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Aqui vão os derradeiros conselhos para os feridos pelo amor.
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Preserve o amor dentro de você
Não deixe que a raiva e a tristeza escondam de você mesmo
o amor que você viveu um dia. Lembre-se dos bons momentos e cultive
a gratidão por eles. Gratidão e amor fazem bem a gente.
Não permita que a separação e a perda o impeçam
de preservar o amor que um dia sentiu. Vale mais a pena recordar as agradáveis
situações vividas do que ficar sempre se amargurando com
os momentos de sofrimento.
Outra forma de preservar o sentimento de amor dentro de nós e estimulá-lo
consiste em praticar a caridade. Quando nos falta a fé e a esperança
está tão distante, nos resta ainda a maior das virtudes
– a caridade. Sempre podemos encontrar alguém a quem podemos
ajudar. Disse o santo D. Helder, o arcebispo do bem: “Ninguém
é tão pobre que não possa dar e ninguém é
tão rico que não possa receber”.
Faça a 'eutanásia' de sua paixão
"Uma paixão que se tornou inviável precisa ser
eliminada para trazer paz ao coração de quem a vive"
Ajude a matar o sentimento que ainda existe em você e fique apenas
com a lembrança, a gratidão (a Deus) pelos momentos felizes
e a esperança de novos momentos com uma nova pessoa.
O principal elemento da situação dolorosa é o fato
de que a pessoa abandonada continuava, até a separação,
amando o outro. Esse amor cria um desequilíbrio afetivo por não
ser mais correspondido. Para restaurar o equilíbrio, é necessário
que o abandonado se disponha a aceitar a morte desse sentimento e se esforce
para dissolver a paixão que ainda sente. Geralmente a raiva provocada
pela situação ajuda, mas é importante que a tarefa
de encerrar a paixão seja praticada de forma organizada para que
o resultado seja satisfatório. Essa é a eutanásia
da paixão.
Uma paixão que se tornou inviável precisa ser eliminada
para trazer paz ao coração de quem a vive. Não se
trata de uma paixão qualquer, mas de um sentimento que foi cultivado
e estimulado, por vezes durante muitos anos – talvez a emoção
mais importante que a pessoa tenha vivido em sua existência. E é
um sentimento que só tem razão de existir se for correspondido.
Exterminar um sentimento positivo é muito penoso, significa retirar
aos poucos, dia após dia, o valor que foi dado à pessoa
que se admirou e de quem se aceitou os defeitos. Só então
você terá condições de confiar em sua capacidade
de superar a dor da separação e estará livre para
amar novamente. Aí haverá espaço para a ressurreição
do amor.
Emoções do amor e da paixão
Para alguns, essa ideia pode parecer incompatível com a
formulação imediatamente anterior. A diferença está
no fato de ser o amor uma emoção serena que alimenta nossas
almas e deve ser sempre estimulada enquanto a paixão é uma
emoção perturbadora que necessita de uma administração
cuidadosa. Quando a paixão é rejeitada gera sofrimento,
dor e sentimentos negativos e precisa ser banida o mais rapidamente possível
de nossa vida. Até mesmo para poder dar espaço para o nascimento
de uma nova paixão.
Como a paixão costuma estar alicerçada no amor, é
fácil de ser confundida com ele. Mas a grande diferença
reside no fato de que enquanto a paixão é cega e se acompanha
pela necessidade imperiosa de atender nossos próprios desejos,
o amor é sábio e se guia pelas necessidades do outro. O
amor se caracteriza pela generosidade, a paixão pelo egoísmo.
A paixão desprovida de amor cria perigos e possibilita tragédias.
Porém, quando juntos e em harmonia, amor e paixão nos levam
a grandes feitos e grandes conquistas.
Enterrar os mortos, fechar os portos e cuidar dos vivos
Em 1755, no dia de Todos dos Santos (primeiro de novembro), ocorreu, em
Portugal, um violento terremoto, que destruiu grande parte de Lisboa.
Na ocasião, o Primeiro Ministro, Marquês de Pombal, enfrentou
a catástrofe com o lema: "Sepultar os mortos, cuidar dos vivos
e fechar os portos". Essa formulação simples e direta
pode nos ajudar muito. Diversas vezes ocorrem em nossa vida eventos arrasadores.
A calamidade é tão grande que por vezes perdemos o discernimento.
É a hora de adaptar para a nossa vida a frase do Marquês:
"Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos".
Sepultar os mortos significa que não adianta ficar deplorando a
tragédia ou se recriminando por ela. É preciso enterrar
o passado, parar de pensar sobre o que deveria ter sido e encarar o que
está sendo. Cuidar dos vivos representa a importância de
tomar conta do presente. Ter cautela com o que sobrou, o que realmente
existe. Fazer todo o possível para salvar o que restou do terremoto,
valorizando e usufruindo o que há de bom em sua vida.
Fechar os portos fala sobre dificultar a possibilidade de que novos problemas
apareçam enquanto você estiver “cuidando dos vivos
e enterrando os mortos” – sarando as feridas na alma. Significa
manter o foco na reconstrução, na cura. É dessa forma
que a história nos ensina. Por isso, quando enfrentar um terremoto
em sua vida, lembre-se das palavras do Marquês e procure enterrar
os mortos, fechar os portos e cuidar dos vivos.
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