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Da Redação
O auxiliar de escritório Simão Manoel da
Silva parecia uma criança enquanto aprendia a usar a mão
biônica, na última quinta-feira (29/10).
| Tecnologia de ponta enche de esperança
pessoas que perderam a mão e sonham em ter novamente a mesma
qualidade de vida |

Mão biônica: preço varia de
R$ 130 mil a R$ 150 mil
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Lançada durante o Congresso Latino-Americano de Ortopedia Técnica,
neste mês, o equipamento acaba de ser liberado pela Anvisa para
comercialização no Brasil, mas o preço é pra
lá de salgado: o preço varia de R$ 130 mil a R$ 150 mil.
Mas a prótese promete dar um salto na qualidade de vida dos pacientes
amputados que puderem adquiri-la. "É uma prótese mais
leve, mais ágil, dá mais conforto e segurança. Posso
fazer várias coisas, pois ela tem mais opções de
movimento", comenta Simão.
O auxiliar de escritório perdeu a mão direita em um acidente
de trabalho há cerca de 20 anos. Ele utiliza uma prótese
convencional chamada de mioelétrica, cuja ação se
restringe a um movimento de pinça, os outros dedos são rígidos
e só acompanham o movimento, sem articulação. A nova
tecnologia que ele experimentou muda totalmente essa forma de trabalho.
Os dedos se movimentam de maneira independente e são articulados
individualmente, o que garante mais confiabilidade ao agarre.
A mão é controlada por meio de dois sensores, instalados
dentro do encaixe da prótese, sensíveis às contrações
musculares. Dependendo da tensão realizada, é feita a abertura,
o fechamento e a rotação. Como os motores dos dedos são
individuais, eles conseguem se adaptar e segurar com firmeza qualquer
tipo de objeto. Eles podem suportar um peso de até 8 kg cada um,
cerca de 25 kg no total.
Para tornar o projeto da mão biônica realidade foram necessários
vários anos de trabalho. "No mínimo cinco ou seis",
diz Carlos Fernando Hoegemann, representante da empresa que produz a mão
biônica. "Projetos de alta tecnologia demoram muito tempo até
sair os primeiros protótipos", conta. Na produção
da prótese é utilizado um plástico de alta resistência
e cinco servomotores (um para cada dedo) de alta velocidade força.
Segundo o protesista Luciano Alves, são necessários de três
a quatro meses de trabalho para que o paciente consiga dominar completamente
a prótese. Além da fisioterapia, também é
feita uma simulação no computador antes de partir para a
prova prática. "Essa possibilidade de trabalhar com os dedos
individualmente já é uma das maiores evoluções
nas últimas décadas para próteses de mão",
afirma.
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