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Vida a dois: É possível mudar o outro? |
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| por Patricia Gebrim | |||||
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É possível mudar o nosso parceiro em um relacionamento? Gente!!! É muito sério o que tenho para dizer. Por favor, peguem uma folha de papel em branco, canetinhas coloridas de todas as cores, purpurina, tintas... e escrevam bem grande no centro da folha, com direito a gliter e luzes coloridas: * NINGUÉM MUDA NINGUÉM* Escreveu? Agora pendure a folha em um lugar bem visível e leia essa frase
ao menos 100 vezes todos os dias, antes de dormir e ao despertar! Entram em relacionamentos e se enganam, fingindo que certas características
do parceiro estão lá quase por acaso, mas que com certeza
essas coisas mudarão quando a fada boa do amor cantar sua canção
de ninar para o casal apaixonado. Quase como se o amor fosse uma espécie
de borracha gigante com a qual pudéssemos apagar do outro as imperfeições
que tanto nos incomodam. Um dos maiores problemas que vejo nos relacionamentos atualmente está no fato de que as pessoas ficam tão desesperadas para encontrar um parceiro que basta alguém as escolher para que se sintam imediatamente gratas por serem salvas desse horrendo destino: solidão. Com isso, nunca escolhem. Basta que sejam escolhidas. Se um sapo as escolhe, vira príncipe na hora! E se forem escolhidas por alguém que tenha valores muito diferentes
dos seus, por exemplo, as pessoas resolvem essa “pequena dificuldade”
negando essas diferenças e dizendo a si mesmas que com o tempo
isso irá mudar e, magicamente, os dois se tornarão parecidos,
quase iguais. Tente perceber... é muito importante que você perceba isso: Se, lá no começo de tudo, você tiver calma, se der a si mesmo tempo para conhecer melhor a pessoa que chegou à sua vida, se conseguir escapar dessa loucura coletiva que o leva a aceitar a primeira pessoa que aparecer... se puder fazer isso, talvez possa dar a si mesmo a chance de conhecer o outro melhor antes de fazer uma escolha. E ao fazer isso, talvez possa escolher melhor. Imagine que você seja uma pessoa doce e carinhosa e decida ter um bichinho de estimação. Você fica tão ansioso para comprar o bichinho que acaba comprando o primeiro que encontrou... um lindo peixe dourado em um aquário redondo. Você leva o aquário para casa todo feliz e o coloca em um lugar de destaque na sua sala. Mas aí a noite chega e você começa a se sentir só... e percebe que sente falta de toque. Pega o peixe dourado e ... o coloca no colo... Ops! E agora? Peixes não são muito de abraçar. Para falar a verdade eles parecem morrer quando os tiramos de seu mundinho particular... entenda... não adianta querer colocar no colo um peixinho dourado! Não vai funcionar! Se era tão importante para você afagar um bichinho... por que comprou logo um... peixe???? Devia ter comprado um cachorro... um coelho... talvez um gato (se bem que a maioria dos gatos não são muito de afagos). Mas... um peixe???? Com isso quero deixar clara a importância da escolha, de uma escolha
consciente. A culpa não é do outro! Um peixe tem todo o direito de
ser peixe, afinal!
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