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leucemia (do grego "leukos", branco e "haima", sangue)
é uma doença sangüínea neoplásica grave,
aguda ou crônica, que exige tratamento terapêutico especializado
e precoce.
Caracteriza-se por uma proliferação anormal e geralmente
intensa de leucócitos (células sangüíneas nucleadas,
esbranquiçadas e com forma arredondada; sinônimo: células
brancas do sangue) e de células que têm sua origem na medula
óssea (único órgão líquido do corpo,
produz os constituintes do sangue a partir de uma única célula
mãe - pluripotente - e se encontra dentro dos ossos do quadril,
fêmur, úmero, esterno, crânio e costelas), às
vezes, associada à proliferação de eritroblastos
(células nucleadas da medula óssea que pela sua maturação
se transformam em glóbulos vermelhos do sangue; sua presença
na circulação sangüínea é anormal, pois
se encontram em certas anemias e leucemias).
Tal afecção (doença) é acompanhada de alterações
quantitativas e qualitativas dos leucócitos no sangue. De acordo
com os tipos existentes de leucócitos, distinguem-se as várias
formas com manifestações clínicas diferentes: leucemia
mielóide (por mielócitos), leucemia linfocitária
(por linfócitos), leucemia por monócitos, etc.
A leucemia pode também afetar as crianças e é mais
freqüente na faixa etária pediátrica com idade inferior
a 15 anos.
A leucemia linfóide crônica é uma afecção
maligna do tecido linfóide. Essa doença é mais freqüentemente
observada em pessoas acima de 60 anos de idade.
As queixas mais comuns derivam-se da supressão da hematopoiese
normal (formação de elementos figurativos do sangue) causada
pela proliferação de células leucêmicas (células
que sofreram algum tipo de alteração genética ou
mutação).
Em geral, os sinais e sintomas são: palidez, fraqueza, cansaço,
anorexia (falta de apetite), indisposição, fígado
e baço aumentados (hepatoesplenomegalia). Febre e sudorese noturna
podem ou não estar associadas a infecções (em 1/3
dos casos); o mesmo percentual pode ocorrer nas manifestações
hemorrágicas em pele (petéquias - pequenas manchas hemorrágicas
cutâneas puntiformes ou lenticulares, devido à ruptura dos
capilares - e hematomas) e mucosa (nariz e gengiva).
Artralgia (dores articulares) e dor óssea são menos freqüentes
nos adultos do que nas crianças e resultam da infiltração
leucêmica. Manifestações neurológicas podem
também ocorrer: confusão mental, cefaléia e comprometimento
dos nervos cranianos.
Os dados do exame físico (sinais de anemia, infecções
e manifestações hemorrágicas) refletem comumente
os sintomas acima descritos e são oriundos da insuficiência
de uma hematopoiese normal e da infiltração leucêmica
que pode atingir todos os órgãos (na maioria das leucemias,
as células leucêmicas caem na corrente sangüínea
e podem alojar-se em vários órgãos, como fígado,
baço e demais tecidos do corpo).
O diagnóstico laboratorial definitivo é feito pelo exame
de sangue (hemograma), mielograma (exame de células da medula óssea
que permite a análise do estado hematopoiético do organismo)
e esfregaços da medula óssea (a punção aspirada
da medula óssea é fundamental para o correto diagnóstico
e revela comumente hipercelularidade com redução acentuada
de gordura e de células hematopoiéticas normais).
O exame de sangue detecta anemia (em 80% dos casos), neutropenia (diminuição
do número de granulócitos neutrófilos circulantes,
ou glóbulos brancos, abaixo de 1.500 por mm³) e plaquetopenia
(usualmente menor que 100.000/mm³ e, em metade dos casos, é
menor que 50.000/mm³). O número de leucócitos é
extremamente variável; em 30 % dos casos, a contagem é inferior
a 5.000/mm³.
O tratamento da leucemia deve objetivar a eliminação do
clone leucêmico com o restabelecimento da saúde integral
do paciente. A terapêutica inclui medidas de suporte, quimioterapia
sistêmica e profilaxia do comprometimento do sistema nervoso central.
O tratamento da leucemia com quimioterapia e associado aos recursos da
terapia naturopática e ortomolecular pode alcançar resultados
efetivos e bem superiores, inclusive auxiliar na desintoxicação
do organismo e neutralizar os efeitos quimioterápicos colaterais.
O transplante de medula óssea - alogênico (o doador é
uma outra pessoa; em geral, um irmão), singênico (o doador
é irmão gêmeo univitelino, idêntico) ou autólogo
(quando o paciente é o próprio doador) - é indicado
a pacientes reincidentes.
Inúmeros produtos alimentícios industrializados são
capazes de provocar alterações das células sangüíneas.
O açúcar branco, por exemplo, consumido em excesso e regularmente,
pode dificultar a absorção e ocasionar a perda constante
de sais minerais e micro-minerais importantes ao bom funcionamento do
organismo, como selênio orgânico, zinco, cromo, magnésio
e muitos outros. Tal deficiência mineral ou carência crônica
de oligoelementos, associada à acidificação provocada
pelo uso dietético excessivo e constante de açúcar
(ácido láctico e carbônico etc), favorece muito o
aumento de radicais livres no organismo que, por sua vez, enfraquecem
e alteram as células sangüíneas precursoras.
Outras substâncias e agentes capazes de provocar leucemia: aditivos
alimentares sintéticos (corantes, aromatizantes etc), irradiação
ionizante (exposição atômica), sacarina, ciclamato,
dietiletilbestrol (hormônio feminino sintético utilizado
no tratamento da insuficiência ovariana, amenorréia, distúrbios
da menopausa e câncer da próstata, aplicado ao gado bovino
para aumentar seu peso; presente também na carne das aves e nos
ovos de granja), benzeno (utilizado na indústria de couro), sulfito
de sódio (utilizado para deixar as carnes e os embutidos com aspecto
mais avermelhados), nitrato de potássio, óleos refinados,
benzopireno (substância cancerígena presente nas gorduras
escuras das frituras, na carne de hambúrgueres industrializados
etc.) e diversas outras substâncias.
Terapêutica naturopática e ortomolecular
O uso desses remédios botânicos e suplementos
devem ser feitos sob orientação e monitoração
terapêutica. Para os casos pediátricos, a posologia deve
ser sempre ajustada.
- Remédios botânicos: Tabebuia heptaphylla (Pau-d'Arco, apresenta
propriedades antineoplásicas e imunoestimuladoras); Uncaria tomentosa
(Unha-de-gato, imunoestimulador, empregado no tratamento contra o câncer
e como terapia adjuvante para reduzir os efeitos colaterais da radioterapia
e quimioterapia); Glycyrrhiza glabra (Alcaçuz, imunoestimulador,
auxilia na desintoxicação orgânica e reduz os efeitos
colaterais da quimioterapia); Echinacea purpurea (Equinácea, imunoestimulador);
Hydratis canadensis (Hidraste, imunoestimulador), Silybum marianum (Cardo-Mariano,
contém algumas das mais potentes substâncias protetoras e
restauradoras do fígado, a silimarina), Aloe vera (Babosa), Chlorella
regularis (Clorela) e Allium sativum (Extrato seco de alho).
- Suplementos nutricionais: Cogumelo reishi (Ganoderma lucidium karst,
anticancerígeno, indicado nas doenças hematológicas;
desde tempos remotos, é utilizado pela "Medicina Tradicional
Indiana Ayurveda" para auxiliar no restabelecimento do equilíbrio
do organismo enfermo e também conhecido pela "Medicina Tradicional
Chinesa" como "Lei-ci", "cogumelo espiritual ou divino");
Sementes douradas de linho (Linum usitatissimum) e Cartilagem de tubarão
(apresenta propriedades contra o câncer).
- Complexo Polivitamínico, Polimeneral & Enzimático:
Ácido fólico (Vitamina B9, sua deficiência encontra-se
presente na leucemia e pode ocasionar alterações na síntese
do DNA, na morfologia das células sangüíneas e epiteliais;
fadiga; anemia megaloblástica; as melhores fontes alimentares são:
fígado, leguminosas, espinafre, aspargos, brócolis, alface,
repolho, gérmen de trigo, laranja, banana, carne, batata, pão
integral, leite e ovos); Bioflavonóides; Coenzima Q10; Licopeno;
Magnésio; Selênio; Superóxido dismutase (SOD): enzima
antioxidante, empregada pelo organismo para neutralizar a cadeia de formação
de radicais livres; Beta-caroteno; Vitamina C; Vitamina D; Vitamina E;
Zinco; Protease; Lípase; Amilase; Lactase; Bromelaína e
Papaína.
- Dietoterapia: Entre os fatores que mais influem na saúde integral,
os hábitos alimentares são os principais. Adotar uma alimentação
saudável, bem balanceada e de natureza pura (livre de aditivos
alimentares sintéticos, todos são potencialmente tóxicos),
que privilegie os vegetais, as frutas e as fibras dietéticas. Evitar
o excesso de carboidratos refinados (açúcares e amidos).
Carnes de frango e de boi (sempre magra) podem ser consumidas, desde que
sejam utilizadas com moderação. A carne de peixe é
considerada mais saudável, principalmente a de peixes de água
gelada (salmão, arenque, cavalinha e truta), pois é rica
em gordura poliinsaturada, considerada saudável. A exceção
é a carne de porco e seus derivados, que devem ser evitados. Evitar
frituras e gorduras saturadas (terrivelmente prejudiciais à saúde).
Bebidas alcoólicas, tabagismo e uso de drogas devem ser completamente
evitados.
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