| "Se você escutar
sobre a importância de regular às emoções
frente as mais diversas situações da vida, nada melhor
começar a pensar sobre como o exercício físico
pode funcionar como “matéria-prima” para alcançar
esse desejável objetivo" |
Não é novidade que o exercício
físico promove um ótimo estado funcional do nosso corpo.
Todavia, o exercício físico implica em uma simultaneidade
psíquica que nem sempre é levada em conta por praticantes,
atletas e por alguns profissionais, embora muito se diga sobre a importância
do entendimento das relações psicofísicas das
emoções nos exercícios físicos. |
Ao considerar que todas as experiências vivenciadas por nós
são acontecimentos simultâneos, ou seja, uma experiência
física é acompanhada simultaneamente por uma experiência
psíquica, tal como uma experiência psíquica é
acompanhada por uma experiência física, podemos afirmar que
exercício físico e emoção estão intimamente
ligados.
Uma pessoa ao praticar uma sessão intensa de exercícios
musculares (musculação), além da exigência
física, há um desencadeamento de processos emocionais que
regulados por neurotransmissores, como a endorfina e serotonina, produzem
um estado de euforia e a regulação do humor.
Por outro lado, em uma situação emocional positiva que proporciona
alegria, provoca ao mesmo tempo um aumento da pressão arterial
e do fluxo sanguíneo muscular, para preparar o organismo a agir
diante a situação propriamente dita.
Nesse contexto pode-se dizer que o ser humano sempre se expressa através
da relação simultânea corpo-mente e vice-versa e esses
estão constantemente presentes na dinâmica pessoal.
Relação entre emoção, comportamento
e motivação
Assim sendo, é possível afirmar que as emoções
organizam e dirigem o comportamento tanto como os motivos que impulsionam
as pessoas agirem. Não obstante, as emoções podem
ter efeitos desorganizadores sobre o comportamento. Em resumo, as emoções
são bastante afins da motivação (força ou
motivo que nos impulsiona em direção a algo).
Portanto, o comportamento é facilitado por um motivo até
certo grau de força e depois o motivo é desorganizador:
o ponto de “mutação” depende da dificuldade
da tarefa. As tarefas mais difíceis tendem a provocarem um comportamento
desmotivado e desorganizado, repercutindo ansiedade. As tarefas (força
de motivo) com dificuldade adequada tendem a provocarem um comportamento
motivado e produtivo (organizado).
Em conclusão podemos afirmar que quando de uma regulação
da exigência do grau de dificuldade do exercício físico
(treinamento), além de providenciar uma sobrecarga ideal para a
pessoa, uma adaptação emocional favorável será
verificada, pois haverá harmonia entre a exigência da tarefa
(motivo) e a capacidade psicofísica da pessoa. O resultado dessa
combinação será uma motivação ideal
para a execução da tarefa e como consequência oportunidade
de sentimento de alegria, satisfação, recompensa, bem-estar
e envolvimento com a atividade.
Do mesmo modo, ao persistir esse equilíbrio entre tarefa e capacidade
pessoal interveniente, o comportamento motivado e organizador das emoções,
projetará o praticante de exercícios físicos para
um nível de execução de alto grau de sofisticação
e mobilização psicofísica, sem terem consciência
de problemas ou alternativas fora da atividade presente. É como
se naquele momento nada mais importasse a não ser suas próprias
ações de treinamento.
Em resumo, se você escutar sobre a importância de regular
as emoções frente às mais diversas situações
da vida, nada melhor começar a pensar sobre como o exercício
físico pode funcionar como “matéria-prima” para
alcançar esse desejável objetivo.
Artigos relacionados - clique no título
>>> Caminhos
para obter satisfação profissional
>>> Sem
motivação para atividade física? Saiba o que fazer
>>> Para
enfrentar um dia-a-dia exigente, é preciso manter o bom humor;
saiba como
>>> Você
é uma pessoa acomodada?
|