| Eu | |||
| Autoconhecimento para o bem-estar | |||
| Pare de se trair! |
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| por Patricia Gebrim |
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Mal
trocaram dois passos e ele começou a criticá-la. Educadamente,
ela tentava seguir a sequência complicada de passos que ele sugeria,
aliás, a única que ele sabia realizar, por isso o seu desespero
em ser fiel à “técnica”. Improviso era algo
com o qual aquele homem nunca poderia sonhar! A coisa não fluía
bem, as coisas não aconteciam como ele achava que deviam acontecer,
ele foi se irritando, o sorriso dela foi murchando. Finalmente, ela fez o que já deveria ter feito há algum tempo. Soltou sua mão fina e delicada daquelas garras tomadas por uma espécie de artrite de alma, pediu licença, e foi dançar, sozinha, no meio do salão. Ele ficou lá, em pé, imitando uma espécie de poste descascado de alta tensão, enquanto ela rodopiava alegre e levemente pelo salão, brincando com outras pessoas que, como ela, não se importavam tanto em fazer sentido. Afinal, ela só queria se divertir. Que coisa maravilhosa é a nossa capacidade de fazer escolhas. Pense em quantas vezes você ficou lá, parado, paralisado, dançando com alguma situação que só lhe trazia mal-estar. - Por que fazemos isso? Por que não nos permitimos a leveza de seguir nosso caminho? Para não desagradar ao outro? Para cumprir protocolos? Por não saber dizer não? Pense em quantas vezes na vida você se viu em meio a uma situação que lhe fazia mal, tentando plantar um falso sorriso em sua face. Chamo isso de autotraição, e a meu ver não há pecado mais mortal. Não há nada pior do que trairmos a nós mesmos, trairmos a nossa verdade, a nossa sensibilidade, a nossa percepção. A coisa mais libertadora do mundo é sabermos que a nossa vida está em nossas mãos. Podemos passar uma vida inteira nos sentindo mal, sendo desconsiderados, mal interpretados e desrespeitados em um relacionamento, em um trabalho, em uma união. Ou podemos sentir as asinhas que temos nos pés e nos permitir flutuar para longe daquilo que nos rouba a coisa mais preciosa que temos... o tempo, esse tempo raro de vida, dessa vida que, como uma dança, merece ser vivida com brilho nos olhos e leveza no coração. Vamos dançar juntos? Não há regras, não há movimentos certos ou errados, não há passos russos, venezuelanos a serem rigidamente seguidos, eu prometo! Siga seu próprio ritmo, solte-se, brinque, rodopie como uma criança num movimento poético em que tudo o que importa é celebrar a vida. Isso, qualquer um sabe fazer, eu garanto! |
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