| Tenho um filho que gosta
de fumar maconha
Já fiz o que pude para ele abandonar o vício, não
sei mais o que fazer
Resposta: Ninguém usaria “drogas”,
se elas não provocassem prazer ou bem-estar, pelo menos nos primeiros
momentos do consumo.
Na verdade, muitos jovens defendem a utilização da maconha
de forma quase religiosa. Não percebem os malefícios relacionados
ao uso, nem tampouco se interessam pelas evidências disso. O prazer
relacionado ao uso, a própria dependência instalada e a pressão
do grupo de amigos fumantes se responsabilizam parcialmente pela manutenção
do uso.
Algumas das inadequadas condutas assumidas pelos familiares foram apontadas
nesta coluna - clique aqui e leia
- . Todavia, caso o seu filho não deseje tratamento, você
deve procurar orientação adequada com profissional especializado.
Algumas das dicas abaixo podem também ajudá-la:
a) O uso nocivo de maconha é um problema que pode
estar relacionado com muitos outros pelos quais o usuário está
passando. É fato que uma grande porcentagem das pessoas que usam
inadequadamente substâncias psicoativas enfrenta outros problemas
psicológicos, como quadros depressivos e ansiosos;
b) Se as provas do consumo inadequado forem evidentes,
o familiar deve propor ao jovem a procura de um psiquiatra, baseando-se
nestes fatos;
c ) Mostrar o quanto determinados comportamentos assumidos
pelo usuário estão lhe provocando prejuízos, sem
necessariamente relacioná-los ao consumo da droga, pode melhor
motivar o jovem a procurar ajuda especializada;
d) Se os familiares fingirem que tudo está bem,
fornecerem dinheiro para o usuário ou pedirem para que ele use
a droga em casa para correr menos riscos do que na rua, devem estar cientes
de que estas condutas reforçarão a manutenção
e piora do padrão de consumo.
Leia mais sobre síndrome
de abstinência - clique aqui
Atenção! As respostas
do profissional desta coluna não substituem uma consulta ou acompanhamento
de um profissional de psiquiatria e não se caracterizam como sendo um atendimento
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