| Ela é manipulada por ele
e está viciada
Resposta: Os casos de abuso e de síndrome de dependência
de substâncias sempre devem ser avaliados pelos profissionais de
saúde mental através de perspectivas amplas e diversificadas,
incluindo a natureza da própria substância e dos seus efeitos,
as relações do usuário com os familiares e pares,
os efeitos das crenças pessoais e grupais, as relações
com os fornecedores das substâncias, dentre outros fatores.
| "Não existe uma
fórmula única para o bom funcionamento familiar, nem
tampouco para o tratamento familiar nos casos de um dos membros com
problemas relacionados ao uso inadequado de substâncias psicoativas.
Na verdade, várias propostas terapêuticas existem e são
recomendadas de acordo com o problema detectado" |
Em alguns casos, especialmente entre
adolescentes, é particularmente importante aos profissionais
da saúde dar atenção à rede de parceiros
do usuário envolvidos na troca de informações
sobre fornecedores, no compartilhamento do uso e nas eventuais “ajudas”
para angariar a droga ou mesmo para disfarçar os efeitos. |
Nesses casos, os pares usuários de substâncias comumente
são o único grupo de referência para o sujeito dependente
e a relação entre esse sujeito e o grupo pode se tornar
progressivamente mais intensa. Também, o funcionamento familiar
deve ser intensamente revisto objetivando detectar “falhas”
nos relacionamentos e problemas de comunicação.
Na verdade, o adequado funcionamento da família é um dos
principais fatores de prevenção contra o abuso e dependência
de substâncias entre os seus membros.
No campo da dependência química, todo ano cerca de 90% dos
indivíduos dependentes de álcool e/ou outras drogas não
se engajam em qualquer forma de tratamento médico ou psicossocial
para esse problema. Nesses casos, os familiares têm a opção
de eles mesmos iniciarem um tratamento objetivando a resolução
do problema.
Não existe fórmula única, mas várias
propostas terapêuticas
Não existe uma fórmula única para o bom funcionamento
familiar, nem tampouco para o tratamento familiar nos casos de um dos
membros com problemas relacionados ao uso inadequado de substâncias
psicoativas. Na verdade, várias propostas terapêuticas existem
e são recomendadas de acordo com o problema detectado. Logo, há
a necessidade da procura por um profissional adequadamente especializado
na área, para o estabelecimento do manejo familiar e das suas disfunções.
O envolvimento de membros da família do dependente químico
adulto jovem ou adolescente no tratamento é essencial, porque comumente
os pais ainda exercem substancial influência sobre a vida dos filhos.
Além disso, freqüentemente, esses jovens são dependentes
dos pais, não apenas emocionalmente, mas também financeiramente.
Deve-se ressaltar que alguns membros familiares do sujeito dependente
químico acabam por se tornar completamente dependentes dos problemas
desse sujeito, direcionando toda a sua energia para ele. Esse familiar
co-dependente precisa ser tratado, porque além do intenso sofrimento
pelo qual passa, pode terminar por dificultar a recuperação
do seu ente relacionado. Pessoas que já apresentam problemas psicológicos
ou mesmo já imersas em seus próprios problemas pessoais
e relacionais são mais vulneráveis ao desenvolvimento da
co-dependência.
Durante o processo de desenvolvimento da co-dependência, pode-se
observar:
a) Abandono progressivo dos próprios objetivos
e metas;
b) Minimização dos comportamentos do membro
dependente;
c) Encobrimento de comportamentos absolutamente inadequados
do dependente;
d) Aparentar felicidade para os outros, quando na realidade,
existe muita tristeza;
e) Evitar conflitos para manter as aparências;
f) Ser desrespeitada continuamente;
g) Permitir que seus próprios valores sejam deturpados
e ameaçados;
h) Acusar-se repetidamente pelos problemas familiares;
i) Acreditar que não há outras opções,
além de continuar se comportando da mesma forma.
As conseqüências da co-dependência podem ser devastadoras,
como por exemplo:
a) Autonegligência;
b) Perda de amigos;
c) Sonhos perturbadores;
d) Mudanças do sono e apetite;
e) Estresse continuado e vários problemas e distúrbios
advindos dele;
f) Pensamentos de morte;
g) Problemas financeiros;
h) Assumir deveres e responsabilidades do dependente;
i) Humilhação.
Dessa forma, vale a pena um consulta com profissional capacitado na matéria
em questão, objetivando a resolução, ou pelo menos,
a amenização do seu problema atual. Os dependentes químicos
precisam de tratamento médico e psicossocial; os co-dependentes
também.
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Atenção!
As respostas do profissional desta coluna não substituem uma
consulta ou acompanhamento de um profissional de psiquiatria e não
se caracterizam como sendo um atendimento
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