| Descobri há seis meses
que meu filho usa maconha. Ele diz que não usa mais, está
fazendo acompanhamento com uma psicóloga, mas anda com os amigos
que usam. A psicóloga diz que tenho que dar um voto de confiança.
Não confio e continuo cheirando todas suas roupas.
| Dependência química
- Estudos apontam que influência de amigos sobre o consumo entre
adolescentes é muito superior do que influência dos pais
dos usuários |
Resposta:
Realmente, a quantidade de colegas/amigos usuários de maconha,
bem como as atitudes positivas dos amigos diante do consumo dessa
substância são importantes fatores de risco tanto para
a experimentação da maconha quanto para a manutenção
desse uso. Na verdade, a pressão do grupo é um dos mais
importantes fatores associados com a experimentação
de substâncias e manutenção do consumo. |
Alguns estudos têm apontado que a influência dos pares (amigos)
sobre o consumo entre adolescentes é muito superior do que a influência
(contra o consumo) dos pais dos usuários. Nesse sentido, a sua
preocupação é bastante pertinente.
Os tratamentos estruturados dedicados aos indivíduos com problemas
relacionados ao consumo de substâncias psicoativas, como a maconha,
preconizam, dentre várias recomendações, a mudança
do estilo de vida, a modificação do grupo social, o reconhecimento
do problema, a aderência às recomendações do
profissional adequadamente especializado. Logo, o afastamento dos colegas
que fazem uso da substância é freqüentemente orientado.
Nas situações onde problemas com o consumo de maconha são
detectados e reconhecidos pelo próprio usuário, o tratamento
deve ser instalado e a utilização da substância deve
ser monitorizada de forma adequada por profissional especializado. Abaixo,
reporto-me a um interessante artigo científico sobre o tema.
Chabrol H, Chauchard E, Mabila JD, Mantoulan R, Adele A, Rousseau A.
Contributions of social influences and expectations of use to cannabis
use in high-school students. Addict Behav 2006;31(11):2116-9.
Atenção!
As respostas do profissional desta coluna não substituem uma
consulta ou acompanhamento de um profissional de psiquiatria e não
se caracterizam como sendo um atendimento
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