| Aprenda
a medir a cintura e avalie o seu risco
- clique aqui
| "Exercícios físicos
e dietas equilibradas são considerados terapia de primeira
escolha, podendo levar a uma redução expressiva da circunferência
abdominal" |
A balança e o Índice de Massa Corporal
(IMC) já não são mais considerados as principais
armas para identificar se uma pessoa está ou não acima
do peso. Aos poucos, esses dois indicadores estão cedendo lugar
à fita métrica, que tem como objetivo determinar o perímetro
da cintura de homens e mulheres e avaliar a quantidade de gordura
presente no abdome. |
A gordura abdominal tem chamado atenção dos médicos
e especialistas em obesidade, porque ela aumenta significativamente a
chance de uma pessoa desenvolver diversos males, como o infarto, por exemplo.
Diferente da gordura amarelada que existe sob a pele, a gordura abdominal
é chamada de gordura marrom porque tem muitos vasos sangüíneos.
Essa gordura provoca resistência à insulina, hormônio
responsável pelo metabolismo da glicose, isto é, pela entrada
do açúcar na célula. A resistência à
insulina está associada a vários problemas, como aumento
de trombos e lesão na parede dos vasos sangüíneos.
Estudos mostram que muitos casos de morte prematura estão relacionados
ao acúmulo de gordura na cintura. O aumento desse tipo de gordura
pode levar à coronariopatia, hipertensão, diabetes leve
do tipo II e níveis mais altos de ácido úrico, geralmente
sem incidência de gota. Todos esses males são características
do que chamamos de “síndrome plurimetabólica”.
Estudo internacional aprova novo indicador
Um estudo publicado na revista "Circulation" que acaba de
ser divulgado, concluiu que a gordura acumulada na cintura é um
indicador clínico tão importante como o Índice de
Massa Corporal (IMC), pressão arterial, glicemia e perfil lipídico,
pois é capaz de identificar as pessoas que correm maior risco de
sofrer doenças cardiovasculares e diabetes.
A pesquisa, a primeira desse tipo em escala internacional, avaliou a freqüência
da obesidade abdominal em 170 mil pessoas de 63 países diferentes
dos cinco continentes. Os médicos que conduziram o estudo concluíram
que um perímetro grande de cintura está estreitamente relacionado
com o risco de sofrer doenças cardiovasculares e diabetes, independentemente
de outros indicadores clínicos, como o peso e a idade do paciente.
Diante desse achado, os autores do estudo recomendam que esse parâmetro
apareça na história clínica dos pacientes por ser
uma medida prática da obesidade abdominal e um bom indicador da
adiposidade intra-abdominal. Contudo, a maioria das pessoas e até
mesmo alguns médicos, não sabe que o aumento da medida da
circunferência da cintura é um importante fator de risco
para doenças crônicas.
Em julho, uma pesquisa realizada pela Shape of the Nations -
com o apoio da Federação Mundial de Cardiologia
(World Heart Federation - WHF) avaliou o grau de conhecimento
de médicos e pacientes sobre a relação entre obesidade
abdominal e problemas cardiovasculares. Mais de 16 mil pessoas de 27 países,
inclusive o Brasil, participaram da pesquisa. O estudo revelou que a maioria
da população parece estar mais focada no peso do que no
excesso de gordura abdominal: no Brasil, 66% dos entrevistados revelaram
controlar seu peso por meio de balança, comparados aos 6% que calculam
seu IMC e a 1% que mede a circunferência abdominal.
A pesquisa também mostrou que a gordura abdominal é reconhecida
por 58% dos médicos como fator de risco significativo para doença
cardíaca. No entanto, 45% reportaram nunca ter medido circunferência
da cintura de seus pacientes e 59% dos pacientes sob risco de doença
cardíaca disseram que nunca foram informados por seus médicos
sobre a relação entre gordura abdominal e aumento no risco
de desenvolver doenças cardíacas.
Aprenda a medir a cintura e avalie o seu risco
Um levantamento feito pelo Projeto Corações do Brasil,
coordenado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, com uma população
de 1.239 pessoas, acima de18 anos, constatou que apenas 30% das mulheres
e 55% dos homens estavam dentro dos parâmetros recomendados pela
Federação Internacional de Diabetes (IDF) para circunferência
abdominal.
Para saber se você se encaixa dentro dos parâmetros internacionais
recomendados, verifique com o auxílio de uma fita métrica
a circunferência de sua cintura na altura do umbigo. Procure não
apertar a fita, relaxe o abdômen e expire no momento de medir.
|
CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL
– MEDIDAS DE RISCO |
|
SEXO |
Aumentado |
Significantemente Aumentado |
|
HOMENS |
maior ou igual a 94 cm |
maior ou igual a 102
cm |
|
MULHERES |
maior ou igual 80 cm
|
maior ou igual a 88 cm
|
Dicas para o controle da gordura abdominal
Exercícios físicos e dietas equilibradas são considerados
terapia de primeira escolha, podendo levar a uma redução
expressiva da circunferência abdominal. Se você seguir os
conselhos que daremos a seguir, em pouco tempo você perceberá
os resultados.
1. Diga adeus ao sedentarismo: exercícios aeróbicos
como caminhadas, natação, corrida, bicicleta, etc. ajudam
no controle da gordura abdominal. Recomenda-se no mínimo 30 minutos
diários desse tipo de atividade todos os dias. Essa prática
é fundamental para quem deseja, por exemplo, eliminar a famosa
“barriguinha de chope”;
2. Faça no mínimo 4 a 5 refeições
diárias em horários fixos e com moderação;
quanto mais fracionada a dieta, menor o número de calorias absorvidas.
O tempo entre uma refeição e outra não deve ser menor
que 2 horas nem maior do que quatro horas;
3. Coma devagar e mastigue bem os alimentos;
4. Aumente o consumo de frutas, verduras e grãos
integrais, ricos em fibras;
5. Reduza o consumo de alimentos gordurosos, salgados
e doces;
6. Modere o consumo de bebidas alcoólicas e abuse
do consumo de água, pelo menos 8-10 copos por dia.
Pílula antibarriga – novidade da medicina
O rimonabanto – novo remédio aprovado pela Anvisa e que
chegou recentemente ao Brasil, é uma nova arma dos especialistas
para ajudar a reduzir a gordura abdominal. A droga age no sistema nervoso
central, mais especificamente no hipotálamo, bloqueando a ação
do sistema endocanabinóide (receptor que age em diversas partes
do organismo, em especial no sistema nervoso central, e que regula o apetite).
Com isso, ele diminui a circunferência abdominal, reduz os índices
de triglicérides, promove uma melhora nas taxas de açúcar
no sangue, auxiliando no controle do diabetes, além de aumentar
o bom colesterol (HDL).
Contudo, como toda droga, existem os efeitos colaterais: náuseas
e tontura são alguns deles. Além disso, a substância
não deve ser utilizada sem acompanhamento médico, porque
pode causar depressão e ansiedade no usuário. Esse problema
é tão sério, que fez com que muitos médicos
de outros países passassem a prescrever a droga com muita cautela.
Atualmente ela é contra-indicada para pacientes em estados depressivos,
com doenças psiquiátricas e síndrome do pânico,
pois agrava ainda mais o problema.
De acordo com os especialistas, as pessoas com melhor perfil para a indicação
do rimonabanto são pacientes obesos e com fatores de risco para
doença cardiovascular como, por exemplo, aumento de colesterol,
aumento de pressão arterial e da glicose. Para quem está
acima do peso e não se encaixa nesse perfil, a mudança de
estilo de vida continua sendo uma receita infalível e sem contra-indicação.
Mais informações: www.jocelemsalgado.com.br
|