| Divertículo
é uma invaginação(hérnia), em geral benigna, em forma
de saco que pode ocorrer em qualquer parte do trato gastrointestinal (intestino
grosso, esôfago e bexiga). Normalmente, os divertículos acometem
mais o cólon sigmóide, última porção do intestino
grosso que mede cerca de 40 cm de comprimento, situado logo acima do reto (parte
terminal do tubo digestivo, após o cólon sigmóide e que termina
no ânus).
A presença de vários divertículos
sobre a mucosa do intestino grosso é denominada diverticulose cólica
ou do cólon. Muitas vezes, essa condição torna-se mais freqüente
após os 40 anos de idade.
A diverticulose é uma doença
degenerativa, constituída por pequenas lesões que podem aprofundar-se
até a porção vascular e alcançar vasos sangüíneos
e artérias que irrigam a camada muscular do intestino grosso. | Mastigue
bem os alimentos antes de engoli-los, pois a digestão começa na
boca com a mastigação e a salivação | O
diâmetro dos divertículos pode variar de 2,5 mm a mais de 2,5 cm.
Um divertículo pode tornar-se gigante, embora raramente, seu diâmetro
pode chegar de 2,5 cm a 15 cm. Em geral, uma pessoa pode desenvolver apenas um
divertículo gigante, e quase todas as pessoas de 90 anos de idade apresentam
muitos divertículos. |
Não
raro, a diverticulose não necessita de reparo cirúrgico, mas os
divertículos gigantes sim, pois encontram-se mais propensos a provocarem
infecção e perfuração.
As fezes retidas em
um divertículo podem causar não apenas um sangramento, mas também
inflamação, infecção, febre e dores na região
esquerda do abdômen (cólon ascendente). Quando um ou mais divertículos
inflamam, então temos uma condição denominada diverticulite.
O problema predispõe à malignitude em cerca de 10% dos
casos em pessoas acima de 60 anos. Nos Estados Unidos, a maior parte das pessoas
a partir dessa idade apresenta diverticulose. Sintomas Grande
parte das pessoas acometidas pela diverticulose parece ser assintomática.
Os sintomas só surgem, quando os divertículos inflamam, desenvolvendo-se
um quadro agudo de dor e espasmos.
Alguns pesquisadores acreditam que,
quando surgem cólicas dolorosas inexplicáveis, diarréia,
febre, sangramento e alterações do funcionamento intestinal, a causa
encontra-se na diverticulose.
O divertículo pode sangrar, o sangue
escorrer para o interior do intestino e ser eliminado pelo reto. Isso acontece,
quando as fezes retidas no divertículo lesam um vaso sangüíneo,
mais comumente uma artéria situada ao seu lado.
O sangramento
é mais comum, quando os divertículos estão localizados no
cólon ascendente; e menos comum, quando eles estão localizados no
cólon descendente.
A coloscopia (exame visual do interior do cólon
através de um tubo flexível, introduzido pelo ânus, provido
de uma pequena câmera) auxilia na localização da origem do
sangramento. Terapêutica Somente se deve fazer
uso de remédios e medicamentos sob a orientação e a prescrição
terapêuticas. Deve-se combater a automedicação.
O
tratamento naturopático no combate da diverticulite inclui o uso de antiinflamatório
botânico, até que o processo inflamatório seja completamente
erradicado, e, principalmente, mudanças nos hábitos alimentares.
Dentre as causas do problema encontram-se: afrouxamento da musculatura lisa do
intestino grosso (o que acomete mais as pessoas idosas), hábitos dietéticos
errôneos, dieta à base de produtos industrializados e de carne, e
pobre em vegetais e fibras, que acabam intoxicando, irritando e enfraquecendo
a mucosa do intestino, causando espasmos do cólon e dos músculos
periféricos e debilitam as pregas intestinais e certas regiões musculares.
- Recomenda-se uma dieta saudável, nutritiva e balanceada, rica
em fibras (farelo de arroz, aveia, farelo da semente de linhaça, gérmen
de trigo e miolo da semente de girassol; 50 g/dia de mistura de fibras) e vegetais
(legumes, hortaliças, leguminosas, frutas, cereais e tubérculos).
- O gérmen de trigo (Triticum sativum) é tônico, fortificante,
revitalizante, complemento alimentar vitamínico, emoliente (exerce efeito
calmante sobre as mucosas inflamadas e a pele, combatendo o endurecimento dos
tecidos) e estimulante.
- O farelo de trigo não é indicado,
quando há sensibilidade intestinal, como ocorre na síndrome do intestino
irritável, por predispor a afecções alérgicas e má
absorção; o que pode agravar em caso de diverticulite.
-
Deve-se evitar o leite e derivados, caso haja intolerância à lactose
(açúcar do leite). A intolerância à lactose é
causada pela ausência de uma enzima chamada lactase, que decompõe
a lactose; tal intolerância manifesta-se desde o nascimento por diarréia
ácida e pela eliminação de lactose na urina (lactosúria).
- Mastigar bem os alimentos antes de engoli-los, pois a digestão
começa na boca com a mastigação e a salivação.
- Hidratação intestinal, beber água durante todo
o dia.
- Devem ser evitados alimentos que possam causar algum tipo de
alergia e intolerância.
- Devem ser evitados laxativos.
-
Deve-se verificar a existência de candidíase intestinal (afecção
causada por leveduras) e combatê-la (pois o problema favorece o desenvolvimento
de reações alérgicas e pseudo-alergias).
- Fatores
psicológicos tais como problemas emocionais, estresse, ansiedade, fadiga,
depressão, sentimentos de hostilidade, insônia e dificuldades de
adaptação aos eventos da vida devem ser combatidos.
- Deve-se
fazer uso de lactobacilos acidófilos após o uso de antibiótico
e antiácido.
- Remédios, antiespasmódicos botânicos
(que aliviam os espasmos musculares) e suplementos nutricionais: cápsula
gelatinosa de extrato concentrado de Aloe vera (babosa), umectante, emoliente,
antiinflamatório, refrescante e regenerador de tecidos; Óleo de
Hortelã com revestimento entérico (tal revestimento impede que o
óleo seja liberado no estômago; combate a contração
gastrintestinal e alivia gases); chá de Zingiber officinale (gengibre)
antes das principais refeições, apresenta propriedades estomáquicas
(estimulante da digestão), carminativas (que eliminam os gases), estimulantes
da circulação periférica, antiinflamatórias e tônicas;
Matricaria chamomilla (camomila), antiespasmódica, carminativa, calmante,
cicatrizante, tônica e emoliente; Valeriana officinalis (valeriana), antiespasmódica,
anticonvulsiva, sedativa e relaxante; Rosmarinus officinallis (alecrim), estimulante
geral, estomáquico, anti-séptico, carminativo, diurético
e anti-reumático; Melissa officinalis (melissa), diurética, sedativa,
estomáquica, antiespasmódica, carminativa, tônica, antiinflamatória
e hipotensora; Uncaria tomentosa (Unha-de-gato), apresenta uma potente atividade
antiinflamatória, também antialérgica, cicatrizante, antitumoral,
antibacteriana, antiviral, inibidora da carcinogênese e melhoria na imunidade;
Chlorella regularis (clorela), rica em proteína, vitaminas e sais minerais,
contém oito aminoácidos essenciais e todos os não essenciais;
Ômega-3; Complexo amplo de enzimas digestivas; Complexo amplo e completo
de aminoácidos; Lactobacilos acidófilos; Complexo B; Beta-caroteno;
Vitamina C; Selênio orgânico; Zinco e Coenzima Q10.
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