Cyber Drogas
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Qual o efeito do uso constante de maconha para quem tem depressão crônica?
por Danilo Baltieri

Resposta: A associação entre consumo inadequado de substâncias psicoativas, como a maconha, e sintomas depressivos é comum.

"Entre as pessoas que abusam ou são dependentes de maconha, o risco de desenvolver quadros depressivos parece ser maior do que entre aqueles que não fumam. No entanto, existem vários outros fatores que contribuem para o desenvolvimento de quadros depressivos, como fatores genéticos e ambientais" Na verdade, o consumo inadequado de substâncias psicoativas pode induzir ou mesmo agravar sintomas depressivos, bem como os próprios quadros depressivos podem favorecer o consumo inadequado de substâncias. Apenas uma rigorosa investigação médica poderá distinguir o que apareceu primeiro e, conseqüentemente, favorecer um tratamento médico adequado. Algumas vezes, os dois quadros podem surgir de forma concomitante.

Muitos relatos de pacientes portadores de quadros depressivos reiteram o fato de que o consumo de maconha é realizado para “aliviar” sintomas ansiosos ou disfóricos da depressão. Mas, infelizmente, essa espécie de “automedicação” contribui para piorar os sintomas depressivos.

Entre as pessoas que abusam ou são dependentes de maconha, o risco de desenvolver quadros depressivos parece ser maior do que entre aqueles que não fumam. No entanto, existem vários outros fatores que contribuem para o desenvolvimento de quadros depressivos, como fatores genéticos e ambientais.

As pessoas que sofrem de depressão e/ou que consomem inadequadamente maconha devem procurar auxílio médico, para evitar piores conseqüências do seu comportamento e indesejáveis repercussões das suas doenças.

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Atenção!
As respostas do profissional desta coluna não substituem uma consulta ou acompanhamento de um profissional de psiquiatria e não se caracterizam como sendo um atendimento

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Danilo Baltieri
Médico psiquiatra. Mestre e doutor em Medicina pelo Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Tem experiência em Psiquiatria Geral, com ênfase nas áreas de Dependências Químicas
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