um tema tão amplo e complexo como o alcoolismo, não há soluções simplistas. Todas as formas de ajuda, incluindo o A.A, são válidas. Tais grupos de auto-ajuda, em conjunto com tratamentos específicos na área de saúde mental (consultas com psiquiatras e psicólogos) melhoram as chances de sucesso. Os familiares também precisam de muita ajuda, o Al-Anon também é excelente neste sentido. Quando o comportamento de beber começa a estreitar
o repertório de vida das pessoas, ou seja, prejudica-as em suas
relações pessoais, profissionais e familiares, já
que grande parte do tempo ficam dedicadas ao ato de beber e também
ao tempo necessário para lidar com conseqüências negativas
do mesmo, as pessoas devem procurar ajuda. Apesar dos inúmeros
prejuízos gerados (físicos e psíquicos), os alcoolistas
não conseguem cessar o uso do álcool, negando ou minimizando
tais prejuízos nítidos. Sintomas de abstinência como
tremores, agitação, irritabilidade, depressão, insônia,
e em casos graves, até convulsões, podem ocorrer no dependente
químico. Nessas ocasiões o álcool é utilizado
no alívio de tais sintomas. Doses cada vez maiores são necessárias
para obtenção dos efeitos desejados, o que denominamos de
tolerância. São apenas alguns dos indícios de que
a pessoa precisa procurar de forma urgente ajuda médica e psicológica.
Resposta: Aparentemente, as mulheres são
mais vulneráveis sim. Elas atingem concentrações
sangüíneas de álcool mais altas com as mesmas doses,
quando comparadas aos homens. Parece também que sob a mesma carga
de álcool os órgãos das mulheres são mais
prejudicados do que o dos homens. A idade onde se encontra a maior incidência
de alcoolismo feminino está entre 26 e 34 anos, principalmente
entre mulheres separadas. Se a separação foi causa ou efeito
do alcoolismo isto ainda não está claro. As conseqüências
do alcoolismo sobre os órgãos são diferentes nas
mulheres: elas estão mais sujeitas a cirrose hepática do
que o homem. Alguns estudos mostram que o consumo moderado de álcool
diário pode aumentar as chances de câncer de mama. Um drink
por dia não afeta a incidência desse câncer. Resposta: Esta pergunta vem sendo mais bem estudada nas últimas décadas através de estudos com gêmeos, e será mais aprofundada com o projeto genoma. A influência familiar do alcoolismo é um fato já conhecido e aceito. O que se pergunta é se o alcoolismo ocorre por influência do convívio ou por influência genética. Para responder a esta pergunta, a melhor maneira é a verificação prática da influência, o que pode ser feito estudando os filhos dos alcoólatras. Estudos como esses podem investigar os gêmeos monozigóticos (idênticos) e os dizigóticos. Constatou-se que quando um dos gêmeos idênticos se torna alcoólatra o irmão se torna mais freqüentemente alcoólatra do que os irmãos gêmeos não idênticos. Essa constatação mostra a influência genética real, mas não explica por que, mesmo tendo os "genes do alcoolismo", uma pessoa não se torna alcoólatra. Os estudos familiares mostraram que a participação genética é inegável, mas apenas parcial, os demais fatores que levam ao desenvolvimento do alcoolismo não estão suficientemente claros. ATENÇÃO As respostas do profissional desta coluna não substituem uma consulta ou acompanhamento de um profissional de psiquiatria e não se caracterizam como sendo um atendimento | |||||
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