| Segundo o mais antigo e poético mito
indiano, “O homem nasceu de um ovo dourado, posto pelo rei dos
deuses na espuma do oceano cósmico”. |
A ciência acredita que, há 180 milhões de anos, a
região, hoje conhecida como Índia, era uma ilha e, há
130 milhões de anos, foi, gradativamente, deslocando-se em direção
ao norte.
Himalaia
Até que, há cerca de 50 milhões de anos, chocou-se
com a Ásia, o que resultou a mais alta cadeia de montanhas do mundo,
o Himalaia (do sânscrito, a morada das neves), sendo o Everest seu
ponto culminante, com cerca de 8.848 m de altitude.
O Himalaia passou a deter ar quente vindo do sul, que, ao se precipitar,
deu origem às chuvas – as monções, que contribuíram
favoravelmente para o desenvolvimento da agricultura e, consequentemente,
da primeira civilização indiana. Ainda hoje, símbolo
da vida, as monções são recebidas por toda a nação
indiana com grande expectativa e euforia, com tal exaltação
que se faz notar até mesmo nos antigos cânticos sagrados.
Segundo estudiosos, nossos ancestrais deixaram a África há
cerca de 70 a 80 mil anos, percorrendo a costa do mar da Arábia
até chegarem ao sul da Índia. Andarilhos e descalços,
viviam da coleta de vegetais, pesca e caça e se movimentavam pela
necessidade de encontrar alimento, abrigo, clima e terras mais prósperas.
Supõe-se que, ao chegarem à região da Índia,
eles tenham-se encantado com a diversidade da natureza fértil e
abundante; daí, alguns tenham decidido ficar, dando origem aos
“primeiros indianos”. Essa é uma impressionante parte
da história do nascimento de uma cultura milenar, tão surpreendente
quanto rica, magnífica, sábia e inigualável. Questiona-se
se os não-africanos no mundo tenham suas origens nesses indianos.
O cognome descontraído “Mãe Índia” é
plenamente justificável.
Muitos consideram a Índia como um continente. Situada ao Sul da
Ásia, acima da linha do Equador, é considerada o sétimo
maior país em território e o segundo mais populoso; compreende
uma área de 3,29 milhões de quilômetros quadrados.
Seu tamanho excede o da Europa sem a Rússia. Ao Norte, encontra-se
o Himalaia (situado entre a Índia e a China), China, Nepal e Butão.
Ao Noroeste, o grande deserto da Índia, Paquistão (Deserto
de Thar) e Afeganistão. A Oeste, o Mar Arábico. Ao Leste,
Bangladesh, Burma (Myanmar) e a Baía de Bengala. Ao Sul, o Estreito
de Palk e o Golfo de Mannar separam a extremidade delgada do país
da ilha de Sri-Lanka.
No Norte, o inverno é rigoroso, principalmente nas proximidades
do Himalaia. No Sul, a temperatura é mais amena. O verão,
em geral, é muito quente; em algumas regiões, a temperatura
pode chegar a 47° C. A estação de chuva ocorre entre
os meses de junho e agosto.
Devido a uma grande variedade de condições climáticas,
a Índia possui uma vegetação rica e variada. Existe
cerca de 45.000 espécies de plantas e arbustos (constituindo 7%
da flora mundial) e 81.000 espécies animais (6,5% da fauna do planeta).
Atualmente, existem 80 parques nacionais e 441 reservas de vida selvagem.
Em 15 de agosto de 1947, há 52 anos, a Índia libertou-se
do domínio britânico, tornando-se uma nação
livre e uma república em 26 de janeiro de 1950.
Constata-se uma Índia urbanizada e progressista em cidades, dentre
outras, como: Nova Déli (capital da nação, combina
um interessante e belo paisagismo atrelado a uma arquitetura moderna e
medieval que conferem à metrópole um charme todo especial).
Bollywood: indústria de cinema
Mumbai (cidade mais populosa do país e a capital do comércio,
da indústria e do entretenimento, abriga importantes instituições
financeiras e a indústria de cinema e televisão –
Bollywood – e possui um dos maiores portos do Mar Arábico.);
Chandigarh (bela cidade, conhecida internacionalmente pelo seu moderno
planejamento urbano e arquitetônico, situada no estado de Punjab);
e Bangalore (capital do estado de Karnataka, terceira cidade mais populosa
da Índia, é sede de alguns dos mais reconhecidos colégios
e instituições de pesquisas do país.). Palco de alguns
dos grandes momentos e descobertas da humanidade, atualmente o país
é a quinta maior economia do mundo, o maior produtor de leite,
chá, açúcar, coco, banana, manga, tomate, castanha,
filmes comerciais (mais de 800 filmes são produzidos anualmente;
a indústria cinematográfica está concentrada em Mumbai,
no entanto Chennai e Calcutá são também importantes
centros de produção) e tratores; e o terceiro maior produtor
de algodão, tabaco, satélite e infraestrutura de ciência
e tecnologia.
O Híndi e o Inglês são idiomas oficiais, porém
existem 15 línguas principais e 844 dialetos que são falados
em diferentes regiões do país.
A grande maioria dos indianos é hindu, entretanto os mulçumanos,
sikhs, cristãos e judeus são livres para vivenciar as suas
respectivas crenças, e os inúmeros festivais religiosos
são celebrados por toda a nação com entusiasmo.
Símbolos nacionais
Além do emblema e da bandeira, são também símbolos
nacionais a flor de lótus, o pavão, o tigre e a árvore
Banyan. A Índia segue um regime parlamentar de governo, sendo considerada
a maior democracia do mundo. E a base de sua política externa é
o espírito da coexistência pacífica.
Reformas na economia iniciadas na década de 1990 resultaram numa
grande reestruturação do setor. Hoje, a Índia fabrica
equipamentos de telecomunicações altamente sofisticados
e softwares de computadores, adentrando em áreas de elevado padrão
tecnológico, tais como: produção de energia nuclear
e fabricação de equipamentos espaciais.
Enfim, passando por ruínas inacreditáveis, por cidades modernas
e muito antigas, por uma cultura milenar, por uma arquitetura sofisticada
e primorosa de 5 mil anos, por inúmeros lugares surpreendentemente
fascinantes, por peregrinações religiosas, por templos seculares,
por cavernas escavadas em rochas, por museus sofisticados, por magníficos
sítios arqueológicos, por palácios esplendorosos
e hotéis luxuosos, pelo magnífico Taj Mahal, pelo Himalaia
(belíssimas cadeias de montanhas cobertas de gelo), por praias
paradisíacas, pelo extenso e sagrado rio Ganges, por florestas
intactas, por vastos coqueirais, por animais e plantas exóticas,
por parques arborizados e floridos, por festas folclóricas, músicas
e danças típicas, por uma culinária sofisticada,
por belíssimos vales, por sábias filosofias, pelos yogues
(“as pedras preciosas” da Índia), pela flor de lótus,
pela sábia e antiguíssima medicina Ayurveda, pelas diferentes
religiões, pelos deuses antigos e encarnados, pela fé e
religiosidade, pelos mistérios, por um povo simples, belo, cativante
e admirável, pelas pegadas de Mahatma Gandhi, pela modernidade
e tecnologia, por passeios de barco, pelo artesanato extremamente singular
e belo, por entre muitos outros atrativos, sem a menor dúvida,
a Índia deixa a impressão de um país único
e encantador.
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