| Este artigo é o terceiro sobre
a série: A tal da Síndrome do Pânico. Para
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Muito bem. Temos assim duas grandes origens para a ocorrência
da Síndrome do Pânico.
A Etiologia (origem) da Síndrome do Pânico
1. A etiologia cibernética, em que um ambiente
fechado, por exemplo, é capaz de gerar um ataque (=claustrofobia);
e
2. A etiologia tóxica, subdividida em:
a. Exotóxica, que exemplificamos mediante o exemplo
da ingestão de cocaína;
b. Endotóxica, que implica a insuficiência
de “degustação” psicológica da excitação
sexual somática.
Para melhor entendermos a origem endotóxica da síndrome
do pânico, consideremos o caso de Pedro.
Digamos que ele esteja noivo e que, juntamente com sua noiva, tenham acordado
que só terão relações sexuais completas após
se haverem casado. Digamos que, antes disso, se “esfregam”.
Digamos que, após algum tempo, ele passe a sofrer de ataques de
angústia. Digamos que ele vá a um psiquiatra que lhe receite
Frontal (= Alprazolam). Digamos que na bula do Frontal, onde se fala sobre
efeitos colaterais, esteja posto “distúrbios da sexualidade”.
Digamos que – o que é fato – não se explicite
nessa bula que os “distúrbios da sexualidade” de que
se fala resume-se, na verdade, a um bloqueio do desejo sexual. Digamos
que ele trabalhe em um banco. Digamos que eu seja cliente desse banco
e que, por acaso, quando lhe pergunto como vai, ele me relate seus sintomas.
Digamos que eu suspeite de que sua Síndrome do Pânico seja
devida à falta de processamento das substâncias químicas
que seu organismo produz quando apenas se esfrega, sem completar a relação,
em sua namorada. Digamos que eu sugira que ele passe na minha clínica
e lhe comunique minhas suspeitas de que seus sintomas sejam devidos a
essa “esfregação” sem orgasmo. Digamos que,
a partir disso, decidam ele e a namorada que ela passará a tomar
anticoncepcionais e eles passarão a completar tais “esfregações”.
Digamos que, a partir disso, seus ataques de pânico desapareçam
e que ele deixe de (1) VOLTAR ÀS CONSULTAS PSIQUIÁTRICAS
e de (2) TOMAR ALPRAZOLAM.
Quem ganhou com isso? O psiquiatra? A indústria farmacêutica?
Financeiramente, é certo que não. E eu? Financeiramente,
nada. Os sintomas desapareceram e só voltou a ver-me para dizer
que eles haviam desaparecido...
Será que, financeiramente, vale a pena, no caso da síndrome
de pânico, diagnosticar e tratar bem? Quantos casos haverá
passíveis de serem resolvidos de maneira tão chocantemente
simples como o de Pedro e que estão sendo deploravelmente “medicalizados”,
com a consequência adicional de, caso a medicação
seja “eficaz” (leia-se, bloqueie a ocorrência dos ataques
de pânico), perderem sua libido (pré-condição
para que o Alprazolam consiga bloquear eficazmente a Síndrome do
Pânico)?
Este texto continua...
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