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Escola é principal fator de estresse entre jovens |
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| por Alex Botsaris | |||||||
Quando ocorre no cidadão urbano, pode causar mal-estar, desequilíbrios do organismo e até doença. Ao mesmo tempo, ele pode ser benéfico, pois também aumenta nossa capacidade mental ajudando a enfrentar novos desafios. Já se perdemos controle sobre ele, e permitimos que se torne continuado, a uma determinada altura, o efeito é inverso causando redução da capacidade mental. Surgem então sintomas tais como ansiedade, depressão, redução da memória, insônia, problemas digestivos, palpitações, fadiga e dores musculares.
O que preocupa vários médicos e cientistas, na atualidade, grupo onde me incluo, é que o estresse está afetando pessoas de uma faixa etária cada vez mais jovem. Casos de estresse em crianças e adolescentes estão sendo relatados na literatura médica mundial com cada vez mais frequência. Infelizmente o Brasil não está fora dessas estatísticas. Pelo contrário, em nosso país fatores como violência, pobreza, desemprego e falta de suporte dos serviços públicos nos colocam como um dos campeões de estresse em jovens. Por exemplo, em uma pesquisa da PUC de Campinas um grupo grande com adultos e jovens foi comparado, havendo uma forte predominância de estresse também no segundo grupo. O estresse entre os jovens estudados decorreu de demandas de ensino, ansiedade quanto ao futuro profissional e demandas sociais de vários tipos. As escolas foram consideradas as principais fontes de estressores.
Os sintomas mais encontrados foram diminuição da autoestima,
aumento da preocupação com a imagem corporal e um aumento
de transtornos alimentares e depressão clínica nas meninas.
Já os meninos mostram um grande aumento em homicídios, suicídios
e comportamento anti-social. Para ambos os sexos, há um aumento
dos transtornos bipolares e esquizofrenia. Esses quadros levam à
depressão, ao abuso das drogas e, no caso de estudantes do sexo
feminino, a distúrbios de alimentação.
O quadro de estresse entre jovens é realmente preocupante e universal.
Foi identificado num estudo feito pela Universidade de Santa Catarina,
em 2003, com 754 adolescentes vestibulandos e pré-vestibulandos.
Nesse grupo, 43% dos estudantes apresentavam sintomas de estresse. Estresse
em crianças e adolescentes tem sido relatado em locais tão
distintos quanto os EUA, a Turquia, o Paquistão, o Japão,
a Suécia, a França e a África do Sul. Artigos relacionados - clique no título >>> Tai chi chuan combate o estresse, melhora flexibilidade e traz autoconhecimento >>> Estresse começa pelo pescoço e cabeça >>> Comer doce pode causar estresse >>> Existe relação entre estresse e infertilidade? Atenção!
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