| Física Quântica | |||||
| Entenda as diversas interpretações da física quântica | |||||
Observação de trajetórias |
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| por Osvaldo Pessoa Jr. | |||||
| No texto “Interpretando
o Experimento da Dupla Fenda” (clique
aqui), estudamos um experimento em que o objeto quântico
(elétron, luz, ou um átomo) tem à sua disposição
dois caminhos possíveis, e no final (após a passagem de
milhares desses objetos) aparecem franjas de interferência, típicas
de ondas. No texto “O Primeiro Debate Einstein-Bohr” (clique
aqui), vimos a tentativa de Einstein de descobrir
por qual fenda passa o objeto, e como Bohr argumentou convincentemente
que se medirmos a trajetória do objeto, as franjas de interferência
desaparecem. Com isso, formulou seu princípio de complementaridade
(ou dualidade onda-partícula): para entendermos um experimento
quântico, utilizamos ou um quadro ondulatório (que explica
as franjas), ou um quadro corpuscular (no qual se pode dizer por qual
caminho a partícula rumou ao longo do experimento), mas nunca ambos
ao mesmo tempo (ou seja: se tem franja, não tem trajetória,
e vice-versa).
Os elétrons são emitidos por um fio aquecido,
e podem passar pela fenda A ou B. Um detector móvel vai registrando
quantos elétrons caem em cada região de uma parede, e ao
final obtém-se um gráfico de intensidade (eixo x) versus
a posição y na parede. Esse gráfico mostra que há
regiões em que incidem muitos elétrons, e regiões
em que não incide nenhum elétron: justamente as “franjas
de interferência” mencionadas anteriormente. Obteríamos, assim, informação da trajetória
do elétron. Porém, ao final do experimento (repetido para
milhares de elétrons), as franjas de interferência desapareceriam!
O que se obteria seriam duas regiões de incidência de elétrons,
uma defronte à fenda A e outra defronte a B, que se somariam, resultando
numa mancha clara única, sem a oscilação entre claro
e escuro do experimento anterior (sem franjas de interferência).
Segundo Feynman, isso seria semelhante ao que se obteria se balas de revólver
fossem atiradas através das fendas: um comportamento típico
de partículas indivisíveis. | |||||
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