| É muito comum associarmos
o avanço das ciências da informação e novas
tecnologias aos jovens. O grande avanço do mundo informatizado
tem se tornado um grande desafio para todas as fases da vida.
Quem nunca se embaraçou no caixa eletrônico ou com o manuseio
do novo DVD, celular, eletrodoméstico, brinquedos dos filhos e
netos, uso da internet para pagamento de contas, compra e venda de produtos,
etc...
Entretanto, o progresso da tecnologia tem sido no decorrer da evolução
sócioeconômica das nações o elemento-chave
que impulsiona as sociedades para a melhoria dos padrões de subsistência;
um instrumento relevante que conduz à expansão das oportunidades.
Nossa vida está marcada pela revolução da informática,
da robótica e da microeletrônica. Cada vez mais estamos dependentes
das máquinas eletrônicas e daí a necessidade da criação
de estratégias que viabilizem a inclusão do segmento idoso
no mundo tecnológico.
| "Em qualquer faixa etária
a inclusão digital traz benefícios, tais como, informação
rápida, aquisição de novos conhecimentos, atualização
de conhecimentos gerais, ampliação das redes de relações,
sociabilidade, conectividade com a contemporaneidade, melhoria da
auto-estima e auto-eficácia" |
O avanço tecnológico, ao mesmo tempo
que promove melhorias para a população, também
propicia uma forma de exclusão, a digital. A exclusão
digital no Brasil ocorre de acordo com as diferenças regionais,
acompanhado da desigualdade social e serviços de cada região
do país. Um dos segmentos mais atingidos é a população
idosa. |
Embora ainda sejam raros os projetos de formação
para inclusão digital para os velhos, existem programas de extensão
que oferecem cursos de informática pra idosos que costumam ter
demanda significativa em instituições não-governamentais
e nas Universidades Abertas à Terceira Idade.
A relação entre envelhecimento e a inclusão digital
se dá por razões demográficas, uma vez que o fenômeno
do envelhecimento se torna cada vez mais relevante no cenário mundial
e por razões sociais e cognitivas. Com o aumento da população
idosa e o alcance da longevidade torna-se necessário ampliar as
relações intergeracionais no que concerne à inclusão
digital.
A inserção rápida de jovens no mundo informatizado
podem sociabilizar os idosos com a tecnologia através das relações
intergeracionais. Em qualquer faixa etária a inclusão digital
traz benefícios, tais como, informação rápida,
aquisição de novos conhecimentos, atualização
de conhecimentos gerais, ampliação das redes de relações,
sociabilidade, conectividade com a contemporaneidade, melhoria da auto-estima
e auto-eficácia.
Porém, temos que estar atentos com os prejuízos como falta
de exercícios físicos, isolamento da rede de amigos, problemas
de saúde por postura inadequada no computador, que deve ser visto
com grande atenção.
| "O acesso da população
idosa na era digital possibilita a manutenção de seus
papéis sociais, do exercício de cidadania, a autonomia,
o acesso a uma sociedade dinâmica e complexa, mantendo a mente
ativa" |
Muitos idosos não têm motivação
para se inserir no mundo informatizado, às vezes por achar
que é um obstáculo, outras por não perceberem
a importância da inclusão digital e também por
achar que o conhecimento do manuseio de aparelhos eletrônicos
é uma tarefa que é mais fácil ser designada aos
jovens. |
Além disso, têm os que ficam constrangidos por não
saber usar os equipamentos eletrônicos e correm o risco de passar
por situações violentas, como os que são assaltados
nos caixas eletrônicos.
Há ainda o preconceito refletido em todas as idades, de que o aprendizado
de coisas novas não ocorre na velhice. O que é um engano,
pois o aprendizado de coisas novas, a agilidade mental não é
uma característica típica do jovem. O processo de aprendizagem
não se interrompe na velhice.
Quando se constata déficits na aprendizagem dos idosos para a informática,
estes estão relacionados mais a fatores emocionais, como insegurança,
baixa auto-estima, fatores psíquicos, pedagógicos e a fatores
pessoais, do que ao processo de envelhecimento em si.
Precisamos perceber as pessoas idosas como sujeitos cognitivamente ativos
e a educação como um processo contínuo, que não
ocorre somente no período escolar, nos anos da infância e
juventude, mas da infância à vida adulta e à velhice.
O acesso da população idosa na era digital possibilita a
manutenção de seus papéis sociais, do exercício
de cidadania, a autonomia, o acesso a uma sociedade dinâmica e complexa,
mantendo a mente ativa.
No entanto, a inclusão digital é um problema de toda a vida,
requer políticas educacionais que permitam a alfabetização
digital, pois as inovações tecnológicas avançam
de uma forma acelerada, o que vai exigir um processo de atualização
cada vez mais rápido da sociedade como um todo, para acompanhar
as mudanças que irão influenciar no nosso cotidiano, como
serviços e equipamentos cada vez mais sofisticados que irão
exigir conhecimento e agilidade.
| "Precisamos perceber
as pessoas idosas como sujeitos cognitivamente ativos e a educação
como um processo contínuo, que não ocorre somente no
período escolar, nos anos da infância e juventude, mas
da infância à vida adulta e à velhice" |
Muitas pessoas idosas demonstram vitalidade para
aproveitar o presente, para aprender coisas novas, projetar metas
futuras, buscando boa qualidade de vida, mantendo uma vida produtiva
e efetiva. |
Assim torna-se necessário uma educação gerontológica
- conhecimento especializado sobre o processo de envelhecimento - com
metodologias de ensino que viabilizem estratégias para a inserção
do idoso na contemporaneidade, em especial a inclusão digital,
sem deixar de lado o espírito ético do desenvolvimento do
ser humano, sem perder de vista a riqueza das relações sociais
“ao vivo e a cores”, pois uma máquina por mais “inteligente”
que seja, nunca substituirá eficazmente a atividade mental e criativa
do homem.
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