| "Estudos
epidemiológicos sugerem que a atividade física regular
pode prevenir o declínio cognitivo e demência na meia-idade.
Um desses estudos mostrou que a dança, uma atividade aeróbica,
foi associado com risco menor de desenvolver demência" |
Considerando o crescente número
de pessoas com demência em idade avançada e uma eficácia
limitada de tratamentos farmacológicos, a identificação
de medidas preventivas eficazes é um grande desafio. |
Os fatores de risco não modificáveis para a demência
são a idade e a predisposição genética. A
literatura científica sugere que o estilo de vida em períodos
(anos) anteriores à manifestação da doença
pode influenciar o risco da doença. Nesse sentido mudanças
nos padrões alimentares e atividades física e mental regular
podem reduzir o risco de doença da Alzheimer.
O propósito deste assunto foi enfatizar os dados de um estudo recente
publicado numa revista de geriatria (International Journal of Geriatric
Psychiatry) que avaliou as atitudes e motivações de
pessoas com idades entre 50-65 anos em relação a “manter
um cérebro ativo” (1).
Nessa pesquisa, as pessoas com maior motivação em manter
o cérebro ativo por meio de diferentes atividades foram as mulheres.
Pessoas que usavam novas técnicas para treinar o sistema nervoso
central, assim como aqueles com maior nível sócioeconômico
e que citaram a prevenção de demência ou perda de
memória como uma motivação para essa mudança
eram especificamente os mais jovens dessa pesquisa (entre 50-54 anos).
A motivação de "manter o cérebro ativo 'também
foi associado a pessoas que faziam palavras cruzadas, quebra-cabeças,
etc.
Podemos considerar que a atividade física tem um papel importante
nesse contexto. Recentemente, estudos mostraram que pessoas sem demência
com maiores níveis de atividade física apresentavam níveis
mais baixos de biomarcadores da doença da Alzheimer (2) e menor
risco de mortalidade (3).
Estudos epidemiológicos sugerem que a atividade física regular
pode prevenir o declínio cognitivo e demência na meia-idade.
Um desses estudos mostrou que a dança, uma atividade aeróbica,
foi associado com risco menor de desenvolver demência. Outro achado
interessante foi mostrado por outro trabalho recente relatando que pessoas
com condição cardiorrespiratória mais baixa nos estágios
iniciais da doença de Alzheimer apresentam maior progressão
da doença(2).
A adesão aos programas de exercício físico tem mostrado
facilitar a eficácia e longevidade do desempenho cognitivo em idosos.
Vários mecanismos e uma série de fatores moderadores confirmam
a utilidade de atividade física realizada desde o início
da vida (infância e adolescência) e mantido durante a vida
adulta.
Isso é um alerta aos fatores de estilo de vida que influenciam
o risco de doenças crônicas: um problema importante de saúde
pública.
1- Bowes A, McCabe L, Wilson M, Craig D. 'Keeping your brain active':
the activities of people aged 50-65?years. Int J Geriatr Psychiatry. 2011
May 2.
2- Liang KY, Mintun MA, Fagan AM, Goate AM, Bugg JM, Holtzman DM, Morris
JC, Head D. Exercise and Alzheimer's disease biomarkers in cognitively
normal older adults. Ann Neurol. 2010 Sep;68(3):311-8
3- Scarmeas N, Luchsinger JA, Brickman AM, Cosentino S, Schupf N, Xin-Tang
M, Gu Y, Stern Y. Physical activity and Alzheimer disease course. Am J
Geriatr Psychiatry. 2011 May;19(5):471-81
4- Vidoni ED, Honea RA, Billinger SA, Swerdlow RH, Burns JM. Cardiorespiratory
fitness is associated with atrophy in Alzheimer's and aging over 2 years.
Neurobiol Aging. 2011 Apr 30.
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