| Coluna Eu - autoconhecimento para o bem-estar |
Por
que ninguém é 'expert' em sexo
Por Patricia Gebrim
Aspectos envolvidos na sexualidade
1º) Conhecer a si mesmo
Voltando à sexualidade, para que dar e sentir prazer seja algo natural
e espontâneo o primeiro passo é que nos permitamos experimentar
- em nosso próprio corpo - toques, sensações, carinhos.
Experimentar sem culpa. Ouçam... sem culpa, com prazer! Parece óbvio,
mas estou falando de algo que considero de fundamental importância. Só
um exemplo: existem mulheres que nunca, jamais, sequer olharam para suas vaginas
e têm uma idéia fantasiosa do que seja 'aquela coisa' lá
embaixo! Como se fosse algo sujo, impuro, pecaminoso!
2º) Escolher o parceiro com sabedoria
Nessa escolha do parceiro, é importante buscar alguém que tenha
valores parecidos com os seus. São inúmeras as possibilidades
dentro da esfera de nossa troca sexual, mas se você estiver com alguém
cujos valores sejam compatíveis com os seus, as coisas terão muito
mais chances de fluir bem. Não existe certo e errado, quando se fala
em sexualidade.
Mas, acreditem no que digo, existem combinações
infelizes que não trarão satisfação a nenhum dos
dois!
Pense: Como poderia funcionar um encontro sexual entre um golfinho e um porco
selvagem?
PRATICAR... PRATICAR... PRATICAR...
Escolhido o parceiro, agora vem a etapa de aprender e exercitar a nossa sexualidade.
Sim, e-x-e-r-c-i-t-a-r, porque ninguém nasce sabendo. Como tantas outras
coisas na vida, sexo é algo que precisamos aprender. Mesmo se você
for um expert na arte de 'fazer amor', cada vez que estiver com uma nova
pessoa, precisará começar do 'zero'. Fuja da tentação
de supervalorizar seus maravilhosos conhecimentos eróticos e aceite esta
verdade: o que funciona com uma pessoa pode não funcionar com outra!
Você vai precisar perguntar, descobrir, desvendar, explorar... e isso
pode ser delicioso, muito mais do que querer simplesmente provar que você
possui P.H.D. em sexualidade!
Aqui temos que enfrentar algumas dificuldades extras.
Veja a forma como o sexo é mostrado em filmes, por exemplo.
Muitas vezes as cenas são excessivamente romantizadas, gerando a falsa idéia de que sexo é algo sublime, que nada tem a ver com o nosso lado animal. Quando acreditamos nelas, acabamos negando o nosso corpo e ficamos aprisionados no que está acontecendo ao nosso redor. As flores têm que estar frescas e viçosas... o perfume deve ser suave... as palavras devem ser perfeitas (de preferência três EU TE AMO por minuto), e por aí vai. Fazer cara feia? Nem pensar! Cheiro de suor? Que horror!!!! O corpo fica expulso da relação, e eu pergunto a você:
- Quem vai gozar afinal, se o seu corpo não puder existir
e se expressar???
No outro extremo (vide os filmes pornográficos), as cenas são
excessivamente corporificadas, vendendo a idéia de que bastam 5 minutos
de vigorosa ginástica aeróbica para que as mulheres gritem loucamente
seus orgasmos.
O que é real? Acreditamos tanto no que nos é vendido que paramos de nos perguntar. É incrível o grau de desinformação sobre sexo existente entre homens e mulheres. É enorme o número de mulheres que nunca chegam ao orgasmo. É enorme o número de homens com problemas em manter a ereção, ou com ejaculação precoce.
Cobrança demais, falsas expectativas demais, informação de menos! É preciso que nos dediquemos a descobrir o 'caminho das pedras' por nós mesmos!!! Junto com nosso amante, é claro!
É preciso que admitamos que as coisas podem ser melhores, parando de nos comparar a modelos ou ideais. É preciso que paremos de responsabilizar os outros e tenhamos a humildade de começar tudo de novo, dessa vez com nossos próprios pés!
Digo isso porque quando se é solteiro e o sexo é
insatisfatório, considera-se que o outro é o culpado.
- Ele é um egoísta...
- Ela é frígida!...
Mas quando se é casado e o sexo é insatisfatório,
sabe quem é considerado o culpado? O casamento!
É incrível o número de pessoas que contam a mesma história.
Nos casamos e mal podíamos ficar longe um do outro... mas... sabe
como é... o tempo foi passando e 'a coisa' foi amornando... e hoje em
dia já não nos desejamos tanto assim... mas casamento é
assim mesmo, não é?
- NÃO, NÃO É!!!!!
Sexo pode ser bom, mesmo após muitos anos de convivência. Se isso não está acontecendo em seu casamento, antes de pensar em jogar tudo pela janela, que tal dar uma chance para que o fogo volte a brilhar?
Uma sugestão, dê a cada ítem abaixo uma nota de zero a dez.
Você fala sobre sexo com seu parceiro? (Diz o que gosta, o que não gosta, troca sobre suas fantasias sexuais, pergunta sobre as fantasias do outro...?)
Você procura ser criativo em seu relacionamento sexual? (Propõe novas situações, brinca, cria um clima de vez em quando...)
Você costuma resolver os conflitos que acontecem no relacionamento, de maneira a não ficar guardando mágoas antigas? (Ter uma mágoa guardada é como querer sentir prazer usando uma camisinha feita de pregos!)
Vocês fala sobre seus sentimentos?
Você brinca com seu parceiro?
Você valoriza seu parceiro e o deixa perceber isso?
Que nota você daria ao seu relacionamento sexual com seu parceiro, atualmente?
Bem, se você conseguiu dar a si mesmo essas notas, já pode ser considerado corajoso (a). Mas se quiser MESMO se superar, peça a seu parceiro (ou sua parceira) para responder também, e então falem sobre os resultados. Pode ser um bom começo para criar uma nova sintonia entre vocês. Percebam onde estão os pontos fracos e encontrem maneiras de torná-los mais fortes.
Envolvam-se! Transformem! Inovem! Arrisquem! e... mais do que tudo...
BRINQUEM JUNTOS!
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Patricia Gebrim-
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