| Cyber Saúde Mental | |||||
| Seção dedicada a responder e-mails relacionados à saúde mental | |||||
Depressão de difícil tratamento |
|||||
| por Joel Rennó Jr. | |||||
| Minha cunhada apresenta há três anos um quadro de depressão sem nenhuma melhora. Mudou de psiquiatra, psicoterapeuta e nada. Sua tendência suicida esta preocupando toda a família que não sabe mais o que fazer. Resposta: Entendo muito a sua preocupação. Infelizmente,
é impossível fazer uma avaliação da gravidade
do quadro clínico dela, sem tê-la avaliado, sem conhecer
sua história completa de vida, seus vínculos afetivos
e a sua estrutura de personalidade. O histórico dela e os antecedentes
familiares de doença depressiva são fatores que indicam
uma possível gravidade maior para seu quadro de depressão,
iniciado na adolescência. Talvez, a ida a um meio acadêmico, dentro de um ambulatório
especializado como o GRUDA, Grupo de Distúrbios Afetivos do Instituto
de Psiquiatria do HC - (11) 3069-6648 - seja importante para uma melhor
avaliação. Outra opção é entrar em
contato com a ABRATA, um excelente grupo de auto-ajuda para os pacientes
deprimidos (www.abrata.org.br ). Quando a pessoa tem uma depressão
grave, dificilmente, estímulos positivos modificam o seu comportamento.
Neste aspecto, uma psicoterapia de base cognitivo-comportamental pode
ser bastante valiosa também. Resposta: As flutuações na produção de hormônios, principal característica da perimenopausa, têm tudo a ver com as alterações emocionais que as mulheres experimentam nessa fase, e que interferem na libido e pode trazer problemas cognitivos, de memória, etc. Não que os hormônios sejam responsáveis pelo quadro de ansiedade e depressão, diretamente. O que se supõe, com base nos estudos conhecidos, é que algumas mulheres têm sua "química" cerebral mais suscetível às oscilações da produção de estrogênios e progesterona, que são inevitáveis ao longo de sua vida reprodutiva e mais ainda na época da menopausa. É nessa hora que ginecologistas e psiquiatras devem trabalhar juntos para melhorar a qualidade de vida da mulher, com a ajuda de terapias hormonais e não-hormonais, dependendo do caso. Artigos relacionados - clique no título Atividade física traz felicidade e pode ser tão efetiva quanto antidepressivos Está sofrendo? Veja os caminhos para identificar as causas O que é mito e verdade em relação à eficácia de antidepressivos Antidepressivos podem causar perda ou falhas de memória? Atenção! | |||||
| Colunas relacionadas: | |||||
| Mente | Luiz Alberto Py | Mente na Terceira Idade | Comportamento | ||
| |||||
| |||||
| Clique aqui para falar com Joel Rennó Jr. | |||||
| |||||