| Resposta: Infelizmente,
recaídas após períodos longos de internação
ou mesmo depois de várias internações não
são incomuns principalmente entre graves dependentes de substâncias
psicoativas.
A Síndrome de Dependência de Substâncias,
como cocaína/crack, é uma doença crônica e
necessita de tratamento e monitoramento contínuos. Mesmo depois
de internações, até aquelas por longos períodos,
o indivíduo dependente não deve deixar de tratar-se ou mesmo
de procurar atendimento especializado, bem como seus familiares.
| A internação
de forma alguma torna o indivíduo “curado” da síndrome
de dependência; a internação é mais uma
das formas de tratamento médico para essa grave doença. |
Por que internação às vezes não
resolve
Muitas vezes, além da Síndrome de Dependência,
o indivíduo também é portador de outros transtornos
psiquiátricos que também precisam ser adequadamente diagnosticados
e tratados. A esta combinação de Síndrome de Dependência
e outros transtornos psiquiátricos, dá-se o nome de co-morbidade.
Se os outros possíveis problemas não forem corretamente
diagnosticados e manejados (quando existem de fato), o tratamento corre
o risco de não ser eficiente e as recaídas mais freqüentes.
Além disso, alguns indivíduos dependentes de substâncias,
quando recebem alta hospitalar, retornam para o mesmo ambiente, com os
mesmos amigos de outrora, com o mesmo funcionamento familiar de antes.
Isso é pedir para que as coisas não funcionem.
Às vezes, um indivíduo dependente afirma que continua a
usar substâncias porque é, de fato, um “dependente
químico”. Ele acaba não assumindo quaisquer responsabilidades
por seu comportamento inadequado, atribuindo todo o seu comportamento
à doença e à incompetência dos seus médicos
ou terapeutas. O indivíduo dependente precisa assumir responsabilidade
pelo seu próprio tratamento e comportamento.
Nas situações como as mencionadas na pergunta, o modelo
de tratamento ofertado deve ser revisto pelos profissionais de saúde
adequadamente especializados na matéria, os familiares devem estar
intensamente inseridos em adequado manejo terapêutico, o paciente
deve ser reavaliado, também quanto à real motivação
em cessar o consumo dessas substâncias.
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Atenção!
As respostas do profissional desta coluna não substituem uma
consulta ou acompanhamento de um profissional de psiquiatria e não
se caracterizam como sendo um atendimento
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