| A correria das grandes cidades, a
industrialização crescente e a falta de tempo têm
provocado mudanças significativas nos hábitos alimentares
das pessoas nos últimos anos. A hora do almoço em casa,
junto com os familiares, tem sido trocada pelo famoso prato feito, pela
comida no peso dos self-services e pelos sanduíches dos fast-food.
Além disso, em um mundo cada vez mais urbano e globalizado, com
grandes exigências de cumprimento das jornadas profissionais, as
pessoas estão diminuindo as atividades físicas expontâneas
e programadas. As escadas rolantes, elevadores, controles remotos, carros
e até mesmo os telefones sem fio, realizam nossas tarefas e favorecem
o sedentarismo.
Por conta de toda essa mudança, o problema do excesso de peso no
Brasil já é mais grave do que a fome. Calcula-se que 50%
da população esteja com quilos a mais do que deveria. Segundo
dados recentes do Ministério da Saúde, são cerca
de 70 milhões de brasileiros com sobrepeso (índice de massa
corporal -IMC- entre 25 a 30) e cerca de 18 milhões de pessoas
obesas, com IMC maior que 30. Entre as crianças e adolescentes,
a obesidade cresceu 240% nas últimas duas décadas.
Mas não é só o nosso país que está
engordando, o planeta como um todo também passa pelo problema.
Dados recentes da Organização Mundial da Saúde classificaram
o problema do excesso de peso como epidemia mundial. Dos seis bilhões
de habitantes do mundo, 1,4 bilhão está com excesso de peso
e mais de 300 milhões são clinicamente obesos.
Novo estudo comprova relação de excesso de peso
com câncer
Um recente relatório da Organização Mundial
de Saúde (WHO) - “Obesidade: Prevenindo a Epidemia Global”
- chamou a atenção para o problema que mais assusta médicos
e pesquisadores em relação ao excesso de peso, ou seja,
a estreita relação da obesidade com outros problemas crônicos
como o diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.
Com relação ao câncer, estudos anteriores já
tinham demonstrado que a obesidade e até mesmo o sobrepeso poderiam
causar a doença em mama e cólon. Agora, um novo estudo conduzido
pela “British Medical Association - University of Manchester”
e “University of Bern” – Suíça,
divulgado esta semana, sugere que a obesidade pode também causar
outros tipos de câncer, tais como os de esôfago, tireóide,
rim, útero e bexiga.
A pesquisa avaliou dados de 141 estudos anteriores e incluiu 280.000 casos
dos Estados Unidos e Europa. O objetivo do estudo era encontrar uma relação
entre o Índice de Massa Corporal e o risco de câncer.
Homens com 15kg acima do peso normal
- Aumento de 52% do risco de câncer de esôfago, 33% para câncer
de tireóide e 24% para câncer de cólon e rim.
Mulheres com 13kg acima do peso normal
- Mulheres com13kg acima do peso normal mostraram um risco de 62% para
câncer de útero e bexiga, 51% para câncer de esôfago
e 34% para câncer de rim.
Os pesquisadores não sabem ainda quais são os mecanismos
exatos pelos quais a obesidade leva ao câncer. Há algumas
hipóteses que necessitam de mais estudos, mas o mecanismo mais
provável, defendido por muitos estudiosos, é aquele em que
as células gordurosas afetam negativamente a regulação
hormonal.
Isto poderia aumentar o risco de diferentes tipos de câncer.
Além disso, os especialistas garantem que a obesidade promove naturalmente
um meio favorável para o desenvolvimento de tumores, uma vez que
as células, incluindo as cancerígenas, crescem mais facilmente
quando a quantidade de calorias no organismo é abundante.
Calcule seu IMC
Você pode calcular seu Índice de Massa Corporal - IMC usando
a fórmula abaixo. Compare o resultado com os dados da tabela de
classificação apresentada a seguir: IMC é igual ao
peso divido pela altura ao quadrado
IMC = peso/Altura x altura
IMC |
CLASSIFICAÇÃO |
< 18,5 |
PESO DEFICIENTE |
18,5 – 24,9 |
PESO NORMAL |
25 – 29,9 |
SOBREPESO |
> 30 |
OBESO (A) |
> 40 |
OBESIDADE MÓRBIDA |
* O IMC não é medida adequada para atletas, crianças,
mulheres grávidas e
idosos frágeis.
Ex: Uma pessoa com com 77 kg e 1,75 de altura
1.75 x 1,75 = 3.0625
77 dividido por 3.0625 = 25.14 o IMC
Mantenha seu peso ideal e fuja do risco
Há ainda muito que aprender sobre como a obesidade afeta o risco
de câncer, mas nós sabemos que evitar o ganho de peso em
excesso ou emagrecer, pode beneficiar sua saúde e suas formas,
incluindo redução do risco de inúmeras doenças.
Até mesmo uma pequena perda de peso pode trazer benefícios.
A seguir, algumas dicas para você manter seu peso ideal e evitar
o risco de câncer:
- Faça uma dieta à base de vegetais, rica em variedades
de frutas, legumes, verduras, grãos integrais e alimentos minimamente
processados. Esses alimentos são pobres em gordura e ricos em fibras,
vitaminas e minerais;
- Prefira carnes de peixes e aves sem pele; limite o consumo de carnes
vermelhas para 80-100g/dia;
- Não abuse de alimentos gordurosos, particularmente os de origem
animal. Evite frituras, embutidos (linguiças, salsichas, salames,
etc), molhos de salada, maionese, etc. Dê preferência a óleos
vegetais (uso moderado) como o azeite de oliva e laticínios desnatados;
- Limite o consumo de doces, sorvetes, refrigerantes, etc; esses alimentos
são ricos em açúcares simples e gordura;
- Cuidado com o excesso de sal no preparo dos alimentos e com o consumo
de produtos industrializados ricos em sódio. Para melhorar o sabor
dos pratos em geral e diminuir a adição de sal, use e abuse
de ervas, cebola e alho.
- Não consuma ou limite o consumo de bebidas alcóolicas
e não fume;
- Faça uma atividade física regular, pelo menos 3 vezes
por semana;
Mais informações: www.jocelemsalgado.com.br
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