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| Escoliose acontece mais na fase do estirão: puberdade e adolescência | |||
| por Juliana Prestes Mancuso |
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A nossa coluna vertebral é formada por 33 vértebras (ossos) dispostas umas sobre as outras, formando curvaturas (concavidade ou convexidade) próprias ao longo do corpo. Ela pode ser dividida em quatro regiões distintas: lordose cervical (7 vértebras), cifose torácica (12), lordose lombar (5) e cifose sacrococcígea (5 vértebras fundidas, que formam o sacro; e mais 4 vértebras fundidas, que formam o cóccix. Entre as vértebras (região cervical até lombar), temos os discos intervertebrais, responsáveis por parte do amortecimento do impacto que nosso corpo é submetido diariamente.
Antigamente, acreditava-se que a escoliose era somente um desvio lateral da coluna, chamada pelos leigos de "coluna torta". Atualmente a definição correta é a de que a escoliose (patologia), é um desvio tridimensional da coluna vertebral. Ou seja, a coluna desvia-se nos três planos do espaço. Assim, a coluna realmente se torce, não somente para os lados, mas também para frente/trás e em volta de seu próprio eixo. Em cerca de 70% dos casos, nenhuma causa é encontrada. Esse tipo de escoliose é chamada de idiopática. As escolioses idiopáticas acometem cerca de oito vezes mais as meninas que os meninos, mas não há uma causa específica para isso. Escoliose e estirão A escoliose pode aparecer em qualquer idade, mas é durante os
estirões que temos as maiores possibilidades de que ela apareça
e por isso devemos redobrar nossa atenção em relação
a ela nessa fase. É fundamental que ela seja diagnosticada o mais
breve possível. Para as escolioses que evoluem pela idade ou por alguma patologia neurológica associada, tudo dependerá da "agressividade" da mesma. Ou seja, com qual angulação ela foi descoberta, quanto você ainda tem para crescer e uma série de outros fatores que só um especialista poderá dizer. Atualmente, mesmo com toda a melhora dos tratamentos fisioterápicos e ortopédicos, o mais sensato que podemos dizer é que devemos tentar "bloquear" a evolução da escoliose. Na idade adulta, a escoliose pode tornar-se dolorosa, mesmo que as chances de piora da angulação sejam diminuídas. A fisioterapia possui vários métodos específicos para tratar a escoliose: RPG, *cinesioterapia, **osteopatia, ***quiropraxia, ****reprogramação mioarticular, Pilates entre outros. No caso de uma escoliose evolutiva, diagnosticada precocemente, são três os recursos existentes: fisioterapia, colete e cirurgia. Evidentemente, esses recursos estão dispostos em ordem de gravidade. Só se opera uma criança quando todos os outros tipos de tratamento falham e a escoliose continua a evoluir. O Método Pilates ajuda a melhorar as posturas escolióticas, uma vez que seu princípio é justamente o alinhamento postural. No adulto, devido a sua estruturação madura da coluna vertebral são necessários vários cuidados, não só a fisioterapia, mas também disciplina e a prática regular de exercícios e uma boa postura para se conseguir um sucesso no tratamento. * Cinesioterapia: terapia pelo movimento
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