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O Idoso e a Informática

Aline Pedrosa - Psicóloga componente da equipe do NPPI.


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A informática, como sabemos, tem se mostrado como uma ferramenta geradora de descobertas, possibilitando formas de atualizações, e novos modelos de organização da vida, bem como a otimização do tempo de dispêndio para realização de trabalhos.

Há quem diga que a informática, ou as novas tecnologias, não combinam com a terceira idade, mas dados de vários estudos apontam o contrário, afirmando que assim como todos buscam atualizações sobre as novidades tecnológicas que surgem no mercado, o idoso caminha na mesma direção. Este novo instrumento gera novas maneiras de relações sociais, familiares, e novas formas de aprendizagem que atingem todas as idades, rompendo a idéia de que "o velho não aprende".

Cabe esclarecer que a palavra 'velho' aparece aqui com o sentido de romper o estigma de que a velhice está relacionada a um processo fisiológico ou apenas à questão cronológica, fazendo-se necessária uma reforma de pensamento sobre as concepções de velho e velhice.

Devemos considerar as singularidades da vivência da velhice como processo subjetivo, pessoal. Desta maneira, Mercadante (1998) pontua que "há uma surpresa para o sujeito, de ser classificado como um velho, e essa surpresa ocorre porque não há vivência interna da velhice".

Assim, temos "a informática como ferramenta que possibilita a reconstrução da identidade do velho, de sua inclusão e de sua projeção para o futuro" (Arantes, 2000). O computador torna-se um apoio para o homem, beneficiando não somente os jovens como a população pertencente à terceira idade.

Todo esse processo de avanços da informação leva a questão cronológica a desaparecer como obstáculo para aprendizagem, afasta a idéia de que o velho só serve para falar do passado, e aproxima a idéia de que o velho constrói, produz e transforma.

Quando o idoso assume estas novas realidades para si, coloca-se no papel de empreendedor, e de lutador pelos seus direitos e conquistas, favorecendo uma melhor qualidade de vida, tornando-o participativo no que diz respeito às novas relações sociais, familiares e econômicas. Desta maneira, os "recursos da informática e os velhos são introduzidos no mundo virtual para saírem de seu isolamento" (Arantes, 2000), dando um novo sentido a essa fase da vida.

Referências:
Arantes, R. P. G (2000). Velho com novo olhar: a informática redimensionando as relações. Dissertação de Mestrado em Gerontologia. PUC-SP.
Mercadante, E. F. (1998) "A identidade e a subjetividade do idoso". In: Revista Kairós: gerontologia. Ano 1, n.1. São Paulo: Educ. pp.59-67.

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