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Razões para possível epidemia da gripe suína
por Alex Botsaris

"Chás, medicina ayurvédica, medicina antroposófica, homeopatia e acupuntura ajudam a combater vírus influenza" Existem muitos fatores para acreditarmos que estamos diante de uma possível epidemia mundial, com o avanço da gripe suína no mundo. Sob a ótica da Medicina Ecológica o risco de uma epidemia viral ou por uma superbactéria aumenta a cada dia e está se tornando iminente.

Temos muitos fatores concorrendo para essa epidemia ocorrer. Um por exemplo é o aumento continuado e acelerado da população mundial – em especial gerando regiões cada vez mais regiões superpopulosas e com a predominância da espécie humana em relação a outras espécies.

Com isso, o ser humano se torna o alvo principal dos microorganismos, em detrimento de outras espécies – ou seja, a tendência é os vírus e bactérias que infectam outras espécies se adaptarem para parasitar a espécie humana. Não é à toa que as últimas ameaças de epidemia foram todas de vírus originários de outras espécies como a gripe aviária, a SARS (síndrome da angústia respiratória grave), causada por um *coronavírus também originário de aves, e agora a gripe suína.

Os aglomerados humanos, ou seja as cidades grandes, ainda geram um problema adicional. Se algum vírus se disseminar nesses lugares será virtualmente impossível contê-lo. A quantidade de contatos inter-humanos é tão grande, intensa e constante que as possibilidades de transmissão da doença beiram o infinito. Por outro lado, acabar com isso significaria parar toda a economia e a sociedade, o que geraria um problema ainda maior.

As pessoas que moram nas cidades estão cada vez mais estressadas e isso é um fator que pode reduzir a capacidade de resposta imunológica. As população dos países desenvolvidos envelheceu muito - tem um percentual significativo de velhos, que são mais suscetíveis a infecções virais. Há também um maior percentual de portadores de doenças crônicas como diabetes, doenças autoimunes, alcoolismo, portadores de câncer, portadores de insuficiência renal, transplantados, etc todos muito mais suscetíveis a infecções por ineficiência do sistema imunológico.

Em países pobres temos populações subnutridas que vivem em locais sem saneamento básico, onde o índice de portadores de parasitoses intestinais e outros problemas de falta de saneamento, que também podem ser consideradas populações de maior risco para infecções virais mais severas. Todos esses grupos podem contribuir para agravar a epidemia, seja porque tem maior chance de se infectar (ou seja, mesmo expostos a quantidades muito pequenas de vírus – chamadas de inóculo pela medicina - vão desenvolver a doença) seja porque devem desenvolver as formas mais graves da doença, ocupando leitos hospitalares fundamentais para tratar os casos complicados.

Nos últimos 50 anos, o homem vem lançando milhares de toneladas de produtos tóxicos com potencial de genotoxicidade e mutagenicidade no meio ambiente. São inseticidas (organoclorados), dioxinas, metais pesados e outros químicos. Eles têm potencial de quebrar o DNA e modificar os genes causando mutações. Esses produtos vão parar em esgotos e aterros sanitários na periferia das grandes cidades, justamente onde há maior potencial de surgimento de agentes microbianos com potencial de desencadear uma epidemia.

Substâncias mutagênicas são altamente prejudiciais à saúde de humanos e muitas espécies animais, mas ajudam os microorganismos a se tornarem mais agressivos e letais aos seres humanos. Isso porque os agentes mutagênicos aumentam a quantidade de mutações nos microorganismos – e é justamente as mutações que fazem os microorganismos se modificarem e se transformarem em agentes mais letais. O potencial de surgimento de um vírus ou uma bactéria altamente agressiva ao ser humano está associada a quantidade de mutações que esse microorganismo sofre, e a presença de tóxicos no meio ambiente aumenta muito esse número de mutações.

Vírus H1N1 A

O H1N1 A - vírus da gripe suína - pode ser considerado um mosaico porque possui um DNA com parte originária do vírus da influenza do porco e parte da influenza humana. Ou seja, é formado de partes de DNA do vírus humano ligadas a DNA do vírus suíno, o que possibilitou a sua transmissão inter-humana. A exposição de vírus a agentes que quebram o DNA poderia ser a explicação para o surgimento de um vírus com o padrão de mosaico como o da gripe suína.

Há um fator que é especialmente preocupante em relação ao Brasil nesse caso. O vírus influenza é um vírus que tem um comportamento muito sazonal. Ele costuma se disseminar no inverno, porque o calor e a luz do sol são letais para o vírus e atrapalham sua transmissão. Isso pode explicar porque a epidemia no México está se mostrando tímida, já que na primavera o no verão a influenza só costuma causar casos erráticos. Mas aqui no Brasil a doença chega justamente antes do inverno, o que significa que estamos em alto risco de uma grande epidemia nos meses de junho e julho.

Parece que estamos contando com a sorte, esperando que esse vírus não seja muito agressivo e que a doença se assemelhe a uma gripe comum. Contudo, se isso não acontecer, teremos uma situação seríssima. No meu entender o Brasil não está preparado para fazer frente a uma epidemia dessa gravidade. Não temos um sistema de saúde eficiente que consiga fazer frente a uma grande demanda de doentes, como costuma ocorrer nessas ocasiões. Há décadas que a saúde é tratada com total descaso pelos diferentes governos que tivemos, e o sistema de saúde não atende nem a demanda básica da população. Médicos e outros profissionais de saúde ganham salários baixíssimos, e a infra-estrutura da saúde precária e ineficiente.

Algumas medidas da medicina complementar podem ajudar a enfrentar esse período difícil sem ter a saúde arrasada pelo vírus da gripe suína. Alguns chás podem ajudar a combater o vírus influenza. A planta que conta com mais pesquisas mostrando sua atividade é o chá verde. Recomendo ainda o chá de gengibre e hortelã. Os tratamentos de equilíbrio, como os da medicina ayurvédica e da medicina antroposófica ajudam a manter o organismo equilibrado, o que ajuda a evitar uma gripe mais grave.

A homeopatia possui um medicamento, chamado Canova, que mostrou ter capacidade de aumentar a imunidade e as defesas contra gripe em diversos estudos científicos. Além disso, a homeopatia ainda conta com muitos medicamentos tradicionais para gripe como Allium cepa e Gelsemium. Já a acupuntura conta com vários pontos que estimulam o que os chineses chamam de energia de defesa, e que também possuem uma tradição milenar de tratamento para a gripe.

*Coronavírus: família de vírus, do mesmo grupo de vírus que o resfriado - que é de uma familia diferente do virus da gripe - o Influenza.

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Alex Botsaris
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