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No artigo anterior - clique aqui
e leia - foi comentado o efeito do exercício sobre a saúde
mental. É importante ressaltar que o exercício físico
também previne o declínio cognitivo que normalmente ocorre
com o envelhecimento. Com o decorrer da idade, o cérebro diminui
de densidade em regiões importantes para essa função.
Muitas das áreas que perdem neurônios estão envolvidas
em tarefas que requer atenção, planejamento e memória.
A boa notícia é que com o exercício físico
regular, esse déficit pode ser retardado.
| Exercício físico
regular retarda déficit de atenção e previne
declínio cognitivo |
Já é conhecido que idosos ativos fisicamente
executam tarefas de atenção melhor que os não
ativos. Nesse sentido, uma *pesquisa recente mostrou que participantes
fisicamente condicionados apresentaram um rendimento melhor nos testes
de atenção. |
Além disso, estudos de imagem do cérebro
durante o teste revelaram que as áreas cerebrais conhecidas em
contribuir com o processo de atenção estavam mais ativadas
em idosos fisicamente condicionados. Porém, o exato mecanismo responsável
pela melhora da cognição em indivíduos idosos ainda
não está totalmente esclarecido.
Tarefa de atenção
Quarenta e um indivíduos entre 55 e 79 anos realizaram uma caminhada
de 1 milha (± 1600 m) e foram avaliados em uma tarefa de atenção
no computador. Este tipo de teste de atenção é fácil
para os jovens, mas se torna difícil com o decorrer da idade. Os
participantes com boa condição física responderam
com mais rapidez e com mais acertos. Testes de neuroimgem mostraram que
certas áreas do cérebro (áreas relacionadas à
atenção) estavam mais ativadas em indivíduos treinados.
Seguindo essa linha de raciocínio, estudos experimentais (em animais
de laboratório) sugerem que o exercício aeróbio aumenta
o número de neurônios, conexões entre neurônios,
assim como a capilarização no cérebro. Dessa forma,
acredita-se que tais alterações sejam responsáveis
para esta melhora. Paralelamente, outros estudos indicam que o exercício
físico previne a perda de neurônios no hipocampo, uma área
importante para o aprendizado e memória.
Ainda tem sido observado que indivíduos ativos apresentam um risco
menor para a doença de Alzheimer (uma doença degenerativa/progressiva
que compromete o tecido cerebral causando diminuição da
memória, dificuldade no raciocínio, de pensamento e alterações
comportamentais).
Portanto, qual é a melhor forma para manter o cérebro funcionando
adequadamente? De acordo com vários pesquisadores, se exercitar
no início da vida e manter esta atividade ao longo da vida é
o mais apropriado.
*Colcombe e col. Cardiovascular fitness, cortical plasticity, and aging.
Proc. Natl. Acad. Sci. U.S.A. 101(9):3316-21, 2004.
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