| Muito se diz sobre a importância
da fase de inicial e formativa de jovens no esporte. Os momentos da iniciação,
formação e posteriormente da especialização
no esporte combina com a fase da vida que vai desde a infância até
o final da adolescência, por volta dos 18 anos. Portanto, um período
de grande importância na vida de qualquer pessoa, independentemente
se o jovem seguirá carreira esportiva ou não. Assim sendo,
a participação dos profissionais do esporte nesse momento
da vida de garotos (as) é de suma importância.
Como proposta para o sucesso eu proponho aos especialistas do esporte,
as seguintes dicas que poderão auxiliar suas funções
nos diferentes momentos da vida dos jovens esportistas:
1ª) Ser bom modelo de comportamento e liderança para
os jovens atletas
Naturalmente aquele que inicia ou já possui certa vivência
no esporte, necessita de apoio e referência de comportamento que
o estimule a vislumbrar metas e quais os “caminhos” que o
levarão a atingi-las através de vivências de reconhecimento,
auto-realização, desenvolvimento de capacidades físicas
e outras em um ambiente com segurança e afetividade. Nesse sentido,
o profissional é a pessoa que interfere em todos esses quesitos
por meio de suas atitudes de relacionamento pessoal e desempenho profissional.
2ª) Ser autêntico
Significa, em poucas palavras, ser diferente. É fugir da aplicação
de padrões de comportamento e ações práticas
sem levar em conta as características de cada atleta (ou aluno)
e do meio ambiente. Adaptar treinamentos às pessoas e a realidade
ambiental, gerar um modo específico de agir positivamente para
atingir objetivos, desenvolver uma mente concentrada e pronta para agir
positivamente e estar sempre aberto para entender o ritmo de cada jovem
para aprender e se desenvolver.
3ª) Ser criativo
Para ser criativo é necessário aprender a detectar sutilezas
nas mais diferentes situações do dia-a-dia. No esporte infanto-juvenil
em que a auto-expressão dos jovens atletas está em desenvolvimento
é fundamental para os profissionais interpretarem cada palavra,
gesto e silêncio como uma possibilidade de “feedback”
que os jovens nos dão freqüentemente nas atividades esportivas.
Ao detectar sutilezas surgem espontaneamente, idéias de novos exercícios,
treinamentos, atitudes, desafios e tudo o mais que compõem a atividade
esportiva.
4ª) Ter senso de humor e atitude positiva
O bom senso de humor ou bom humor (veja textos sobre saúde cíclica
- clique aqui) funciona
como um elemento básico para a manutenção do otimismo
perante os desafios, que por sua vez agirá como grande motivador.
Em resumo, estar de bom humor é estar equilibrado emocionalmente.
O equilíbrio emocional permitirá ao profissional do esporte
avaliar melhor qual a atitude tomar para vencer os obstáculos naturais
da aprendizagem e do treinamento e, além disso, criar um ambiente
de segurança e harmonia. Em conseqüência surgirão
atitudes positivas durante os treinos e competições. Com
isso, haverá repercussão de satisfação e alegria
e todos os envolvidos no processo desportivo (atletas ou alunos, pais,
profissionais e outros) e os mesmos avaliarão que formam um grupo
importante para suas vidas.
5ª) Ter idéias próprias
Somente aquele que tem idéias próprias, consegue ser autêntico.
Idéias próprias, na verdade é o redimensionamento
e a transcendência do conhecimento adquirido. Em outras palavras
é ir além daquilo que é referenciado como conhecimento
padrão de um procedimento, técnica ou fenômeno. Por
exemplo, no caso do esporte, um profissional que tem idéias próprias
ao planejar um treinamento de habilidade motora para jovens, consegue
vislumbrar as implicações que esse treino terá além
do aspecto sinestésico, como: aspectos da concentração,
da motivação, do estresse, fisiológicos, sociais
e outros, como também projeções futuras de movimentos.
O resultado de tudo isso será um treinamento de qualidade e promissor.
6ª) Dividir atenções e esforços igualmente
por todos da equipe
É comum em uma equipe de treinamento esportivo (coletivo ou individual)
a presença de diferentes personalidades, estilos de atuação,
competências, desempenho, etc. No entanto, para que haja harmonia
e consigamos atingir objetivos positivos, é necessário que
o profissional disponha de atenção para todos os participantes,
pois cada atleta tem seu ritmo e maneira própria para perceber
tudo àquilo que é proposto e que acontece em treinos e competições.
Dar atenção a todos é uma homenagem que o profissional
faz ao esforço de cada um, é tratar todos de forma igual
quando possível e cada um de modo diferente quando a situação
e/ou as características pessoais exigirem. Muitas vezes a equanimidade
no tratamento está justamente nas diferenças e não
nas similitudes.
No próximo texto vamos entender melhor como pequenas atitudes tornam
excelentes dicas para que a experiência esportiva seja gratificante.
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