Cyber Drogas
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Como lidar com a síndrome de abstinência de maconha
por Danilo Baltieri

Tenho um filho que gosta de fumar maconha
Já fiz o que pude para ele abandonar o vício, não sei mais o que fazer

Resposta: Ninguém usaria “drogas”, se elas não provocassem prazer ou bem-estar, pelo menos nos primeiros momentos do consumo.

Na verdade, muitos jovens defendem a utilização da maconha de forma quase religiosa. Não percebem os malefícios relacionados ao uso, nem tampouco se interessam pelas evidências disso. O prazer relacionado ao uso, a própria dependência instalada e a pressão do grupo de amigos fumantes se responsabilizam parcialmente pela manutenção do uso.

Algumas das inadequadas condutas assumidas pelos familiares foram apontadas nesta coluna - clique aqui e leia - . Todavia, caso o seu filho não deseje tratamento, você deve procurar orientação adequada com profissional especializado.

Algumas das dicas abaixo podem também ajudá-la:

a) O uso nocivo de maconha é um problema que pode estar relacionado com muitos outros pelos quais o usuário está passando. É fato que uma grande porcentagem das pessoas que usam inadequadamente substâncias psicoativas enfrenta outros problemas psicológicos, como quadros depressivos e ansiosos;

b) Se as provas do consumo inadequado forem evidentes, o familiar deve propor ao jovem a procura de um psiquiatra, baseando-se nestes fatos;

c ) Mostrar o quanto determinados comportamentos assumidos pelo usuário estão lhe provocando prejuízos, sem necessariamente relacioná-los ao consumo da droga, pode melhor motivar o jovem a procurar ajuda especializada;

d) Se os familiares fingirem que tudo está bem, fornecerem dinheiro para o usuário ou pedirem para que ele use a droga em casa para correr menos riscos do que na rua, devem estar cientes de que estas condutas reforçarão a manutenção e piora do padrão de consumo.

Leia mais sobre síndrome de abstinência - clique aqui

Atenção!
As respostas do profissional desta coluna não substituem uma consulta ou acompanhamento de um profissional de psiquiatria e não se caracterizam como sendo um atendimento

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Danilo Baltieri
Médico psiquiatra. Mestre e doutor em Medicina pelo Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Tem experiência em Psiquiatria Geral, com ênfase nas áreas de Dependências Químicas
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