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Emprego: como ingressar, se manter e se recolocar no mercado de trabalho | |||||
| por Angelo Medina | |||||
Ingressar
no mercado: estagiário ou escraviário? Roberto
Santos - Estágio profissional, principalmente quando se consegue estagiar
numa área diretamente relacionada, o quanto antes melhor. Mesmo que ainda
não se tenha muita noção da relação teoria
e prática, a convivência com o ambiente de atuação
profissional futura é muito positiva. Roberto
Santos - Recentemente, a revista "Agitação" do CIEE
(Centro de Integração Empresa Escola) lançou a sua lista
das melhores empresas, mas neste caso, as melhores para se estagiar. Os critérios
não devem ser muito diferentes daqueles usados das melhores empresas para
se trabalhar: ambiente físico e social de trabalho e gestão de pessoas
focados em respeito ao indivíduo e oportunidades de crescimento e desenvolvimento
pessoal e profissional. Além desses genéricos, saber há quanto
tempo a empresa tem um programa estruturado de estágio, conhecer esta estrutura,
saber o percentual de aproveitamento em efetivação e, se possível,
conversar com ex-estagiários dessa empresa é o que pode fazer a
diferença entre ser um estagiário e um "escraviário". Roberto
Santos - Trabalhar no que se gosta, aquilo que nos dirigiu a um vestibular
e um curso superior já é muito bom. Receber uma remuneração
direta e/ou indireta por isso, é melhor ainda! Infelizmente, nem sempre
o jovem profissional que precisa pagar seus estudos consegue largar seu emprego
para iniciar um estágio não remunerado. Na realidade, o estágio
não deve ser remunerado como um empregado efetivo, embora seja correto
que as empresas ofereçam pelo menos uma bolsa auxílio.
Aliás, as empresas que levam a sério seu programa de estágio
costumam oferecer, além de uma bolsa atrativa, alguns benefícios,
e são essas que devem ser o alvo dos estudantes que estão buscando
oportunidades de estágio. Vya Estelar - Quais dicas essenciais o senhor daria para preparar um currículo? Roberto Santos - Na Internet, em livrarias e bancas de jornais existem centenas ou milhares de manuais com dicas de todos os tipos para se preparar um currículo. Então é quase impossível adicionar algo de novo ou revelador neste campo. Acho que meu resumo para esta resposta é o seguinte: (1) pense em quem vai ler o CV - ele/ela tem que entender o que você está querendo dizer, não apenas você; (2) no Brasil se utiliza o Português e seu uso correto já é um passo importante para uma pessoa esclarecida ler seu CV até o fim; (3) ter qualificações iguais a todos os prováveis candidatos a uma vaga não vai diferenciar seu CV de uma pilha deles ou em uma planilha de Excel. Se você acredita que tem um diferencial, garanta que ele seja comunicado e (4) o CV não substitui a entrevista, ele tem que ser uma "propaganda" atrativa sobre seu potencial de contribuir com a empresa à qual você está se candidatando para que a mesma queira chamá-lo(a) para uma entrevista... É verdade, o melhor CV é aquele que se ajusta a vagas específicas. Parte-se de um "padrão", mas ele precisa ser burilado com foco na vaga que estamos interessados. Vya Estelar - Quais são os procedimentos para ser bem-sucedido numa entrevista? Roberto Santos - Conhecer sobre a empresa e, se possível, sobre a oportunidade que está em aberto. Ir preparado para responder perguntas dos selecionados, mas também fazer perguntas (inteligentes e bem informadas) sobre a empresa e a vaga. E, mais importante, ser quem se é. Conseguir um emprego para outra pessoa, pode ter um prazo de validade baixo e logo se estraga no mercado de trabalho. Manter
o emprego: matar um leão por dia Roberto Santos - A "prata da casa" só se mantém na mesa da casa se estiver sendo constantemente polida e adequada a sua finalidade. A antiguidade ou senioridade como critério para promoção, aumento salarial e mesmo para se preservar um emprego é algo que está tão em desuso como anil para lavar roupa. Hoje a gente tem que se provar diariamente com desempenho e resultados, além de postura alinhadas aos valores da empresa - integridade, respeito aos outros, etc. O artigo sobre talento (2ª parte) é exatamente sobre isso - clique aqui e leia Recolocação
no mercado O limite também tem que ser dado pela saúde mental da pessoa que está esperando (vide artigo sobre a relatividade do tempo de quem espera e faz esperar - clique aqui e leia). Não existe um número ótimo. Para quem está desempregado, é sempre, o quanto antes!! Vya Estelar - Se extrapolar este prazo a pessoa deve pensar em redirecionar sua vida profissional? Roberto
Santos - De novo, não existe uma única resposta certa para essa
pergunta... Mudar de carreira pelo motivo de estar tomando mais tempo do que o
esperado para se recolocar na mesma área ou campo pode ser a decisão
correta para o problema errado... ou vice-versa. Claro que é mais fácil
falar do que fazer quando se tem contas a pagar, mas é importante não
se enganar com mudanças de rota motivadas pelos juros bancários
e diferenciá-las daquelas geradas por uma real mudança de carreira,
caso contrário, aliviamos um problema e criamos outro. Roberto
Santos - Acima de tudo, a rede de relacionamentos que se cultivou durante
o período em que se estava empregado, é sabidamente o principal
alavancador de recolocações no mercado. Só que isso não
se conquista da noite para o dia e, especialmente, no dia em que recebemos o "cartão
vermelho". Como uma planta que começamos a cultivar em nossos primeiros
anos de escola, nossa rede de relacionamentos precisa ser regada e provida dos
nutrientes de contatos freqüentes para estar rendendo frutos quando temos
sede do apoio de amigos e colegas. | |||||
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